Assisti Loki há duas semanas e adorei. Um documentário muito bem feito. Claro que alguns perguntas ficam sem resposta, claro que a ausência da Rita é sentida, mas a sensibilidade na condução do enredo e a trilha sonora fundamental emocionam. Confesso que me peguei com os olhos cheios d’água algumas vezes.
Adoro Mutantes desde muito cedo. Lembro de uma loja em Caraguá que tinha a capa do Jardim Elétrico e aqueles desenhos me fascinavam. Um tempo depois, a Baratos Afins relanço a obra dosa caras inteira em vinil. A falta de grana me impediu de comprara todos mas quando a discografia saiu em cd eu fui, pouco a pouco, comprando aquelas deliciosas pérolas.
Mas meu primeiro contato com os Mutantes e com a obra de Arnaldo foi “Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde que Eu Tenha o Rock and Roll”. Era muito louco, muito diferente de tudo que eu ouvia no rádio, aquilo foi como uma porrada na cara. Como era divertido e solto. Acho que tinha uns 11 anos e ouvi na rádio, no meio de um monte de músicas que me pareciam chatas. Consegui gravar “Posso Perder Minha Mulher..” uns doias anos depois, quando a 89FM tocava rock. Nesta época já sabia que os Mutantes tinham tocado numa das músicas que me davam mais medo quando era criança: “Domingo no Parque”. Foui nesta época também que me deparei com “Loki” (o disco). O que parece nonsense para um moleque que mal conhecia música passou a se rum rito de passagem. Posso dizer que a genialidade de Arnaldo me fez ver a música de uma forma diferente. Quando Arnaldo voltou aos palcos com Sean Lennon eu estava lá, emocionado e foi esta mesma emoção que senti ao assistir “Loki” (filme). Se você ainda não viu não perca mais tempo. Vale cada segundo.