Sinais de Fumaça
   Filminho bem legal



Escrito por Sinais de Fumaça às 18h32
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   Sexta passada

Confesso que estava com medo do show do Radiohead na Apoteose. Era uma daquelas bandas que queria muito ver e quando a expectativa é grande a chance de decepção também é.

Mas o que aconteceu em duas horas foi sensacional. Ta certa que o set list de Sampa foi melhor (pro meu gosto), mas não vi o show de São Paulo, vi o do Rio e achei um show quase perfeito.

Primeiro me surpreendeu como você fica hipnotizado por Tom Yorke. Ele não se mexe muito, mas tem muito carisma e te prende. Depois pela competência dos caras. A banda tocou bem, o som estava muito bom, os efeitos de luzes formam belos e acrescentaram muito ao clima do show, a entrega do público foi impressionante e, principalmente, as músicas dos caras funcionam muito bem até em grandes espaços.

O show ainda teve a presença do amigo Renato Nogueira, ali, no meio da galera, entregue as experimentações, emocionado com a melodia, com o clima, com a magia que se fez na Apoteose.

O que assisti na última sexta-feira no Rio foi uma banda madura, com muito tempo de estrada, que sabe o que está fazendo e que não abandonou a vontade de ser criativa. O que vi foram muitos momentos de emoção, de me tocaram fundo, muitos momentos de uma beleza estética e sonora que fizeram minha alma se encher de alegria. Momentos que fazem você se apaixonar por música e que faz você querer estar no meio de uma massa de 25 mil pessoas comungando da mesma energia.

Você pode não gostar de Radiohead, mas tem que reconhecer que os caras não são acomodados e não repetem fórmulas em seus CDs. Pode até existir uma ligação bem forte entre Kid A e In Rainbows, mas não é uma repetição simples da fórmula.

Semana passada, aqui no Rio, tive o privilégio de ver uma banda na melhor fase, sem nenhuma rusga de decadência ou preguiça, com uma qualidade única de repertório. Isso fez a diferença. Isso e poder cantar Creep aos berros.



Escrito por Sinais de Fumaça às 11h01
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   Apoteose

Tem alguma coisa me dizendo que hoje não vai ser bom. Espero estar errado.



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h56
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   A primeira vez

Outro dia tentei relembrar das minhas primeiras referências musicais. Isso é meio complicado já que somos contaminados pelo sons que os nosso pais ouviam. Chamo de minhas primeiras referencias musicais coisas que pertenciam ao meu universo e não ao deles.

Muita gente é influenciada por um irmão mais velho, um primo, etc. No meu caso, a referência básica seria meu tio (6 anos mais velho) mas nunca consegui gostar das músicas que ele ouvia, no máximo achava legal um pouco de Supertramp. Eu não tinha muito saco (desde criança) para sons mais progressivos e não fui apaixonado pelo Peter Frampton.

Minhas primeiras influências vieram de uma maneira estranha, ela não veio pelo rádio, pelo som mas sim pela imagem. Me apaixonei por música visualmente, muito antes da era vídeo clip (sim criança, existiu uma época onde o vídeo clip praticamente não existia), passei a amar música graças ao cinema e a TV.

Quando tinha uns 8 ou 9 anos, meu pai me levou para ver o filme Flash Gordon no Cine Sesc, lá na Augusta. O Filme é uma fantasia, para criança é bem legal, eu me atrapalhei um pouco com as legendas, perdi algumas partes, mas não consegui tirar os olhos da tela. Quando sai, estava em outro universo. Fiquei chocado com a cena onde um cara resistia a lavagem cerebral cantando rock e repetindo fórmulas matemáticas. Caralho! Aquilo foi demais.

Mais chocado ainda fiquei com a música do filme. Foi meu primeiro encontro com o Queen. Achava Flash Gordon o máximo, adora os efeitos, os barulhos, a guitarra pesada. Aquilo era novo pra mim, era um outro universo, uma porta aberta para uma outra dimensão. Queria mais sobre aquela música e tanto enchi o meu pai que ganhei um disco do Queen, a primeira coletânea e passei a a gostar mais ainda daquele som. Relembrando hoje, tenho certeza que o Queen foi a primeira banda que fui fã.

E foi através das imagens de Flash Gordon e da minha paixão pelo Queen que descobri o Som Pop, na TV Cultura. Não era todo o fim de semana que eu assistia (acho que passava só de sábado), mas quando meus pais davam uma folga para a velha TV caixa preta (pra ser sincero, eles nunca foram muito ligados em TV) eu ligava na Cultura e me deliciava com apresentações de bandas clássicas (Zeppelin, Floyd, Stones, etc). Foi no Som Pop que me deparei com outra paixão de moleque. 4 caras fantasiados, cheios de pirotecnia. O KIss foi a minha segunda banda favorita. Bem antes do Metal e do Punk, bem antes de ser um apaixonado por rock nacional, eu ara um pivete de 10 anos que adorava Queen e Kiss. Passava horas tocando minha raquete de tênis e querendo ser o Gene Simons.Hoje, quase 30 anos depois, chego a conclusão que minha paixão por música nasceu com estas duas bandas e por isso, sou um cara com um gosto muito estranho.



Escrito por Sinais de Fumaça às 14h21
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   Disquinhos 3

Tem gente que tatua seu rosto. Tem gente que marca a ferro seu nome. Quando a sua banda acabou mais gente se matou que quando os Beatles romperam ou quando Elvis "morreu". Recentemente, ele recusou uma oferta de 75 milhões de dólares para ressuscitar sua banda. Não se pode ficar indiferente a Steven Morrissey. O grau de paixão que ele conseguiu nos Smiths é impressionante. Uma vez um estudante invadiu uma estação de rádio nos EUA e, sob a mira de uma arma, obrigou o DJ a só tocar Smiths. A aventura durou 4 horas.

Morrissey move paixão e é movido por ela. A beira dos 50 anos, ele lança o delicioso e apaixonante Years of Refusal. Não espere surpresas e grandes inovações, Years of Refusal traz o bom e velho Morrissey mostrando o que tem de melhor. Ele continua cantando maravilhosamwente sobre amor, solidão, angústia, desilusão, relacionamentos com um tempero que só ele sabe fazer. Quer um test-drive? Baixe All You Need Is Me e That's how pepople grow up, duvido que você fique só nisso.



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h41
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   Maiden

Em 1984 eu cursava a 6ª série F do colégio Arquideocesano de São Paulo. Era uma das turmas que eu mais gostei de estudar no ginásio. No fim do ano, tivemos uma grande festa de amigo secreto que me toruxeram dois momentos especiais:

O primeiro foi quando finalmente consegui dançar e conversar com a menina que passei o ano admirando. Foi uma sensação incrível. Dançar tímido, duro e sem graça com a Carol, nervoso, trêmulo. Depois ficar conversando com ela um bom tempo foi demais. No começo as palavras quase não saíam mas depois, descobri que tínhamos coisas em comum, que torcíamos pelo mesmo time, etc. Daquele papo, daquela dança e daquela paixão platônica só sobrou uma gostosa lembrança. A paixão foi embora nas férias, quando me apaixonei platonicamente mais uma vez (pré-adolescentes têm esta características) e desta vez muito mais forte.

Voltando ao amigo secreto, o segundo momento foi na entrega dos presentes. Lembro de receber aquele embrulho d HI-Fi (uma das embalagens de presente mais legais das época), de abrir com todo cuidado o papel pardo todo desenhado e retirar um dos mais sensacionais LPs da minha vida: Powerslave.

A maior capa do Iron de todos os tempos. Um disco que masrcu minha alma, que dominou minha mente e que ouvi até fazer buraco. Sabia cada letra, cada nota, cada solo. Ficava horas admirando a bela capa, lendo a ficha técnica, balançando a cabeça e tocando air-guitar. Foi uma paixão avassaladora. Assim como com a Carol, durante estes anos me deixei apaixonar por outras bandas, por outros ritmos, mas, diferente da minha primeira paixão platônica, nunca deixei de lado Powerslave e a Donzela de Ferro. O disco continua lá em casa, marcado pelo tempo mas apaixonante como sempre.

Powerslave não foi meu primeiro contato com o rock pesado mas foi a primeira paixão. Desde o meio de 1984, ouvia heavy direto. Os programas de clip na Tv eram quase todos heavy. Na rádio existiam programs só de heavy. Quando saiu a escalação do Rock in Rio 1, os dias 11, 15 ou 19 eram meu sonho de consumo. Infelizmente minha mãe não me deixou viajar sozinho para o Rio, mesmo eu tendo economizado grana para comprar a passagem de ônibus e o ingresso. Minha paixão pelo Iron e pelo heavy era grande o sufucuente para isso.

Confesso que é preciso ser um pouco diferente e até meio brega para gostar de Metal. Somos caras que gostamos de caras cabeludos e com calças justinhas, de cantores que usam falsetes, de letras com toques de contos de fadas. Geralmente estamos sempre com as mesmas roupas (negras), cercados por homens (quase não tem mulher no mundo do Metal), acompanhando com devoção religiosa nosso ídolos. Choramos num encontro com Dio, Ozzy ou Steve Harris e odiamos ser chamados de "metaleiros". Lembramos de cada passagem de cada show que vim e corrigimos erros dos não iniciados com ódio e descaso. Somos assim. Bestialmente apaixonodos. Quer entender mais? baixe os documentários Metal - A headbanger's journey e Global Metal. Quer saber porque Iron é uma religião no mundo todo? Vá ao cinema ver Flight 666.

Confesso que há muito tempo não sou mais um ouvinte de Metal 24 horas por dia. Gosto de música e ouço quase tudo ligado ao rock. Adoro descobri coisas novas, saborear novas experiências musicais e, desde os 15 anos, sou mais punk do que heavy. Mas voltar ao Metal é voltar a primeira paixão. É entrar num túnel do tempo e visitar deliciosas lembranças de outro tempo.

E este túnel do tempo uniu 22 mil pessoas na Praça da Apoteose para uma comunhão. Caras velhos com suas barrigas sorrido como crianças, chorando como mulheres, gritando como seres pré históricos. Moleques novos conhecendo o prazer de ter culhões, de compartilhar a sensação da caça. Unidos toodos numa mesma família, com peso em seu DNA. Somos fiéis de preto prontos par sermos abençoados por uma massa enorme de som e fúria. Testemunhas de uma força impressionante. Vi 3 shows do Iron e um do Dickinson (solo) e em todos o clima de comunhão era enorme. Na Apoteose não foi diferente. Duas horas de suor, testosterona e devoção.

Há um mês, no desfile do Boi da Ilha, na saída da dispersão, disse que meu carnaval seria naquele local três semanas depois. E Foi!

Deixei meu cabelo crescer por 4 meses (estou quase um homem da caverna) porque não tem a mínima graça ir a um show deste sem balançar a cabeça e sentir o cabelo chacoalhar, vesti a fantasia a rumei a Apoteose para ver um dos melhores shows de rock do mundo.

Você pode não gostar de Iron, achar heavy uma merda mas tem que respeitar estes 6 caras que tocam por duas horas com total domínio de palco. De todos grandes shows que assisti na minha vida (e não foram poucos) nunca vi uma recepção para uma banda como a que os fãs de Iron dão. É de arrepiar. Desde o início de Churchills Speech até o último acorde de Sanctuary não existe uma alma que não pule, berre, cante todas as músicas, grite todos os solos. Não existe uma alma que não saia suada, cansada e feliz.

As 21h30, o som de Churchills Speech anunciou o catarse. Minutos depois estávamos todos berrando: Running, scrambling, flying. Rolling, turning, diving, going in again. Run, live to fly, fly to live, do or die. Run, live to fly, fly to live. aces high. E lá se foi a voz e lá vem o tempo cobrando dos joelhos, dos pés das costas. Alegre dores que desapareceram com Wrathchild, 2 minutes to midnight (para mim a melhor de todas), Children of the damned, Phantom of the opera, The trooper, Wasted years, Rime of the ancient mariner, Powerslave, Run to the hills, Fear of the dark, Hallowed be thy name e Iron Maiden.

Uma hora e 36 minutos de correria e da precisão vocal impressionante de Bruce (apesar do som do microfone estar baixo e falhando), de troca de solos e riffs extremamente bem entrosados entre Dave Murray, Janick Gers e Adrian Smith, de porradas no couro de Nicko McBrain, e de linhas e mais linhas sensacionais de baixo hipinotizadoras de Steve Harris. A catarse chegou ao fim numa versão de Iron Maiden colossal. Hora de gritar com as últimas forças, de perder o resto de voz: Oh well, wherever, wherever you are, Iron Maiden's gonna get you, no matter how far. See the blood flow watching it shed up above my head. Iron Maiden wants you for dead.

O descanso é breve. Pouco depois estamos prontos para declamar o ais alto possível (se é que existe ainda alguma voz): Woe to You Oh Earth and Sea. For the Devil sends the beast with wrath. Because he knows the time is short. Let him who hath understanding. Reckon the number of the beast. For it is a human number. Its number is six hundred and sixty six. The number of the beast abre o bis. Olhos vermelhos na Besta no fundo o palco brilham, a lua está oculta pelas nuvens e o palco e a platéia fervem. Fim de um clássico, começo de outro "The evil that men do". Para fechar, dar adeus ao culto, Eddie desfila em Sanctuary. Duas horas de som. Duas horas de um perfeito orgasmo. Viceral. Quando as luzes são acesas é difícil deixar a Apoteose. Difícil deixar não sorrir.

Dançar com a Carol em 84 foi delicioso mas me apaixonar por Iron, naquela mesma noite, me trouxe muito mais alegria e prazer. Até 2011.

Set List

Intro. Churchills Speech

1. "Aces high"

2. "Wrathchild"

3. "2 minutes to midnight"

4. "Children of the damned"

5. "Phantom of the opera"

6. "The trooper"

7. "Wasted years"

8. "Rime of the ancient mariner"

9. "Powerslave"

10. "Run to the hills"

11. "Fear of the dark"

12. "Hallowed be thy name"

13. "Iron Maiden"

BIS

14. "The number of the beast"

15. "The evil that men do"

16. "Sanctuary"



Escrito por Sinais de Fumaça às 21h05
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   CDzinhos - Parte II

O primeiro disco do Sepultura sem nenhum Cavalera na formação é pesado bom como a muito tempo os caras não faziam. Jean Dollabella bate forte e quem gosta de Sepultura não vai se decepcionar. Confesso que algumas horas o som dos caras me cansa um pouco, gosto mais do Metal Clássico, mas o peso do Sepultura sempre me chamou atenção e ele não falta em A-Lex. O disco é inspirado no livro Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, retratada na obra-prima de Stanley Kubrick. Assim como o anterior Dante XXI, inspirado no inspirado na Divina Comédia, clássico da literatura escrito por Dante Alighieri, o disco tem altos e baixos. Mas as 18 faixas em mais de uma hora trazem peso, barulho, grunidos e porrada.

Dos 6 disquinhos deste começo de ano, confesso que A-lex deve ser o primeiro a sumir do I-pod, mas se você gosta de balançar a cabeça baixe. Se você não quiser o novo CD procure por Metamorphosis, Strike, What I Do e Conform.



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h03
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Jack White é um dos caras mais inquietos da cena musical. Além de lançar disco bom atrás de disco bom no White Stripes e no The Raconteurs, o cara agora está tocando com os The Dead Weather. A banda além de Jack conta com Alison Mosshart (do Kills), Dean Fertita (Queens of the Stone Age) e Jack Lawrence (Raconteurs). os caras tocaram ontem em Nashville, na inauguração da sede da gravadora Third Man Records. Quer conferir o resultado? Aperte o Play.

Quer mais, procure por Horehound.



Escrito por Sinais de Fumaça às 14h51
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   CDzinhos 2009 - Parte I

6 disquinhos me acompanham para o trabalho todo dia. Eles estão no set list de 2009 e têm me divertido muito.

The Boss lançou seu décimo sexto disco. Working on a Dream traz um Bruce mais esperançoso, no mesmo estilo clássico e falando de amor (What love can do?), algo impensável para Bruce na era Bush. Quem gosta do Boss vai encontrar um belo disco, com presença de blues e country, que fecha a trilogia The Rising e Magic. Se voce for baixar alguma coisa, pense em Good Eye, Outlaw Pete, My Lucky Day (que tem a assinatura do Bruce nos anos 80) e a bela balada The Wresller.

amanhã tem mais.



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h47
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Outro dia, estava em casa quando a Pepa ouvindo o bg de um comercial me perguntou quem estava cantando aquela música. Prestei um pouco de atenção e percebi que era era a voz inconfundível do homem de preto já no final da vida. A música era One, a balada clássica do U2 que Cash gravou em American III: Solitary Man. (não tem? Baixe imediatamente!)

A série American Recordings teve 5 discos clássico e foram gravados por Cash nos anos 90, quando ele não era mais uma figura popular entre as grandes gravadoras. Nestas gravações, Cash, sem medo de ousar e de se reinventar, se aproximou do produtor Rick Rubin (que trabalhou com Slayer, Red Hot Chilly Peppers, Beastie Boys, Beatles, Mick Jagger, Tom Petty entre outros). Rubin aproveitou a forma única de interpretação de Cash e encontrou um repertório sensacional. Entre os nomes que Cash gravou estão Tom Petty, Tom Waits, Soundgarden, Beck, Nine Inch Nails, Nick Cave, Simon and Grafunkel, Depeche Mode, etc.

Discos de standards? Esta série deveria servir de exemplo para todos os que arriscam fazer um álbum de regravações. Ousadia, competência, classe, sensibilidade e, principalmente, coragem de mostrar sua marca e saber saborear coisa novas.

Cash iniciou a série em 1994, com um álbum gravado em sua sala, apenas acompanhado apenas seu violão. Seco, preciso profundo, como um golpe de uma bela faca. Solitário, Cash emociona e faz lembrar a todos que ele existe e sabe fazer música como poucos,

Em Unchained, que ganhou o Grammy de melhor álbum de country, Cash gravou com a the Heartbreakers band, que acompanha Tom Petty. A indústria da música country americana ignorou este disco e no dia seguinte ao Gammy Cash e Rubin compraram uma página na Bilboard "agradecendo" o apoio. Na foto Cash aparecia com o dedo médio levantado.

Em Solitary Man, onde encontras-se One, Cash gravou debilitado, com muitos problemas de saúde (chegou a ser internado por uma pneumonia) mas nem por isso a beleza da sua interpretação foi abalada.

The man comes around foi o último álbum gravado pelo homem de preto e tem a participação de John Frusciante, Nick Cave e Fiona Apple. Neste disco está a regravação de Hurt do Nine Inch Nails. A forma como Cash cantou esta música levou Trent Renzor afirmar que se sentia roubado e que nunca mais iria conseguir canta-lá da mesma maneira. "Ela não me pertence mais", destacou o líder dos Nails.

A série termina com Hundred Highways. Neste disco póstumo covers de Bruce Springsteen e Hank Williams mostram que Cash, mesmo aos 71 anos, tinha muito o que fazer ainda. Qualidade impecável.



Escrito por Sinais de Fumaça às 21h07
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   Galeria de cantoras sexys

Abro esta pequena sessão com a sensacional Debbie Harry. Sempre adorei Blondie e há uma semana ouço quase diariamente. A mais sexy atendente do Donkin' Donuts da história foi também coelhinha de playboy, cantara da banda folk The Wind in the Willows e uma das mas gostosas vozes do rock. Front leader de primeira, a loira impunha respeito. Mesmo com seu som New Wave (delicioso), eles abriram para os Ramones e ninguém reclamava. Se você acha que Blondie é apenas Glass of Heart, vale a pena baixar Parallel Lines e aproveite. Descubra onde várias bandas novas beberam para criar seu som. Enquanto o download nãao termina, este clip mostra como Debbie sabia hipnotizar.

 



Escrito por Sinais de Fumaça às 19h25
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