Por que alguém resolveu refilmar Oldboy? Este clássico coreano deve ser dirigido por Steven Spilberg com Will Smith. Dúvido que dê certo. É muita porrada para cinemão. Quero ver o Will Smith comendo a f... e cortando a língua.
Me arrependo de não ter ido ao REM no Rio ou em São Paulo. Doi no coração ler todas as matérias falando do show do ano. Doi ver os amigos sorrindo cheios de satisfação de ver uma das melhores bandas do muindo. Mas eu tenho dois trunfos que eles não têm: Eu cantei "Man on the Moon", olhando para uma bela lua cheia e ouvi Michael Stipe cantando "Stand" (minha preferida dos caras ao lado de "Everbody Hurts") em 2001. Foi inesquecível!
Alguns outros shows merecem destaque no Planeta Terra. O primeiro foram os moleques do Foals. Cheguei no meio do show, ainda sob o impacto do sensacional e LINDO show do Jesus, e encontrei um galpão pegando fogo, pulando e cantando alto e uma banda possuída, cheia de energia, criando caos. Do pouco que vi, adorei. Gostei muito mais ao vivo que no CD. Moleques tocando alto, se divertindo e criando música e caos é o que mantém este velho corpo bagaceiro se movendo.
Depois dos Foals foi a vez do Offspring. Os caras tema marca de disco independente mais vendido da história e são uma fábrica de hits de fácil consumo. Eu gosto muito de três discos dos caras (Smash, Ixnay on the Hombre e Americana), acho Conspiracy of one meio chato e não me interessei em baixar os dois últimos. Em Sampa, eles fizeram um show pra galera, hit atrás de hits: "Hammerhead", "You're Gonna Go Far, Kid", "Kristy, Are You Doing Okay?", "All I Want", "Come Out and Play", "Staring At The Sun", "Kids Aren't Alright", "Pretty Fly (For A White Guy)", "Why Don't You Get a Job?" e a sensacional "Self Esteem". Músicas feitas para a galera cantar. Experientes, os californianos deixaram os muitos fans suados e roucos e divertiram todos que estavam no palco principal (na sua máxima lotação).
Quem também deu um belo show foi o Kaiser Chiefs. As 5 primeiras músicas do primeiro Cd dos caras são sensacionais e ao vivo a banda se mostra com a mesma energia. Nem a operação de apêndice do tecladista Nick Peanut (que saiu do palco de muletas amparado por médicos), nem o cansaço de parte do público atrapalharam. Ricky Wilson conduziu a banda muito bem e foi dando porrada atrás de porrada: "Everyday is Average Nowadays", "Everyday I Love You Less and Less", "Ruby", "Na Na Na Na Naa", "I Predict a Riot" e "Never Miss a Beat". Só não precisava pagar cofrinho quando chegava perto do público para cantar.
Um belo fechamento de um bom evento. Bem organizado, com um line up super decente e, principalmente, com um bom preço. 15 shows e um único ingresso. Isso é um festival.
Ainda sobre o Planeta Terra, outra determinação minha no festival era não perder as irmãs Kelley e Kim Deal por nada, por isso deixei mais uma vez Kiko e Barbara no palco principal vendo o Bloc Party, que nunca me conquistou, e fui para o Indie acompanhar o Breeders. Quando cheguei ao galpão a primeira surpresa, nada de espaços vazios, galpão cheio e pronto para receber as meninas Deal.
Ao contrário do palco principal, o som no Indie estava perfeito e alto, do jeito que se deve ouvir Breeders. Alto! E foi com volume máximo e lindos sorrisos que a banda abriu com "Tipp City". A partir dai foi uma festa de sorrisos e lindos sons: "Huffer", "Shocker In Gloomtown" (cover do Guided by Voices), "Divine Hammer", "No Aloha", "I Just Want to Get Along", a sensacional "Cannonball", o cover do "Album Branco", "Happiness is a Warm Gun", Drivin' on 9 e Saints.
Tudo executado com sorrisos no rosto, gargalhadas quando Kim errava o set e Kelley corrigia a irmã, satisfação e interação com uma platéia entregue e pronta para se divertir. Um show que uniu peso, ruído, energia, felicidade, lindas construções pops, muito barulho. Uma combinação memorável.
Deixei de ver o REM no Rio para voltar a minha terra e rever um show no lugar onde aprendi a gostar de música. Sampa estava cinza e nada melhor que um show em galpões abandonados de uma antiga fábrica de metal ao lado do poluído rio Pinheiros. É bom demais estar em casa!
Esperei quase 20 anos para ver Jesus and Mary Chain. Não consigo lembrar porque não vi a apresentação dos caras em Sampa (acho que era falta de grana mesmo), mas esta espera me fez pegar 500 Km de estrada. E valeu cada segundo!
Dez minutos antes de oito da noite, deixei Kiko e Barbara na tenda Indie vendo o final do Animal Collective e caminhei apressadamente ao palco principal. Me posicionei do lado direito, um pouco a frente de uma das torres de iluminação e acompanhei os primeiros acordes de "Never Understand" com total emoção.
O show teve uma hora. Uma hora perfeita, de uma banda madura mas com muito tesão. Uma hora da total distorção que me perseguiu durante toda a adolescência. Não tinha disco do Jesus, tinha uma fita cassete de 90 minutos (aquelas bafs transparentes) eram os dois primeiros discos ("Psychocandy" e "Darklands").Foi gravada em uma loja de discos da Galeria que fazia esta pirataria para os caras duros. E como ela rodou e embolou no meu walkman. O primeiro disco que comprei dos caras foi "Automatic" e quando estive em Londres o primeiro Cd que comprei foi uma coletânea. Quando voltei pro hotel, coloquei pra tocar e fiquei viajando por quase uma hora.
Bom, sábado, em Sampa, este lado emotivo veio a tona em um show que resumo em uma só palavra: LINDO!
Não foi um show perfeito. O som estava baixo (ok!) mas e dai. Mas este foi um show de memória afetiva, um show que me levou a um outro local. Repito: UM SHOW LINDO!!!
Emocionante. Os irmãos Reid estavam inspirados, Quase não dava pra ver Willian, que tocou de lado, fechado, passeando entre solos e deliciosas e delicadas distorções. Jim continua cantando lindamente.Como é bom ouvir um som assim. Em uma hora eles desfilaram "Sidewalking", "Blues From a Gun", "Head On", "Cracking Up", "Reverance", "Happy When It Rains", "Just Like Honey" (a preferida da geração Sofia Coppola e que, graças a Deus1 não teve malu Magalhães), apresentaram a nova "Kennedy Song" e tocaram a minha preferida "Some Candy Talking".
Lágrimas poderiam ser um bom resumo para uma das melhores horas da minha vida. Um show com gosto de vida. Da minha vida. Do tempo que ia de metrô de São Judas à Santana, que encarava um ônibus de lá até a Lapa para ver alguém no Olympia. Um show com o cheiro das poltronas do Centro Cultural, da fumaça do vão livre do Masp, do correto Praça da República com chuva, do concreto frio do Projeto SP, do mofo discreto do teatro João Caetano. No meio do pátio de uma velha fábrica de Interlagos, meu passado me foi dado de presente, entre belos acordes da linda Gibson. Não tem presente melhor.
O mundo vai acabar! Um cometa vai cair na Terra e erradicar a vida humana deste mísero planeta. Um cometa ou um disco voador, com seres prontos para tomar o mundo. Tá, se não for uma ameaça intergalática vai ser uma organização ultra-radical pronta para acabar com a nossa existência com algum vírus super-letal. Eu não sei como, só sei que a vida na Terra vai acabar, sumir, desaparecer, etc.
De onde vem a minha certeza? Da eleição de Obama. Quem assiste cinema ou séries de Tv sabe muito bem que toda vez que o presidente dos Estados Unidos é negro alguma merda acontece ao nosso planeta. Não adianta chamar o Bruce Willis, Super-Man, Robert Duvall ou Jack Bauer, estamos em contagem regressiva, cada dia mais próximo do zero. Por isso amigos, aproveitem seus próximos anos de vida muito bem, não sei se em 2009 ou em 2016 (último ano de um possível segundo mandato de Obama), em algum momento neste período nós vamos nos despedir deste planeta. Tchau!