Sinais de Fumaça
  

Ouvindo Ringo hoje, perdido neste plantão, lembrei da espanhola que conheci em Abbey Road com uma foto narigudo nas mãos. Naquele pedaço de Londres estamos todos comungando de um sonho. Velhos, novos, gente que viveu os 60, gente que tem 17 agora, todos esperamos os carros passarem para cruzar a faixa de pedestre mais famosa da história. Uns com um cigarro nas mãos, outros descalços. ali, em inglês, espanhol, francês, alemão, português, somos todos comuns. Nos olhamos e nos identificamos, somos amigos mesmo sem saber de onde somos, porque ali chegamos movidos pelo mesmo desejo. Sabemos quais são as sensações que percorrem nossas mentes. Na esquina, no muro branco, nos poucos degraus da entrada do estúdio, ou em uma pequena invasão estúdio a dentro.

Todos temos nossos Beatles favoritos. Durante muito tempo o meu era John mas cada vez mais acho que Ringo é o cara. O mais econômico e talentoso baterista da história sempre esteve presente na vida dos outros três. Enquanto egos destruíam relações de infância, Ringo transitou pela vida pós quarteto de John, Paul e George como o mesmo amor dos tempos de moleque, quando ele era o melhor baterista de Liverpool e os Beatles morriam de vontade de ve-lo assumir as baquetas da banda. E o mais legal de Ringo é que, até hjoe, ele ainda faz o sinal da paz.



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h59
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   100 anos de imigração brasileira



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h44
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   22 anos

Tive que aguentar:

Magic, Isaih, Jordan, Olajuwon, Pippen, Robinson, Duncan, Shaq, Kobe, Billups, Wade, Ginobili, mas finalmente o décimo sétimo estandarte desceu. Massacre! Um time que jogou com a faca entre os dentes.

 



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h00
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   Tá ai o que você esperava

Depois de dois meses de espera, O cidade Negra anunciou seu novo vocalista, o o mineiro Alexandre Massau, ex-integrante do Berimbrown e do Preto Massa (alguém conhece essas bandas?).

Quando você acha que a coisa não pode piorar...

 



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h24
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   De volta

Se minha memória não me engana, no fim de 1985, a Folha de S. Paulo deu uma página dupla estampando Larry Bird e Magic Johnson e "apresentando" a NBA. Já gostava muito de basquete, mas em tempos pré Tv a cabo e internet, o máximo que se conseguia saber sobre basquete americano eram as excursões dos Globetrotters que enchiam o Ibirapuera.

A Band começou passar as finais da NBA aquele ano. A vitória foi dos Lakers, mas eu me apaixonei pela camisa verde, pelos tacos do Boston Garden e estilo de jogo de Larry Bird, o maior jogador branco da história do Basquete. Em 21 de fevereiro de 1994, quando morava em Vancouver, finalmente consegui ver um jogo dos Celtics ao vivo, não foi no Garden mas sim na Supersonics Arena, em Seattle. O jogo foi um massacre para os Sonics, mas isso não teve a menor importância. Daquele time de 1885, só Parish, pra lá de veterano, atuava, mas a emoção de ver as camisetas verdes mais importantes da história do esporte mundial foi sensacional, única. Saí de lá feliz.

Hoje, 23 anos depois do primeiro encontro e 21 anos depois da última final, os Celtics voltam a decidir um título da NBA. Quis o destino que esta decisão fosse contra as tradicionais camisetas amarelas que aprendi a "odiar" naquela página dupla amarela que ainda tenho guardada em um armário em São Paulo.



Escrito por Sinais de Fumaça às 20h26
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   3 em 1

Ainda tinha um destes em casa quando ouvi pela primeira vez um disco de Bo Diddley. O que mais me chamou atenção nele foi a sua guitarra quadrada. Na época já era apaixonado por guitarras e a de Diddley me parecia tosca, básica, quase como feita em casa. Mas daquele pedaço tosco de madeira saía o melhor do Rock, a pegada de Bo, os riffs e os solos que ele produzia são reconhecidos imediatamente. O estilo único é influência para quase todo músico que se atreva a tocar rock com alma e lição básica para todos aqueles que querem aprender sobre desgastado estilo que me apaixona mais e mais a cada dia.

Outra aula que deve acontecer este ano são os shows de Chuck Berry aqui na terrinha.  Chuck é um dos últimos fundadores vivos sobre este planeta cada vez mais quente e nojento. Tive a honra de vê-lo acompanhado de Little Richard no Pacaembu e recomendo.

Hoje, em memória de Bo, ouvi o cd com o melhor daquela guitarra quadrada e me transportei para o começo de tudo, para o momento do Big Bang, quando os negros americanos ensinaram os moleques brancos, com Elvis, como se toca o bom e velho rhythm'n’ blues.

Separando o jornal que vai para o lixo me deparei com um quadro de Manabu Mabe, um dos maiores nomes do modernismo brasileiro. Um dos meus sonhos é ter um Mabe só pra mim.

Em Niterói, no Museu de Arte Contemporânea, tem alguns Mabes (se não me engano 3), mas um, pra mim, é especial. É todo em tons de verde e azul escuro, como se estivéssemos vendo o sol e o céu de dentro do mar, mas não estamos tranqüilos, observando, estamos lutando para não nos afogarmos, estamos tentando vencer esta visão para voltar a ver o mundo de outro meio e finalmente poder respirar.

Faz tempo que não visito este Mabe específico mas a sensação que a obra deste japonês que tinha sua casa ali do lado de casa, na Saúde, provoca em mim, até hoje, é muito forte. Ta na hora de cruzar a ponte e me deliciar com estes maravilhosos traços abstratos.

 

Para fechar, ta tudo muito tumultuado e cheio de transformações, por isso a distância momentânea, mas as coisas prometem entrar nos eixos em breve. Para isso, Flaming Lips voltaram para o Ipod. Nada como a as texturas de Wayne Coyne, para deixar o caos mais belo e colorido. Viva o caleidoscópio!



Escrito por Sinais de Fumaça às 23h53
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