Sinais de Fumaça
   Primeira listinha

Os Cds do ano

Internacionais

1- Raconteurs - Broken Boy Soldiers

2- Flaming Lips - At War With the Mystics

3- Strokes - First Impressions of Earth

4- Belle & Sebastian - The Life Pursuit

5- Iron Maiden - A Matter of Life and Death

6- Thom Yorke - The Eraser

7- Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not

8- Gnarls Barkley - St. Elsewhere

9- Morrissey - The Ringleader of the Tormentors

10- TV On The Radio - Return to Cookie Mountain

Nacionais

1- Vou Tirar Você Desse Lugar: Tributo a Odair José

2- Cordel do Fogo Encantado - Transfiguração

3- Nasi - Onde os Anjos Não Ousam Pisar

4- Mombojó - Homem-Espuma

5- Marisa Monte - Infinito Particular/ Universo ao Meu Redor



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h22
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   Abra os olhos!!!

Made in Japan. Eles são todos malucos. A mairo prova disso é que a cada ano, cerca de uma dúzia de turistas japoneses precisa de tratamento psicológico depois de visitar Paris. Deparar-se com anfitriões rudes e ruas bagunçadas choca os turistas nipônicos e frustra suas expectativas.

Entre os nipônicos que desembarcam em Paris, um terço se recupera imediatamente, outro terço sofre recaídas e o restante tem psicoses.

Só neste ano, a embaixada do Japão em Paris teve de repatriar pelo menos quatro turistas -incluindo duas mulheres que acreditavam que seu quarto de hotel estava sendo monitorado e que eram vítimas de uma conspiração.

Casos anteriores incluem um homem que estava convencido de ser o "Rei Sol" francês, Luís XIV, e uma mulher que acreditava estar sendo atacada por microondas.

O fenômeno chamado de "Síndrome de Paris", foi descrito pela primeira vez no jornal de psiquiatria "Nervure", em 2004.Turistas frágeis podem perder seu bom senso. Quando a idéia que têm do país se encontra com a realidade que eles encontram lá, isso pode causar uma crise

Bernard Delage, da associação "Jeunes Japon", que ajuda famílias japonesas que moram na França, afirmou: "Nas lojas japonesas, o cliente é o rei, enquanto aqui os atendentes mal olham para eles... As pessoas nos transportes públicos sempre estão carrancudas, e batedores de carteira só fazem aumentar o sentimento desagradável".

A japonesa Aimi tentou dar uma explicação sobre a frustração dos turistas: "para nós, Paris é uma cidade dos sonhos. Todos os franceses são bonitos e elegantes... E então, quando os japoneses chegam, percebem que o caráter dos franceses é completamente oposto ao seu próprio".

Depois neguinho pergunta com o foram meus 50 dias no Japão. Crazy...



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h33
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   Volto a ter 14 anos

 

Há 20 anos, entre Planos Cruzados e Novas Repúblicas, o país passou por uma grande transformação. Parte desta história pode ser retratada pelos discos lançados naquele ano. Durante este ano este blog tem feito resenhas das velhas bolachas que estão deixando a adolescência. Neste mês, a revista "Rolling Stone" trouxe uma matéria sobre os principais lançamentos do distante 1986.

Este foi o ano em que comecei a comprar discos compulsivamente. Em 86, eu ainda estudava no Arqui e fazia cursinho para escola técnica no Ceca. Compensava as 9 horas presos em uma sala de aula com música. As velhas lojas de discos do centro velho de São Paulo e, principalmente, o antigo Jumbo Eletro da avenida São Bento mostravam capas de discos como as bancas de jornal do centrão mostravam revistas de sacanagem. E aos 14 anos nada é melhor que música e mulher pelada. Pensando bem não importa a idade, nada é melhor que música e mulher pelada.

Deixando a sacanagem de lado e voltando a lista da "Rolling Stone" encontramos:

"Cabeça Dinossauro" - o melhor disco dos Titãs. Já falei dele aqui no blog mas vale destacar mais uma vez que o "Cabeça" é o disco que mostrou ao mundo quem eram os Titãs, ou parte dele.

"Dois" - O segundo da Legião. Mais violões, mais melodias mas sem esquecer do peso. "Daniel na cova dos leões", "Quase sem querer", "Eduardo e Mônica", "Tempo Perdido" e "Andrea Dória", além de duas das minhas favoritas: "Índios" e "Acrilic on Convas". O disco mostrou que Renato Russo conseguiria manter o nível das boas composições do primeiro disco.

"Vivendo e não Aprendendo" - Também resenhado aqui. tenho uma ligação pessoal com este disco (alias tenho com quase todos desta lista). Adoro as músicas mais obscuras deste disco. "Quinze Anos", "Nas ruas", "Tanto como eu" mas ainda acho "PsicoAcústica" o melhor disco da história do Ira!.

"Selvagem?" - O disco que misturou tudo e abriu um novo caminho para o Rock brasileiro. Um disco feito para sacanear a gravadora, fugir dos hits e da fórmula de "O Passo do Lui" e colocar os Paralamas no primeiro time do rock mundial. Lá você encontra: "Alagados", "A Novidade", "Melô do Marinheiro", "Selvagem" e um cover de "Você", do Tim Maia. Para mim, a maior obra escrita pelos Paralamas foi o lado B (para a geração CD, um LP era dividido em dois lados) de "Bora Bora" que tem as maravilhosas "Uns Dias", "Quase Um Segundo", "Dois Elefantes", "Três", "Impressão", "O Fundo Do Coração", e "The Can". Esta é a prova maior que a fossa é uma das forças motrizes da arte.

"O Concreto já Rachou" - A EMI criou uma coisa chamada mini-disco. 7 músicas, 45 rotações e a promessa de um preço mais barato. Isso nunca aconteceu. Comprei o meu pelo preço de um LP normal mas não me arrependi. Todas as 7 músicas são clássicas. Adorava a Plebe. OS dois vocais, as duas guitarras, a simplicidade, o peso. Três músicas não tocaram muito nas rádios mas vale a pena você baixar e ouvir. "Johnny", "Seu jogo" e "Brasília" que poderia ser o hino da cidade.

"Capital Inicial" - "Música Urbana", "Leve Desespero", "Psicopata", "Veraneio Vascaína" e "Fátima". As três últimas são do antigo repertório do Aborto Elétrico e dão valor ao disco. É o melhor do Capital, mas também não é muito difícil já que apenas "Atrás dos Olhos" é um bom disco da Banda. Ah' tem o Acústico com o Kiko, mas acústico não vale, é coletânea.

"Longe demais das Capitais" - Um disco dos Engenheiros antes do Humberto se tornar mala. Ficou conhecido por "Toda forma de poder" , "Segurança" e "Sopa de Letrinhas". Se você tiver que baixar alguma coisa dos caras é melhor baixar "A Revolta dos Dandis", o segundo. "Longe demais das Capitais", vale pelo tom quase adolescente da banda na época que Humberto era o guitarrista,. Muito longe dos trocadilhos pobres e do som Sub-Rush.

"RPM ao Vivo" - Um disco gravado para transformar em oficial a pirara "London London". Depois deste disco vieram 3 milhões e 500 mil cópias, quilos e quilos de cocaína alimentando egos exagerados, brigas e o fim do RPM. A gravação é melhor que o disco de estréia da banda mas tem quem jure que tudo foi regravado em LOs Angeles, onde o disco foi mixado e que o barulho da platéia é como aquele BG falso dos Gols de domingo do Fantástico. vale pela versão "vivo" de Olhar 43, muito melhor que a original e com direito ao berro de :"Tesão".



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h49
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   Volto as ter 14 anos

Mas alguns belos discos ficaram de fora da lista da "Rolling Stone. Entre os bolachões esquecidos estão:

"O Rock Errou" (Lobão) - Expulso dos Ronaldos por mau comportamento e excesso de drogas, Lobão colocou a prima pelada na capa compôs com Cazuza, chamou Elza Soares para cantar e gravou "Revanche", "Noite e Dia" e "Canos Silenciosos".

"Cadê as Armas?" (Mercenárias) - A Banda Punk de mulheres paulistas teve Edgard Scandurra nas baquetas mas chegou ao seu primeiro LP, gravado pela Baratos Afins tocando rápido. Eu assisti a alguns shows delas em Sampa e sempre adorei o som, que neste século foi redescoberto pelos ingleses na coletânea "The beginning of the end of the world". Se "Policia" e "Igreja" dos Titãs tinham peso "Polícia" e "Santa Igreja" das Mercenárias eram mais pesadas e cruas.

"Fellíni Só Vive Duas Vezes" (Fellini) - Thomas Pappon, Minho K e Cadão Volpato e o segundo disco da banda valeria só por "Rock Europeu". Para quem não conhece Fellini, a banda é uma das principais influências de Chico Science que 6 anos mais tarde criou sua Nação Zumbi. A mistura de ritmos e batuques com o som inglês não era pensado até este disco. Não vendeu muito mas tem importância fundamental.

"Noite e Dia" (Smack) - Alguém ainda lembra do Smack? Uma banda de gente de outras bandas. Teve Edgard Scandurra, Sandra Coutinho e Thomas Pappon além de Pamps no vocal. Pós Punk e Mod que nunca saiu do gueto paulista. Subi muito as quebradas e ensangüentadas escadas rolantes das Grandes Galerias ara comprar discos na Baratos e esta foi mais uma das aquisições desta época.

"Violeta de Outono" (Violeta de Outono) - Trio psicolélico paulista que em 86 lançou um EP com apenas 3 músicas. Três belas músicas que me levaram ao Projeto Adoniran Barbosa na Praça da República, as seis da tarde de uma terça chuvosa para ver os caras ao vvo com mais 5 gatos pingados. Meu tio teve que rodar muitas lojas de discos no Centro Velho atrás do LP já que a tiragem da Wop Bop era insignificante.

"Humanos" (Tokyo) - Piada. Sá assim para este disco entrar nesta lista. Além de "Humanos', Supla nos brinda com um dueto com Nina Hagen, aquela alemã que veio pro Rock in Rio e sumiu depois disco. "Garota de Berlim" é patética mas rende boas risadas.

"Descanse em Paz" (Ratos de Porão) - ratos deixam de ser punks e passam a tocar mais sujos e mais rápido. Não se entende porra nenhuma de porra nenhuma e por isso é muito bom. "Morrer mais uma vez", "Descanse em Paz", "Velhus Decreptus", assim como João Gordo, eram assustadoras em 86, hoje você compra este Cd nas Americanas. I wanna my MTV.

"O Herói do Brasil" (Kid Vinil e os Heróis do Brasil) - O Heróis do Brasil, foi uma banda formada por André Christovam e integrantes do Oldesmoblues e acompanhava Kid Vinil. Misturando rhythm´n´blues, rockabilly, country e rock, gravaram um disco bem humorado, foi produzido por Roberto de Carvalho.

"O Futuro é Vortex" (Replicantes) - A melhor banda gaúcha em seu álbum de estréia. Quando tinha 14 anos gostava de som rápido, sujo, com alguma sacanagem e muito peso. Tinha deixado o metal de lado e passei a acompanhar quem tocava mal e rápido. Além destas qualidades, o disco tem "belas" composições com "Surfista Calhorda", "Ele quer ser punk", "Motel da esquina" e "Mulher Enrustida".

"Panico em SP" (Inocentes) - Os caras assinaram com uma Multinacional e ganharam um EP. Da mesma qualidade do EP da Plebe. "Rotina", "Ele disse não", "Não acorde a cidade", "El Salvador", " Expresso Oriente" e "Pânico em Sp". 6 porradas na cara para quem acusou a banda de se vender ao sistema.

"Ao Vivo" e "Correndo o Risco" (Camisa de Vênus) - Dois disco em um ano. Um ao vivo e outro duplo. O Camisa botou para fuder naquele ano. Ouvir o disco ao vivo era maravilhoso. Sujo e cheio de palavrões. Bota pra fuder até hoje. Música de moleques mal executada, mal feita, mal equalizada e deliciosamente gostosa.



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h49
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   E a larica?

Amsterdã é uma cidade liberal mas também não vamos exagerar. Um bando de holandeses, chapados, queria usar as folhas verdinhas da marijuana para fazer o maior baseado do mundo. O plano era enrolar e fumar o maior cigarro de maconha do mundo.

Só que esta idéia "maravilhosa" teve que ser cancelada em cima da hora. É que um dos organizadores, que ainda não tinha participado da festa, percebeu que os pobres holandeses poderiam infringir a lei do país. Afinal a Holanda é uma zona mas não vamos esculhambar.

Os maconheiros pretendiam enrolar um baseado de 1 metro e meio com pura seda. Dentro, 500 gramas de marijuana e tabaco. O cigarro seria fumado dentro de um bar, já que o consumo de maconha nesses locais é permitido em Amsterdã.

Em um brilhante planejamento, inicialmente, os chapados pensavam que o consumo do produto era legal se cem pessoas tivessem trazido parte da maconha. A tolerância é de 5 gramas por pessoa, pelas leis holandesas. Mas nada é simples na vida. A lógica matemática não funcionou Para a polícia holandesa (sim existe polícia na holanda e ela não multa apenas bicicletas) e megabaseado não foi aceso.

Um porta-voz da polícia holandesa declarou: "Nós não poderíamos deixar de investigar isso. Se você faz um baseado de meio quilo com cannabis sativa, você definitivamente cruzou a linha da lei."



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h31
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   Chaminé

Tá vendo a foto ai? Ela é de Carlos Henrique dos Santos, 24 anos. O clone de Papai Noel aproveitou o espírito natalino e ficou preso na chaminé de padaria de Bauru (SP) quando tentava entrar à noite, não para distribuir presentes, mas para afanar. Infelizmente para ele o sonho acabou. Os vizinhos viram esta discreta figura e chamaram a polícia depois que o 'entalado" pediu socorro.



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h23
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   Túnel do Tempo

Confesso que quando tinha 14,15 anos não gostava de New Order. Confesso que ficava entediado nas festas de amigos e na pista da velha WoodStock quando os hits eram executado e dançados. Eu não sei dançar. Até hoje muito pouca coisa eletrônica chama a minha atenção, mas New Order foi uma banda que fui me apaixonando aos poucos. Gostar de New Order veio com o amadurecimento, com o fim de alguns preconceitos e, principalmente, com o gosto de saudade e nostalgia.

Os shows de 1988 eu não vi porque não gostava mas ontem no inacabado Vivo Rio me reencontrei com o meu passado. Tire o cheiro de tinta, tire o cheiro de cimento, o monte de entulho, as obras inacabadas, o som podre e todos os defeitos que uma casa de espetáculo consegue ter. New Order seria legal até no Maracanazinho ou na praia (tem lugar pior que esses para se ver um show?).

Mas deixando estes problemas de lado e deixe apenas os tiozinhos soltos no palco para uma pancada do passado atingir forte o coração e você vê a história. Nada para mim como um show de Rock para remover neurônios semiadormecidos de um passado que está cada vez mais distante. enquanto os caras passeavam por hits e hits, imagens de bares, festas, danças, sofás quebrado, metrôs perdidos, perrengues de busão, apertos, beijos e desprezo passeavam pelos tímpanos, olhos e neurônios.

As 22h32, Bernard Sumner (vocal e guitarra), Peter Hook (baixo), Stephen Morris (bateria) e Phil Cunningham (teclado e guitarra) sobem ao palco e atacam de "Crystal" na sequência tem "Regret", "Ceremony" e "Twenty Four Hours", além do encontro com o passado mais antigo. "These Days" traz de volta o Joy Division. Quando eu era moleque não conseguia acreditar que Joy Division era o New Order sem Ian Curtis. Voltar a esta época ainda mais remota foi muito bom. Para voltar ao passado, os caras tocaram duas das minhas favoritas: "Love Vigilantes" do "Low File" e "Your Silent Face" de "Power, Corruption and Lies".

Se existe uma característica fundamental no som destes caras não são os teclados mas as linhas de baixo de Peter Hook. No Rio ele passou o show todo pulando com sua camisa da seleção, deixando todo mundo bobo com suas posse e me fazendo fechar os olhos e viajar em belas linhas. Já dancei muito embalado por este baixo. Mesmo com todos os efeitos e com todos os teclados, o som cru de Peter Hook é o toque de mágica do som dos caras, ele é o diferencial. As grandes bandas tem que entrar no palco para se divertir. O show não pode ser apenas o meio de ganhar dinheiro, é neste momento que a banda morre, e o New Order não morreu porque Peter Hook está está vivo. ele pode terminar o show cansado, com dor nas costas, com o peso da idade, mas ele ainda se diverte, dá para ver enquanto ele toca e este sentimento faz a diferença.

Enquanto Hook brinca com o baixo, Stephen Morris mantém o ritmo e a inibição nas baquetas. Samples funcionaram bem mas o lado orgânico das batidas do New Order faz bem para um velho punk. Já Bernard Sumner não tem voz, não é um grande guitarrista, não é um grande front-man mas é um tiozinho de responsa que transforma todos estes defeitos em qualidades. De joelhos, sem guitarra, exposto, cantando "Bizarre Love Triangle", Summer dá show e ninguém consegue tirar os olhos dele.

Na sequência final do show "True Faith", "Bizarre Love Triangle", "Temptation", "Perfect Kiss" e "Blue Monday". Para quem não conhece muito New Order esta pode ser uma sequência introdutória básica. Baixe no seu MP3 e ouça muito. Para mim esta sequência é quase um soco no estômago, uma porrada do Mike Tyson. Túnel do tempo total. 1985, 1986, 1987. "Every time I see you falling, I get down on my knees and pray. I'm waiting for that final moment, You'll say the words that I can't say". Amo estes versos, mesmo quando não gostava dos caras gostava destes versos. São poucas a bandas que podem tocar uma sequência destas.

Fim de show, bis e eu pensando: Faltam apenas duas músicas para "Love Will Tear Us Apart". E ai vieram "She's Lost Control" e "Turn". Não tenho mais 15 anos, já não tenho mais a mesma forma física, alias estou longe daqueles tempos, mas ainda tenho fôlego com uma sequência destas dancei feito um moleque, pulei feito um pogobol. Duas músicas e mais um adeus de Bernard Sumner. Caralho, confesso que fiquei com um certo medo, cruzei os dedos para nenhum roadie entrasse no palco e desligasse os amplificadores.

Três minutos de pausa e Bernard Sumner volta e anuncia: - Nós não costumamos fazer isso mas estamos no Rio e vocês merecem. Esta é uma música do Joy Division. "Love Will Tear Us Apart".

Os primeiros acordes falham. Peter Hook faz uma piada e Bernard Sumner conta mais uma vez. Desta vez tudo sai perfeito. Uma das mais tristes músicas de amor é executada. O som do Vivo Rio está em estado terminal mas foda-se. É "Love Will Tear Us Apart", é Joy Division é a volta as matinês do Woodstock, do sapato London Fog, do corte de cabelo quase raspado, do primeiros ataques de epilepsia, das primeiras rodas. Hora de soltar os pulmões e berrar:

"When routine bites hard and ambitions are low. And resentment rides high but emotions won't grow. And we're changing our ways, taking different roads. Then love, love will tear us apart again.

Why is the bedroom so cold? You've turned away on your side. Is my timing that flawed? Our respect runs so dry. Yet there's still this appeal that we've kept through our lives. But love, love will tearus apart again.

You cry out in your sleep, all my failings exposed. And there's tast in my mouth as desperation takes hold. Just that something so good just can't function no more. But love, love wil tear us apart again."

Quatro minutos depois Bernard Sumner agradece e se despede. A galera grita o nome da banda mais uma vez. No meio do caminho, o tiozinho inglês pensa, para, retorna ao microfone e diz: - Esta definitivamente foi a última do show, sério! Tchau.

Hora de voltar a realidade. Deixar o passado passear pelos neurônios. Enquanto o Aterro do Flamengo passeava pelos meus olhos eu estava distante curtindo sensações de 20 anos atrás. É bom ter histórias para contar. Melhor ainda é ter uma trilha sonora deliciosa para rechea-la.



Escrito por Sinais de Fumaça às 19h03
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   Bobo, muito bobo

Tem dias que nada como uma boa música boba para colocar as coisa no lugar. Feriadão, trabalho, desgaste, um monte de textos pra revisar, um documentário em 3 partes para editar, milhões de e-mails para responder, um fim de semana de plantão por vir...

Tudo de chato me levou ao fone de ouvido e uma seleção dos poucos arquivos de música que tenho aqui. Duas foram as escolhas: "O futuro é vortex" primeiro disco dos Replicantes e "A Sétima Efervescência" de Júpiter Maçã. Dois discos da minha discoteca. Duas compras que recomento. Dois gaúchos, de rock simples e direto. Sujos e adolescentes até o osso. Nada como ouvir uma boa sacanagem cantada sem compromisso, sem ser intelectual, sem querer parecer inteligente ou pronto para salvar o mundo. Num dia chato Rock divertido. Coisa de moleque. Poucas são as mulheres que vão acompanhar esta seleção musical. Só velhos punheteiros que já tiveram seus rostos cobertos de espinhas. Rock de sacanagem, nada melhor.

O dois disco foram espalhados em ordem aleatória. Nada da sequência lógica. "Motel da esquina", "Mulher enrustida", "Por que não?", "Ele quer ser Punk" misturado a outras deliciosas bobagens como "As trotas e as cucas", "O novo namorado", "Essência interior" e "Lugar do caralho".

Quase sempre um pouco de Rock bobo pode deixar o dia muito mais colorido.



Escrito por Sinais de Fumaça às 15h41
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   Hummm... Pizza....

Essa Pizza a Pepa não comer. Sei que a afirmação é forte mas tenho certeza que a minha amada esposa não encararia uma Pizza. Dúvida? Acha que Pizza para a Pepa é irrecusável? Bom, dá uma olhada e veja se não concorda comigo.

Um chef da Escócia concebeu uma pizza que pretende ser a mais cara do mundo, feita com caviar regado com champanhe, lagosta temperada com o melhor conhaque e tudo recoberto com lantejoulas de ouro de 24 quilates. Domenico Crolla espera vender sua "Pizza Royale 007" a 2.000 libras (2.975 euros, 3.821 dólares) no site de leilões eBay.

A pizza de 30 cm também contém salmão defumado da Escócia, medalhões de veado e presunto regado com vinagre balsâmico. Crolla, de Glasgow, acha que sua pizza corresponderia aos gostos luxuosos do super-espião britânico James Bond. Para o Chef, se uma pizza fosse agradar o 007 seria essa.

Eu sou casado com uma especialista no assunto e tenho certeza que esta mistureba não iria agradar a minha nobre esposa. Para a sorte do meu bolso não consigo ver a Pepa comendo caviar, lagosta, salmão e veado. Se fosse uma pizza simples de queijo com manjericão eu tava ferrado.

Só pro curiosidade, a pizza mais cara do mundo no momento, com trufa branca, champignons e queijo refinado, é vendida a 100 libras no restaurante Maze de Londres, de Gordon Ramsay. Esta eu tenho certeza que a Pepa encarava.



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h26
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   Os dedos...

Tem idiota em qualquer lugar. veja o caso deste gatuno desastrado. Um ladrão descuidado na Alemanha deixou para trás uma prova cabal do crime quando, durante um assalto, cortou a ponta de seu dedo sem querer e acabou deixando-a no local.

A Polícia nem precisou chamar o pessoal do CSI. Não foi preciso nem a inteligência do Grisson. Como bem reparou o policial comedor de salsichões de Hildesheim: "Normalmente achamos impressões digitais na cena do crime, mas não é sempre que os ladrões deixam o original também".

A polícia não perdeu tempo e rapidamente relacionou o pedaço de dedo às impressões digitais do gatuno, um iraquiano de 15 anos de idade que a polícia já tinha em seu arquivo. O "Lula" ainda tentou dar uma de malandro, disse que não sabia de nada, negou ter invadido um escritório para roubar um computador, mas acabou confessando quando a polícia lhe mostrou o pedaço do dedo, que foi cortado em uma janela quebrada. Por acaso o dedo encaixava direitinho na mão do gatuno.



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h29
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   Repetitivo

O U2 vai lançar mais uma coletânea. "U218 Singles". A terceira em pouco mais de 6 anos. Depois de dois Best of, agora mais de singles. De presente cover do grupo escocês The Skids, "The Saints Are Coming", que o U2 gravou com o Green Day, a outra faixa inédita é "Window in the Skies", que teve produção de Rick Rubin.

Pode parecer radical mas acho que uma banda que não tem mais o que falar deveria parar e não entupir o mercado com mais do mesmo. "U2 Singles" tem um set list fantástico, pronto para ser consumido por quem conheceu a banda neste século ou para baixar no Ipod em uma caminhada. De resto, ela não acrescenta nada a discografia da banda. Nada? Desculpe, ela acrescenta milhões a discografia da banda. Milhões de pessoas vão ganhar este Cd de Natal.

Este recurso também é usado aqui no Brasil, principalmente no setor de "Ao Vivos" e DVD. Toda turne de qualquer cantor brasileiro rende um "Ao Vivo" e um DVD. Com isso o cara fica 4 anos tocando as mesmas 20 músicas e não produz mais nada. Alguns DVDs são pavorosos e alguns disco só existem paera mostrar um regravação perdida, nada que acrescente.

E a música vai ficando vazia, sem graça, sem um grande disco, sem uma grande obra. Mais do mesmo. Sempre o mesmo. coletâneas deveriam ser editadas só depois de 10 discos inéditos, as vezes nem depois disso. Quem não produz o novo está morto e nada mais chato que trilha sonora de velório.



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h03
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A classe científica tem desenvolvidos grandes estudos para a evolução da Humanidade. Você á leu aqui os vencedores do Prêmio ig-nobel de 2006 e seus sensacionais estudos. Bom, o ano ainda não acabou mas temos um forte concorrente na área de Biologia para o ano de 2007.

Depois de conseguir convencer alguém a financiar a pesquisa e de muito tempo de estudo, cientistas norte-americanos descobriram que, a exemplo dos primatas e dos golfinhos, os elefantes são capazes de se reconhecer ao espelho. Sim, ao que parece, outros "cientistas" já deram espelhinhos para golfinhos e gorilas.

Os desocupados-cientistas descobriram este maravilhoso fato depois submeter três elefantas do zôo do Bronx, em Nova York, a vários testes. Segundo eles, isso só prova que os elefantes têm alto nível de inteligência e muita complexidade social. Além de comprovar que apesar de gordos os elefantes são vaidosos.

Não é uma maravilha a ciência? Você não consegue imaginar como estamos evoluindo com estes estudos? Quem deveriam ser os próximos animais usados neste estudo? quantas dúvidas...

Bom para aliviar a pressão vou dar uma porrada em um garçom. Na China, um bar cobra para clientes baterem nos garçons. Funciona assim: você entra no estabelecimento, "Bar de Liberação de Raiva do Sol Nascente", e paga uma taxa extra para quebrar os copos e, eventualmente, a cara dos garçons. Quanto pior o golpe, maior o valor cobrado. Se a moda pega aqui no Rio meu cartão de crédito explodiria. Se segura Bar Lagoa.



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h42
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   A pessoa amada em 3 dias

Tem quem acredite em mandinga, macumba, feitiço. A praga do "Trago a pessoa amada em 3 dias" está espalhada em todo o planeta. Só que na terra do salsichão e da cerveja quente isso pode dar processo.

Uma alemã que havia contratado os serviços de uma "bruxa do amor" para reatar com o namorado foi à Justiça contra a feiticeira e ganhou a causa depois de constatar que os feitiços realizados na lua cheia não deram em nada.

Inconformada, a mocréia alemã jurou vingança e realizou o pior dos feitiços, algo tão poderoso que nenhuma Bruxa é capaz de combater. A Helga largada contratou um advogado!

Todo mundo sabe que eles são mais poderosos que os Siths, que eles dominam todo o tipo de poderes do mal. Que Merlim era fichinha perto deles. Não tem para Copperfield e nem para Mr M. Não existe magia mais negra que o recital de códigos e leis de um cara destes. Não existe ser mais asqueroso em todo o planeta.. Seus poderes são negros, sujos, baixos. Eles descem em lugares que ninguém já ousou descer. Os portões do Inferno são a entrada de suas casas. OS caras são maus e sabem de feitiços impensáveis para nós seres-humanos normais.

Resultado: A bruxa perdeu. Sim, a "bruxa do amor" teve de devolver os mil dólares que havia cobrado pelos serviços, além de pagar "algumas centenas de euros" pelos custos do processo. Sabe quem lucrou com estes custos? Ele ! O mago dos magos, o mais terrível dos feiticeiros, o senhor de todas as magias e feitiços, o inominável, o poderoso, o inescrupuloso. Advogado!

Este ser perigo, misteriosos e ilusionista contou que a pobre alemã estava desesperada depois que seu namorado a deixou e tentou trazê-lo de volta com a ajuda de uma certa 'bruxa do amor'". Usando de técnicas de hipnotismo, feitiços com sapos, cobras e aranhas, este ser peçonhento convenceu a corte que determinou que essa era uma tarefa objetivamente impossível de atender.

A bruxa, descrita apenas como uma mulher de idade, fez um apelo à Corte contra a devolução do dinheiro, mas o pedido foi negado. Influenciada por este terrível feiticeiro, o juiz afirmou que um ritual de amor não é adequado para influenciar uma pessoa à longa distância e como o serviço prometido não pôde ser atendido, a reclamante não é obrigada a pagar por ele.

Cuidado, pense bem antes de contratar uma bruxa para trazer o seu amor em 3 dias. Quer trabalhar com gente poderosa, pense contratar um advogado. O resultado pode ser muito melhor.



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h17
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   Apenas Metal

Parte do meu DNA musical passa por longos solos, longos cabelos, falsetes e metal, muito metal. Sou apaixonado pelo gênero desde os 11 anos, quando comecei a ouvir coisas como Ozzy, AC/DC, Led Zeppelin e principalmente Iron Maiden. Na minha opinião Iron Maiden é a melhor banda de metal existente. Sou fã dos caras desde o primeiro disco e tive a sorte de ver o Maiden ao vivo duas vezes. A primeira no Palmeiras, em 1991, na despedida de Bruce Dickinson e a segunda no Rock in Rio III. Ainda vi Bruce Dickson solo, acompanhado de Adrian Smith, solo, bem de perto, no antigo Metropolitan.

Quem já viu o Maiden de perto sabe que o show dos caras é uma celebração com a platéia cantando cada música e imitando cada solo e cada nota com a boca. A hora que The Edge entra em palco o clima de comoção é incrível. Ao vivo, o show do Iron é um dos mais impressionantes que já tive a oportunidade de ver.

Bom, os caras estão de volta com A Matter of Life and Death. Bruce Dickinson continua cantando muito, as três guitarras estão perfeitas e as mãos de Steve Harris estão cada vez melhores. Neste novo disco, os caras estão mais melódicos e flertam com Progressivo. Mas não espere um álbum do Yes, A Matter of Life and Death não tem nada de viagens doidas e solos intermináveis. O disco é o bom e velho Maiden tocando o bom e velho metal. Quase não tem novidade mas continua perfeito. para quem gosta de vestir preto, balançar a cabeça e gritar Metal (sem passar vergonha).



Escrito por Sinais de Fumaça às 15h34
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   Se o óvulo descer ligue

Não falta mais nada. Um simples SMS e pronto. O sonho da maternidade está a caminho.

Um novo modelo de celular, lançado pela companhia japonesa NTT DoCoMo, vem com alarme para avisar as futuras mamães do momento em que elas atingem o período mais fértil de seus ciclos reprodutivos.

Digitando as datas de menstruações, a usuária pode programar o telefone para lembrá-la três dias antes da ovulação e no próprio dia. A companhia alerta que os cálculos são baseados em ciclos médios. Isso mesmo, se você ainda não aprendeu anote ai: A TABELINHA FALHA! É por isso que o mundo em mais de 6 bilhões de pessoas.

O novo telefone foi lançado tendo em vista a pequena taxa de natalidade do país -a média de filhos por mulher é a mais baixa de todos os tempos, caindo para 1,25 em 2005 e despertando preocupações quanto à diminuição da população japonesa. O telefone foi idéia da designer Momoki Ikuta, que também criou o visual do telefone, com estampa paisley, em tons pastéis.

O aparelho proporciona muitas outras funções com apelo para as mulheres, como uma base de dados de receitas e um botão lateral que aciona uma "chamada de camuflagem", que permite à usuária esquivar-se de atenção indesejada fingindo que está recebendo uma ligação.

Só não adianta substituir o telefone pelo japonês. Embora os dois sejam quase do mesmo tamanho (sim este é um aparelho bem compacto), o telefone não vem com banco de esperma. Ainda!



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h00
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