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Carnaval
Shows clássicos são aqueles que vão ficar na memória durante décadas. São aqueles que no meio do dia, do nada, você relembra e tem de volta a sensação de que foi do cacete. Show memorável é aquele que você sai suando, sem fôlego e sem voz, triste porque acabou mais feliz, muito feliz, porque se tivesse mais 5 minutos você desmaiaria ou morreria.
Quando foi anunciado o show do Yeah Yeah Yeahs, diziam que assistir Karen O no palco é uma destas experiências. Os jornalistas brasileiros embarcaram em um endeusamento da menina afirmando que no palco nada se comparava a Karen O. Sua atuação era daquelas que você iria gravar na retina durante toda a sua vida. Segundo alguns, nada no mundo se comparava a Karen O comandando os Yeah Yeah Yeahs.

Me preparei para ver o maior espetáculo da Terra. A senhorita foi comparada a James Brown. Eu vi James Brown velho, fudido e quase sem energia e mesmo assim foi do cacete. Depois do show, no site do evento, Silvio Essinger afirmou que o Rio não via nada assim deste o show do Nirvana. A brilhante frase seguinte a absurda informação é: "Karen O, vocalista dos Yeah Yeah Yeahs. Sua missão era cascuda: liderar o ataque de um grupo de rock de garagem mais punk do que o punk". O que é isso? Qual o sentido desta frase? Na boa, este cara já foi a um bom show punk? Não consigo entender esta maravilha. O não acaba, o fim deste artigo é memorável. "Se um dia Tim Burton filmasse o Sítio do Pica-Pau Amarelo, ela seria a boneca Emília. A moça pula desconjuntada, berra com o microfone enfiado na boca e se joga no chão, deixando a impressão de que seu corpo é de borracha e de que não haverá amanhã. E o público embarca no trem fantasma do YYY, tentando entender o que se passa. Mas ele não precisava nem se dar ao trabalho: isso é somente rock'n'roll. Ao cubo". Adjetivos e mais adjetivos. Tá certo que o site era oficial mas não vam,os exagerar.
Eu não vi este rock ao cubo, eu não vi esta Emília pós Moderna, eu não vi um show como o do Nirvana. Só para ficar no âmbito do Tim, eu não consigo entender como um Festival que já trouxe gente como "Strokes", "White Stripes" e "Arcede Fire!" pode ter em sua página oficial tamanha bobagem. No mínimo esta pessoa não assistiu a nenhum destes shows, infinitamente melhores que o show de sábado dos Yeah Yeah Yeahs. Quero deixar claro que o show foi bom mas está longe de ser o maior show do século no Rio. Não entra no Top 10.

Vou contar o quer aconteceu. Na madrugada de sábado, ao ver Karen O, não encontrei nenhum traço de James Brown no palco. A menina é esforçada, tem chjarme, anda de um lado para o outro, faz poses e jeitos, chega a cuspir para o alto como chafariz, tem caras e bocas, um carisma, mas está longe, muito longe, de ser a mais fantástica vocalista do mundo. Ela não chega a ser uma Siouxsie. Confesso que apesar da platéia ganha, apesar de algumas belas músicas, sai decepcionado com os Yeah Yeah Yeahs e principalmente decepcionado com a "fantástica" Karen O. O pior foi ler em uma coluna que o show provocou uma catarse punk no palco. Quem escreveu isso nunca esteve num show dos Ramones. Sou do tempo que cabelo moicano significava uma coisa sadia: Violência. Hoje significa quilos de gel, quilos de maquiagem e beijo na boca de pessoas do mesmo sexo.
Boa parte da creche que foi ao Tim Stage ver os Yeah Yeah Yeahs não conhecia a velha decrépita que subiu no palco um pouco antes. Uma tiazinha com a cara da bruxa da branca de neve causou estranheza nos meninos e meninas maquiados e milimetricamente despenteados. Só que esta velha senhora tem um passado que qualquer pessoa que começou a entender de rock há dois dias deveria conhecer. Patti Smith mostrou como se faz um ótimo show de rock. A velhinha abriu com "Gimme Shelter" e foi desfilando música atrás de música uma força de palco impressionante. Não tinha jogo de luz, não tinha maquiagem (até ajudaria), não tinha frescura. Tudo limpo, seco e com a força de uma banda de tiozinhos que sabem muito bem o que estão fazendo. Não faltou a força política de Patti Smith que dedicou "Southern Cross" a crianças e civis que morreram por culpa da política externa dos Estados Unidos. A tiazinha ainda deu um toque sobre as eleições presidenciais brasileiras e cantou "People Have the Power". Para fechar, dois belos números: "Because the Night" e "Gloria" .A apresentação de Patti Smith me lembrou muito o show de Neil Young no Rock in Rio 3. Visceral e simples como um bom show de rock deve ser.

Pena que as pessoas que foram embora do Rock in Rio depois do show de Sheryl Crow do há 5 anos ou que usaram o show da Patti Smith conversar ou cantar mulher não tenha a real noção do que estava acontecendo no palco. O amigo do Daniel Oliveira que ficou cantando uma mulher durante 10 músicas (e não pegou) deveria achar que estava em uma micareta. É impressionante, quer cantar mulher leva a menina para o bar, não fica no meio da galera se sentindo num trio elétrico. Geração Micareta é foda. Já os meninos e meninas "modernos" ainda vão se arrepender de não terem absorvido cada segundo deste show. Mas o tempo é o melhor dos mestres (e eu to ficando velho, muito velho).
E é ser velho tem suas vantagens. Lembro do lançamento de "Licensed to Ill" dos Beastie Boys. Três banquelos do Brooklyn misturando Hip Hop com rock. O RUN DMC fez um belo trabalho com o Aerosmiyj, mas os Beastie Boys foram mais longe. Vieram "Paul's Boutique", "Check Your Head", "Ill Communication", "Hello Nasty", "To The 5 Boroughs", "The Sounds of Science". Não sou um grande fã de hip hop mas sou fã deste caras. Sempre tem algo diferente nos álbuns. Sempre tem peso e porrada. hip hop, rock, punk, eletrônico, etc.
Eu não iria ao show. Não tinha grana, mas graças ao Frazão consegui um convite e rumei para o Tim para ver os caras. 1 horas e 45 minutos de Beastie Boys,. Três braquelos MCs e um Dj. Quem viu sabe os que os caras são capazes e ainda com o absurdo que faz o DJ Mix Master Mike para tornar o som do Beastie Boys mais brilhante.

O Stage foi pequeno. Calor de matar, música de matar, som de matar e a certeza que ali estava o melhor show do festival. Se você não conhece os caras, anota ai parte do set lists e sai baixando. "Do it", "Root down", "Sure shot", "Three MCs and one DJ", "Brass Monkey", "Body Movin", "Intergalatic", "Sure Shot", "No sleep till Brooklin". No bis, os caras assumiram a função de Power Trio e colocaram mais peso ao show, o que parecia impossível. Vieram "Introducing" com o grave batendo forte no peito (vale destacar que o som estava impecável, o melhor dos dois dias) e para fechar "Sabotage". Depois disso, só aquela sensação que tudo foi perfeito, que isso vai ficar na memória durante décadas. Este vai ser um show que no meio do dia, do nada, eu vou relembrar muito. Show memorável, daqueles que eu sai suando, sem fôlego e sem voz, triste porque acabou mais feliz, muito feliz, porque se tivesse mais 5 minutos eu desmaiaria ou morreria.
Escrito por Sinais de Fumaça às 16h17
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Melhor que George Martin
O maestro Rogério Duprat morreu ontem em São Paulo. Duprat estava com 74 anos e sofria do mal de Alzheimer e também tinha câncer na bexiga, que nos últimos dias acabou causando insuficiência renal.

Para quem não conhece Rogério Duprat é o cara por trás do Tropicalismo. É dele o trabalho de orquestrações de "Tropicália", o disco mais importante da MPB. Além de todo o pessoal da Tropicália, Também trabalhou com nomes como Chico Buarque e Jorge Ben Jor. Sua pareceria mais conhecidas foi com a banda Os Mutantes, para quem arranjou diversos discos. O maestro era um dos fundadores da Orquestra de Câmara de São Paulo.

Rogério Duprat trouxe uma face diferenciada para a música brasileira, contribuindo com trabalhos extremamente representativos para a cultura e o pensamento musical brasileiro. Com participação efetiva no movimento tropicalista e autor de trilhas sonoras de mais de quarenta filmes nacionais, Duprat transitou por diversos gêneros e estilos de músicas proporcionado um encontro original entre a música popular e a erudita.

Para quem quiser conhecer a genialidade do maestro vale Quem quiser ler e entender um pouco mais sobre a revolução do maestro procurar "Rogério Duprat, sonoridades múltiplas" de Regiane Gaún, ou procurar e baixar "A banda Tropicalista do Duprat" um dos melhores discos do final dos 60. Ou ainda ouvir a fantástica "Domingo no Parque" de Gil arranjada pelo maestro para o Festival da Record, quando Gil e os Mutantes apresentaram as guitarras a velha MPB. Confesso que quando criança tinha medo de "Domingo no Parque", muito pelos climas criados pelo maestro.
Escrito por Sinais de Fumaça às 17h28
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Como tem maluco no mundo, principalmente nos EUA onde elegeram o Bush. Lá na terrinha do George, um tal de Ronald A. Dotson foi preso depois de quebrar uma janela de uma companhia de produtos de limpeza para roubar uma manequim vestida em uniforme de empregada.
Essa não foi a primeira vez que o tal Ronald, de 39 anos, fez isso. O maluco já possuía um estranho histórico de quebrar vitrines para roubar manequins femininos, não resistiu a seu fetiche predileto e acabou atrás das grades por causa do novo delito.

O tal tarado por bonecas foi para julgamento e o juiz decidiu que Dotson deverá passar por um exame psiquiátrico que determinará se ele pode responder normalmente pelas acusações de tentativa de assalto e invasão de propriedade ou se sofre de problemas mentais. Alguém aposta em qual opção o Ronald se enquadra?
O taradão havia deixado a cadeia apenas uma semana antes de cometer o novo crime. Em sua erótica busca por manequins, nos últimos 13 anos o louco por manequins, ex integrante da banda Dominó, foi condenado seis vezes por invasão e assalto, além de ter passado uma curta temporada na prisão.
Escrito por Sinais de Fumaça às 19h17
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Preto e Branco
Eles são gêmeos...

e a mãe é o que?
Escrito por Sinais de Fumaça às 14h23
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DOC
Estou no meio de um labirinto que faz a minha cabeça funcionar na capacidade máxima. Um desafio que está tomando neurônios mais que consigo produzir. Mas é uma tarefa deliciosa principalmente quando encontro um abre fantástico:

Anhangabaú de felicidade! Via Zé Celso Martinez Corrêa! Vivo o Oficina!
Escrito por Sinais de Fumaça às 16h43
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Corruptos
Hoje cheguei ao trabalho e fui surpreendido por uma venda "informal" de camisetas com o seguinte slogan: "Corrupção Não!". Camisetas com design moderno, com uma bela malha, coisa de primeira qualidade. As peças, que estavam fazendo um certo sucesso, estavam sendo vendidas sem nota fiscal e tem uma origem é duvidosa, uma usava a imagem de "O Grito" de Munch.
Duvido que alguém tenha pago os direitos de imagem. Duvido que alguém tenha pago os impostos referentes a compra do tecido, a mão de obra e a tudo que está envolvido na produção desta camiseta.

Boa parte da população está indignada com o grau de corrupção que vive o país. Uma boa parte da classe alta carioca está indignada ao ponto de arrancar o dedo de quem usa a camiseta "Lula Sim!". Boa parte de nós compra uma camiseta e acha que está fazendo a sua parte para acabar com os males brasileiros.
E esta mesma boa parte, que fica horrorizada com os corruptos brasileiros, tem seus vícios e seus pecados. Alguns pequenos pecados como dar uma caixinha para os guardas porque o IPVA está atrasado, não registrar funcionários para não pagar encargos, não fornecer nota fiscal para evitar tributação, pagar um salário vergonhoso para seus funcionários, não dar vale refeição ou plano de saúde, fazer aquele gato da net, ou aquele gato de energia, ou aquele gato de água, comprar sua erva e consumir no fim de tarde, no Posto 9, saudando o sol alegremente. Chegamos ao ponto de esconder bife na sopa para não pagar. Boa parte de nós compramos de camelos, baixamos arquivos pela internet, compramos guardas de trânsito com vale-refeição, compramos produtos de origem duvidosa, compramos e vendemos sem nota fiscal.
Não sou Santo. Não tenho a alma limpa e sei que cometo vários destes pequenos delitos. Peco! Tenho pecados como quase todos. Não estou aqui para fazer a minha mea-culpa, sei que cometerei vários destes erros, destes delisses, que aparentemente não afetam ninguém, que não causam peso na consciência. Sei que não somos perfeitos mas sou realista. Não posso usar uma camisa como esta. Para acabar com a corrupção em grande escala precisamos passar pela silenciosa revolução da nossa consciência. Temos que parar com os nossos vícios. Deveríamos deixar de lado camisetas como "Corrupção não!" e pensar em slogan como " O que você faz para seu país ser melhor?" ou "Consciência Sim"".
Escrito por Sinais de Fumaça às 12h17
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Um leão-marinho do zoológico de Pittsburgh, nos Estados Unidos, "aprendeu" a pintar em apenas três meses e agora está usando seu trabalho artístico para comer mais peixes.

A desocupada adestradora Kesha Phares "ensinou" a leoa-marinho Maggie a usar a pintura como forma de expressão. Phares escolhe as cores - porque os leões-marinhos não enxergam cores - e coloca a tinta no pincel. As pinturas são feitas com uma pincelada de cada vez, e Maggie ganha um peixe depois de cada vez que usa o pincel - o que passou a fazer com freqüência à medida que recebia alimentação extra.
Hoje Maggie está fazendo uma pintura de peso, definida pelos críticos do Zôo como "primitivismo unilateral". Segundo os críticos especializados, a leoa -marinha tem até um estilo próprio e tende a colocar sempre mais tinta no lado direito da tela do que no esquerdo. Isso porque Maggie é uma leoa-marinha neo-liberal que acredita no mercado livre e que só entrou n o ramo das artes para ganhar peixes, muitos peixes. Ela se diz inspirada pela força básica que movem os seres vivos, a FOME.
Escrito por Sinais de Fumaça às 18h40
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o MUNDO É BÃO
Um assaltante que ficou à vontade demais após invadir uma residência na Califórnia, Estados Unidos, acabou sendo preso pela polícia local. até ai nehuma novidade. O problema é como o meliante foi preso.
Larcellus Angelo Scott, de 23 anos, estava tão tranqüilo dentro da casa que havia invadido que decidiu agir como se estivesse na sua própria residência: decidiu pedir uma pizza e lavar a roupa. No entanto, a dona da casa, Denise Bealessio, voltou mais cedo do trabalho e pegou o rapaz em flagrante.

Bealessio, uma americana de 51 anos, chegou junto com o entregador de pizza e estranhou a presença do rapaz, já que não havia pedido a comida. Foi quando entrou e encontrou Scott dentro de sua casa. Assustado, o jovem a atacou, mas Bealessio conseguiu escapar sem ser machucar.
Um vizinho chamou a polícia, que encontrou Scott ainda dentro da casa, revirando a bolsa de Bealessio. Ele havia usado um dos cheques da vítima para pagar pela pizza. Scott foi preso por invasão, assalto e falsificação e foi encaminhado para a cadeia do condado de Kern. O juiz estipulou a fiança em US$ 85.
Escrito por Sinais de Fumaça às 17h04
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Sexta-feira 13 - O Renascimento
Passados 14 anos de seu impeachment, o ex-presidente da República Fernando Collor de Mello visitou nesta sexta-feira o Senado como senador eleitor pelo PRTB de Alagoas.
Acompanhado de sua nova mulher, Caroline Medeiros, Fernandinho, 57 anos, foi cercado por jornalistas, mas evitou responder perguntas. Ele conversou com o diretor-geral da Casa, Agaciel Maia que apresentou ao ex-presidente (o pior que é verdade) o plenário do Senado, local onde foi sacramentado seu afastamento em dezembro de 1992.

A família Collor tem uma boa relação com o Congresso, principalmente com o Senado Federal. No mesmo plenário, no início dos anos 60, o pai de Collor, senador Arnon de Mello, atirou no adversário Silvestre Péricles, mas acabou acertando o suplente de senador José Kairala, que morreu no incidente.
Após a cassação, o ex-presidente ficou inelegível por oito anos e chegou a tentar uma candidatura à Presidência da República em 1994, mas não obteve registro. Ele ainda disputou a prefeitura de São Paulo em 2000 e o governo de Alagoas em 2002, mas saiu derrotado.

Collor terá direito a apartamento funcional em uma quadra residencial na Asa Sul, como todos os senadores, mas ainda não decidiu onde vai morar. Parece que Fernandinho não pretende morar na Casa da Dinda, onde viveu no período em que ocupou a Presidência da República, e deve optar por um apartamento mais próximo ao Senado. Pena, os nababescos jardins da Dinda parece que estão meio caídos e esquecidos.
Parece que não é só o Jason que renasce nas sextas 13.
Escrito por Sinais de Fumaça às 17h09
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O ser humano é um cara de pau
Um "advogado" e clone de Eurico alemão espera incrementar seus negócios e enganar um monte de malucos e trouxas dedicando-se a conseguir indenizações do governo para pessoas que acreditam ter sido abduzidas por extraterrestres. O picareta, que atende pelo nome de Jens Lorek, tem a cara de pau de dizer que é clara a demanda por assessoria legal nesta área. Para o "171", o problema é que as pessoas têm medo de se passar por idiotas perante a justiça. Por que será?

Além de safado e cara de pau, Lorek, um advogado da cidade de Dresden, no leste da Alemanha, é especialista em legislação trabalhista e social. Ele espera expandir a carteira de clientes com essa área, digamos, incomum. Até o momento, o "meliante-advogado" não ganhou nenhum dos processos de abdução, mas diz que há muitos clientes em potencial.
O estelionatário ressalta que entidades ligadas à ufologia reportam inúmeros ataques alienígenas todos os anos. O golpista baseia suas esperanças de sucesso em uma lei alemã que garante o direito à indenização para vítimas de seqüestro. Quando questionado sobre estar preocupado em parecer ridículo por entrar com ações para clientes perseguidos por extraterrestres, Lorek não se abalou. ''Ninguém riu disso até agora''.
E ai?
Escrito por Sinais de Fumaça às 16h40
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Tom Zé é gênio. Simples assim. Gênio! Daqueles que o simples e o complexo caminham lado a lado. Hoje ele está na capa do "Segundo caderno" de "O Globo" e da "Ilustrada" da "Folha de S. Paulo". Há 10 anos ele estava na escuridão, esquecido, virando gerente de posto de gasolina. Isso até David Byrne comprar "Estudando o Samba" e ressuscitar, via EUA, a carreira deste Tropicalista.

A primeira vez que ouvi falar de Tom Zé foi lendo "Feliz Ano Velho' de Marcelo Rubens Paiva. Ele conta de uma passagem em um festival de música que Tom Zé era jurado e destaca que para ele Tom era o mais revolucionário dos Tropicalistas. Depois fiquei sabendo que "São, São Paulo", era uma música dele. Conforme fui crescendo conheci alguns discos de Tom Zé incluindo o famoso "Todos os Olhos" com a melhor capa da história do disco brasileiro.

Em 1995, trabalhando no programa "NA linha do Gol" recebemos duas vezes Tom Zé, ainda na fase do esquecimento, para falar de um dos seus assuntos favoritos: Futebol. E Tom deu show, com seu raciocínio único, vendo coisa que nós geralmente não enxergamos. O melhor foi depois. Jantar com Tom e ouvir histórias de discos, músicas, causos e, principalmente, histórias de sua vida. Como foi bom ficar até as cinco da manhã ouvindo Tom Zé.
Escrito por Sinais de Fumaça às 13h35
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Há tempos
Há 10 anos eu estava sofrendo e de saco cheio trabalhando em uma pequena agência do centro do Rio quando o locutor d JB FM anunciou a morte de Renato Russo. Estava no Segundo andar da agência sozinho e imediatamente olhei pela janela para tentar entender aquela notícia. Já fazia um tempo que não escutava Legião Urbana como antes. Há muito tempo eles deixaram de ser a minha banda predileta.
Comprei o primeiro disco da Legião na Mesbla do Ibirapuera empurrado por "Será", mas algumas outras músicas me chamaram atenção naqueles primeiros dias. Fiquei apaixonado por "A dança", "Badder-Meinhof Blues", "O Reggae", "Por enquanto" e principalmente "Geração Coca-Cola".

A Legião não tinha aquela áurea messiânica que encerra o fim da vida do Renato. A Legião não era o som de uma Geração. Aliás, acho que a Legião só passou a ser o som de uma "Geração" para a geração posterior a minha. Naquela época a Legião era uma boa banda.
E foi esta boa banda lançou "Dois" um ano e meio depois. Entre 1986 e 1987 tive a oportunidade de ver a Legião duas vezes ao vivo. Exatamente nos shows de lançamento e encerramento da turne de São Paulo. Era incrível como o Renato se movimentava no palco, como ele se relacionava com a platéia, como ele introduzia canções no meio das suas músicas. Estes dois shows marcaram duas eras diferentes. O primeiro show foi no Projeto SP (se não em engano) com casa cheia. O Segundo foi em um Ginásio do Ibirapuera hiperlotado e com todo mundo cantando todas as canções. A Legião começava a deixar de ser uma apenas uma banda para se tornar um fenômeno popular. "Dois" é um disco delicioso. Tem "Daniel na Cova dos Leões", "Quase sem querer", "Tempo perdido", "Índios" mas também tem "Eduardo e Mônica" que eu acho um saco.

Em 2 de dezembro de 1987 chegou às lojas em São Paulo "Que País é este". Lembro a data exata porque naquele dia estava no Shopping Center Norte com a Dorô e o Rogério Bixo para trocar o vale presente dela vencia naquela data. Comentei que tinha lido na Folha que o terceiro disco da Legião iria sair no dia seguinte e que se o vale tivesse mais um dia de prazo ela poderia troca-lo por aquele disco. O vendedor ouviu a conversa e disse que o disco tinha acabado de chegar, quentinho, ainda empacotado. Foi a festa. Disco na mão, pegamos o metrô e fomos todos para São Judas.
Enquanto o Rogério namorava a Dorô eu namorava o encarte daquele disco. Tentei durante os 28 minutos de viagem conseguir o empréstimo mas ela estava irredutível. Bom, quando chegamos, os dois ficaram nos bancos da estação e eu fui saindo com o disco. Em casa, com um sorriso sacana, ouvi em primeira mão "Que país é este". Lembro que quando coloquei o labo b me deparei com "Faroeste Caboclo". Nove minutos de uma história inacreditável. Depois da segunda audição seguida, a Dorô me ligou para reclamar que eu tinha "roubado" o disco e eu só conseguia falar de "Faroeste Caboclo" e de como era bom o disco.

Bom, seis meses depois, "Faroeste" virou mega-hit. Quando fui ver mais um show no Ibirapuera todo mundo já sabia cantar "Faroeste Caboclo". Neste show vi a outra face de Renato. Na primeira música, depois de mais de 5 horas de espera só para ver o show na primeira fila, um idiota jogou uma garrafa no palco. Vi o Bonfá destruindo a bateria de raiva. Acabou a música, o Renato foi até o Bonfá, voltou com o pedaço de vidro na mão, pediu umas 30 vezes para acender a luz do ginásio e depois de uns 6 minutos reclamando muito puto, quando a luz finalmente foi acesa, ele disse:
-Isso é vidro. Isso mata. Boa noite São PAulo.
Renato deu meia volta e deixou 15 mil pessoas de boca aberta. O show de uma música. O cara do vidro quase foi morto. Ninguém foi embora do ginásio. Todo mundo ficou cantando várias músicas do grupo, pedindo desculpas, pedindo pra banda voltar. Uns 20 minutos depois os caras voltaram. Fizeram um puta show, de luz acesa, com todos os clássicos e uma energia que nunca mais encontrei no show. Depois de quase duas horas, já caminhando para o Bis, Renato pediu para apagar a luz e fez a festa de quem estava naquela noite no Ibirapuera.

Em 89 saiu "As quatro Estações" e neste momento a Legião virou lenda e Renato um cara messiânico. OS dois show no Palmeiras, que eu tive a honra de ver, foram inacreditáveis. Os próprios caras da banda disseram que nunca mais seriam os mesmos. O Dinho disse que o barulho ao chegar no estádio era de um avião decolando. Beatlemania. Ali começava a era Legião Urbana que existe até hoje.
Cinco discos depois Renato Russo morria. Ainda cheguei a ver mais dois show da banda. Acabei comprando todos os Cds. Acho que realmente ele escreveu muito bem sobre os dramas adolescentes, sobre amor e medos, sobre a crítica social. Acho ele a maior voz da minha Geração, mas não suporto esta idolatria idiota. Não suporto rodas de violões em homenagens ao cara, não suporte gente que pede para o DJ tocar Legião. Não suporto bandas que fazem versões de músicas do Legião para conquistar o público. Não suporto discursos de como Renato era isso, era aquilo. Não suporto programas como o Especial Legião Urbana feito pelo MultiShow com presença de Cidade Negra, Charlie Brown e outras coisas.

Renato era um puta poeta, mas era maluco, filho da puta, grosso, viado, de temperamento difícil e tinha milhões de outros defeitos. Isso não faz dele melhor ou pior, faz dele humano e é esta humanidade que faz dele um gênio. Neste dez anos não quero lembrar do Messias, fica na minha memória o cara que apagou um cigarro no braço só para chocar os moleques que conversavam com ele antes da passagem de som do Ibirapuera. Este cara vala e pena lembrar.
Escrito por Sinais de Fumaça às 18h31
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Vivendo e não aprendendo
Já falei aqui várias vezes que sou apaixonado pelo jeito do Edgard Scandurra tocar guitarra. Desde a primeira vez que vi o cara tocando, acho que foi no "Fábrica do Som" fiquei fascinado pelo jeito que o cara dominava a guitarra. Sempre gostei do Ira! Os caras sempre foram a minha banda preferida. Acho porque nunca fizeram grande sucesso, porque tinham um som diferente, porque adorava os riffs e solos do Edgard, porque o Nasi é um cara legal pra caralho que teve a paciência de aguentar dois moleques de 14 anos enchendo o saco dele em Caraguá, antes de um show na cidade.

O primeiro disco dos caras eu ouvi na discoteca do CCSP. Era um dia de chuva e os caras abriam com um grito: "Longe de tudo, longe de você". "Mudança de Comportamento" era um belo disco. Em 86 chegou "Vivendo e não aprendendo". Há umas duas semanas, o Cd deste disco está no meu carro e eu cada vez que passo pelo túnel Rebouças entro em um túnel do tempo.
Esta passagem vai para a Praça do Relógio, na USP, no show de lançamento do disco. O clima era perfeito, fim de tarde em Sampa, outubro e rock de graça. O show apresentava "Vivendo e não Aprendendo", um disco que começa com "Envelheço na Cidade", um a das melhores músicas do Ira!. Depois a básica "Casa de Papel' daquelas músicas que só o Ira! sabe fazer, na mesma linha o disco tem "Tanto quanto eu'. Leveza e peso, uma guitarra marcante e uma cozinha bem temperada. Cozinha que mostra seu peso em "Vitrine Viva". Nos shows não gostava muito desta música porque ela durava uns bons 6 minutos, mas no disco ela é enxuta e mostra uma linha que o Ira! ainda não tinha explorado. Os metais em "Flores em Você" também são uma novidade, mas eu prefiro a música apenas com um andamento mais rápido, executada pela guitarra e os solos do Edgard, acho infinitamente melhor.

O disco ainda tem as belas "Quinze anos" e "Nas Ruas". Adoro o riff de "Nas Ruas", e "Quinze Anos" tem uma melancolia que ainda hoje mexe comigo. E "Dias de Luta", dona de um dos mais fantásticos riffs do rock Brasil. Passei dias tentando tirar esta música. Hoje, "Dias de Luta" não está entre as minhas preferidas, mas ainda é muito forte a sua execução.
Para fechar o disco, dois clássico ao vivo. "Gritos na Multidão" e "Pobre Paulista". A segunda é a cara do começo da banda, quando eles tocavam com uma bandeira de São Paulo no palco. Já "Gritos na Multidão" tem uma versão definitiva no disco solo do Edgard "Amigos Invisíveis". O Incrível é a velocidade do ritmo que Edgard coloca na música.
20 anos não envelheceram "Vivendo e não Aprendendo", que junto de "PsicoAcústica" e "Isso é Amor" os três melhores disco da história do Ira!
Escrito por Sinais de Fumaça às 19h03
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A melhor da semana
Como os pica-paus podem não ter dor de cabeça depois de passarem um dia todo bicando troncos de árvores? Qual é o critério que leva um besouro a escolher estrume para comer na hora do almoço? Massagens no reto podem curar o soluço? Essas importantes questões foram alvo de muitas horas de estudo, e agora os cientistas que se desdobraram para resolver esses grandes mistérios da ciência foram finalmente reconhecidos. Cada um deles recebeu, nesta quinta-feira, o Prêmio Ig Nobel, uma sátira ao Nobel, entregue anualmente em Cambridge, Massachussets, nos Estados Unidos, por ganhadores do próprio Nobel.

A pioneira pesquisa com os pica-paus, de Ivan Schwab e Philip May, da Universidade da Califórnia, foi premiada na categoria Ornitologia. Os kuaitianos Wasmia al-Huty e Faten al-Mussalam, que mostraram que besouros que se alimentam de estrume são, na verdade, muito exigentes na hora de escolher o que comem, receberam o prêmio de Nutrição.

O Ig Nobel de Medicina foi para Francis Fersmire, da Universidade do Tennesseee, que descobriu que massagear o reto com os dedos é um tratamento eficaz contra soluços. O laureado com o Ig Nobel da Paz foi Howard Stapleton, de Gales, que inventou um repelente de adolescentes -- um aparelho que emite um barulho extremamente irritante, que não pode ser ouvido por adultos. Infelizmente, no entanto, Stapleton não pôde comparecer à cerimônia por motivos familiares.
Os australianos Nic Svenson and Piers Barnes levaram o Prêmio de Matemática ao descobrir quantas fotos é preciso tirar para que ninguém em um grupo pisque. O de Física foi para os franceses Basile Audoly e Sebastien Neukirch, da Universidade de Paris, que desvendaram porque o espaguete seco costuma se quebrar em mais de dois pedaços.

Os resultados do Ig Nobel de Química e Biologia mostram que o queijo é o objeto de pesquisa do momento. O primeiro foi para um grupo de cientistas espanhóis, da Universidade de Valência e da Universidade das Ilhas Baleares, que estudaram a velocidade supersônica do cheddar quando afetado pela temperatura. O segundo, para o holandês Bert Knols, da Universidade Agrícola de Wageningen, que comprovou que a fêmea do mosquito da malária é atraída pelo cheiro do queijo limburguer -- e também pelo chulé.
Lynn Halpern, Randolph Blake e James Hillendrand ganharam o Prêmio Acústico. Eles se debruçaram sobre um grande mistério da humanidade: por que as pessoas não suportam o barulho de unhas arranhando um quadro negro?
A cerimônia do Ig Nobel 2006 segue as tradições do passado. O limite de tempo de um minuto dado a cada vencedor para fazer seu discurso de agradecimento é rigidamente controlado por uma menina de oito anos. Os espectadores, como em anos anteriores, assistem à cerimônia atirando aviõezinhos de papel no palco -- varridos pelo professor de Harvard Roy Glauber, que cumpre a função com diligência há 10 anos, mesmo depois de ter ganhado o Nobel de Física, no ano passado. (texto do G1.com)
Escrito por Sinais de Fumaça às 17h00
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Au Au

Dura esta vida de cachorro. Eduardo Dusek já pedia para ser um bom pastor Alemão. Bom, na Alemanha, o melhor amigo do homem tem até uma Padaria exclusiva. A padaria para cachorros em Wiesbaden tem um cardápio especial para os caninos: biscoitos especiais, tortinhas e até bolos de aniversário com cobertura e velas. A loja foi aberta em agosto de 2006 e tem recebido muitos clientes.
Já nos Estados Unidos há uma padaria para cachorros que tem até página na internet. A Three Dog Bakery, no Estado do Kansas, oferece em seu site dezenas de produtos e opções para os apaixonados por cães. Inclusive há até uma área reservada às pessoas e os consumidores que querem dar sua opiniões sobre os produtos e contar histórias sobre seus animais de estimação.
Enquanto isso, aqui no Leblon, eu não consigo comprar um bom pão francês uma uma padoca como as de Sampa. Aqui no Rio nós não temos uma padaria descente, mas em Wiesbaden, os cachorros locais podem comprar seus quitutes em lojas de pães muito melhores que as encontras aqui no Leblon. Nem nas novelas de Manuel Carlos a gente consegue comprar um pãozinho em um lugar agradável. E nem pense nos pães recheados (doces e salgados) que qualquer boa padoca de Sampa tem. Aqui são sempre os mesmos tipos de pães, doces e sonhos que são mais uns pesadelos.

Meu pai um expert em padarias e pães odeia o café da manhã carioca. falta opção para ele. Nem um pãozinho especial. Nem uma novidade. Nada. Agora, lendo este post, ele vai com certeza querer ter a vida de um bom pastor alemão. Au-Au.
Escrito por Sinais de Fumaça às 14h53
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Chuchu com pepinos
O apoio da família mostro "Garotinho' a Geraldo Alckmin é um prato indigesto e quase sem gosto como Chuchu com Pepino. Ao receber o apoio da pior parte do PMDB, se isso é possível, Alckmin conseguiu romper com sua base de apoio no Estado e este apoio deve render mais dor de cabeça que votos.

No Rio, Lula teve 4.092.648 de votos, 49,18% dos votos válidos. Já Alckimin teve 2.402.076 votos , 28,86% dos votos válidos. Grande parte destes votos oriundos dos eleitores de Denise Frosssard, que já declarou que vai pedir o voto nulo para Presidente.
Grande parte da força da Família Monstro está nas camadas mais pobres do Estado do Rio de Janeiro, principalmente apoiada em uma política de Assistencialismo Social baseada em Farmácias Populares, Restaurantes Populares, Hotéis Populares, etc. Boa parte deste eleitorado também faz parte dos programas do Governo Federal como o Bolsa Família. Logo, grande parte do eleitorado da família Monstro é basicamente eleitor de Lula.
O Monstro Pai garante que foi procurado pela Executiva Nacional do PSDB em busca de apoio. No primeiro turno Garotinho disse que votaria em Heloísa Helena. A candidata do PSOL recebeu 1.425.699 votos, 17.13% dos votos. Não acredito que esta votação se deva ao apoio do Monstro pai. O bom resultado de Heloísa Helena vem da esquerda desiludida que em 2002 deu a maior votação percentual à Lula em um estado. Este eleitorado tem pouco ou nada a ver com os Monstros.
O candidato Sérgio Cabral, do mesmo PMDB dos Monstros, foi a Brasília hoje apoiar o presidente Lula. Sérgio Cabral teve 3.422.528 de votos (41,42%), já Denise Frosssard é responsável por 23,78% dos votos cariocas. Além de Cabral, Lula é apoiado por Marcelo Crivella e Vladimir Palmeira no Estado, respectivamente o terceiro e quarto candidatos a governador mais votados no Estado.

Para agravar a situação tucana, César Maia, um dos articuladores da Campanha Alckimin no primeiro turno exigiu um pedido formal de desculpas e abandonou a Campanha. César Maia, do PFL, é a segunda força política do Estado, com imenso peso na cidade do Rio de Janeiro e é o principal articulador político da candidatura de Denise Frosssard.]
Acredito que o apoio da família Monstro ao Chuchu deva render uma quantidade ainda maior de votos nulos no segundo turno carioca. Muita gente que votou na dobradinha Alckmin e Denise Frosssard deve abandonar o candidato do PSDB e optar por uma posição mais radical. Além disso, a parcela mais pobre do eleitorado carioca não deve abrir mão de Lula, já que a política de assistencialismo do Estado deve se manter na virtual eleição de Sérgio Cabral (que apoia o presidente). Não acredito que a Juíza Denise Frosssard tenha força política suficiente para vencer cabral. Ela é muito mal preparada para debates e não consegue convencer.
Já no âmbito nacional, a aliança Alckmin-Garotinhos deve render mais pepinos ao Chuchu que optou pelo piro caminho na salada da política carioca. Com certeza, este prato mostruoso deve ser esquecido no dia 29 e promete ficar passado, mucho e azedo.
Escrito por Sinais de Fumaça às 13h41
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Os dedos, os anéis
Ontem completei 10 meses de casado. São 10 belos meses de uma vida que a cada dia vaio se revelando melhor, mais tranquila e mais apaixonante. A Nestes 10 meses não deixei passar nenhum dia 3. A memória ainda está boa. MAs se você não lembra de uma data importante não se preocupe. A organização Tabajara da terra da Rainha criou uma aliança especial para maridos esquecidos.
Agora, os casais nunca mais vão esquecer a data de seus aniversários de casamento, graças a este anel criado por uma empresa britânica que se aquece automaticamente para lembrá-los disso. Os fabricantes afirmam que o dispositivo deve dar um fim às brigas por causa de eventuais esquecimentos. O funcionamento é simples: o usuário sente uma sensação de queimadura no dedo a partir da véspera da data.

A invenção foi tão festejada que até a organização de aconselhamento conjugal "Relate" aprovou a novidade e destacou que as mulheres com freqüência esperam que os homens façam alguma surpresa para elas. Se ele não se lembra, elas costumam se perguntar: 'Será que este relacionamento é importante o bastante para ele?
Para a "Relate", este anel poderá ajudar a evitar toda espécie de problemas conjugais. O "Anel de Lembrança" será lançado no ano que vem no Reino Unido em versões de ouro e prata, por cerca de R$ 2.000,00. Achou caro? Pense que este anelzinho pode por fim a um velho hábito feminino: a terrível DR. Vale a pena!
Escrito por Sinais de Fumaça às 12h11
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Números
Foram 6.693.996 votos de diferença. 6.97% dos votos válidos. Agora Lula e Alckmin vão em buscas dos votos de Heloísa Helena e Cristovam Buarque. Tenho dúvidas sobre como vão se comportar os mais de 9 milhões de eleitores que não optaram pelas duas candidaturas neste primeiro turno polarizado. PT e PSBD passam a disputar 9,75% de um colégio eleitoral que mostrou dar um grande peso a ética política mas que não encontrou em nenhuma das principais candidaturas esta relação ética.

Acho que os eleitores de Cristovam tendem a votar mais em Alckmin. O próprio Senador caminha para esta tendência. Já os eleitores do Psol e de Heloísa Helena devem optar pelo voto nulo. Os que pretendem ir a urna votar devem apoiar a candidatura Lula.
A senadora perdeu muito da sua força com a polarização das eleições. Para quem chegou a ter 12% das intenções de votos, os 6.575.393 (6,15% do eleitorado) é uma derrota. Mas Heloísa Helena foi muito bem votada em algumas regiões de peso no país. Na Região Sudeste, a mais representativa do país, a senadora teve 8,67% do eleitorado (3.671.430 8,67 de votos). Quase metade deles no Rio de Janeiro, onde Heloísa Helena recebeu 1.425.699 (17,13%). Este eleitorado é decisivo para a eleição. No Rio Lula venceu Alckmin com grande vantagem 1.690.572 (20.32% dos votos). Resta saber se a "Esquerda festiva carioca" vai caminhar mais uma vez ao lado de Lula. vale lembrar que em 2002 o Estado foi o principal Colégio Eleitoral de Lula.
Outro Colégio importante onde a Heloísa Helena teve um peso considerável foi São PAulo. Os 1.558.639 representam 7,08% do eleitorado paulista. A diferença entre Lula e Alckmin em São Paulo foi de 3.835.935 votos (17,43%) do maior colégio eleitoral do país. Mais uma vez a "esquerda" que apoiou a candidatura da senadora pode representar a vitória em 29 de outubro. OS mais de três milhões de votos de Heloísa Helena neste dois estados devem ser muito mais disputados que os votos da senadora em Alagoas (178.557 13,32%), onde Lula deve vencer Alckmin, no Amapá (29.711 10,06%) onde Lula venceu com tranquilidade e em Roraima (22.034 11,66%) estado que deu a maior vitória percentual à Alckmin com 59,73% dos votos (112.908).
Acredito que grande parte deste eleitorado deva migrar para Lula e para o voto nulo. Acho que Alckmin não tem grande força de sedução com os eleitores do PSol e do PSTU.
Já a votação de Cristovam Buarque e bem menos expressiva mas não menos importante. Com 2.538.844 (2,64% dos votos válidos), Cristovam teve sua melhor votação em Brasília (82.854, cerca de 6,15% dos votos) seu reduto eleitoral. Na região sul, Buarque teve uma boa votação (539.765 3,57%). Neste dois colégios eleitorais, Alckmin venceu Lula. Na Região Sul a diferença percentual entre os dois foi de 20,05% (3030483 votos). Resta saber se estes eleitores estão mais inclinados a plataforma do PSBD a plataforma Petista. Acho, que nesta situação, a votação de Alckmim deve aumentar na Região Sul e os votos de Cristovam devem migrar, em sua maioria, ao candidato tucano.
Escrito por Sinais de Fumaça às 12h30
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Não foi um domingo qualquer

Um breve resumo desde domingo morno. Lula e Alckmin vão fazer o segundo turno. 48,6% a 41,6%. O Segundo turno foi praticamente levado ao primeiro, basta observar a queda na votação de Heloísa Helena, que terminou com apenas 6,85%. vale lembrar que a senadora teve 12% das intenções de votos em algumas pesquisas. Acho que Lula leva no seguindo turno. Tenho certeza que ele vai se sair bem no Debate final contra Alckmin, mas estas próximas três semanas vão ser quentes e prometem. Resta saber se o PT vai conseguir atrapalhar mais uma vez a campanha de Lula como conseguiu atrapalhar a campanha de vários de seus candidatos.
Efeito PT
A maior prova das trapalhadas do Partido dos Trabalhadores foi a quase não eleição de Eduardo Suplicy ao Senado por São Paulo. Suplicy enfrentou uma disputa mais apertada do que previam as pesquisas e conseguiu vencer por uma margem de pouco mais de 700 mil votos o pefelista Guilherme Afif Domingos. Foram 8.986.803 para Suplicy (47,82%) contra 8.212.177 (43,70%) de Afif.

Mesmo se caracterizando por uma atuação de independência em relação às posições do PT o Senador sofreu e a pequena diferença percentual pode ser o exemplo do peso das trapalhadas petistas na semana final da disputa. Vale lembra que Suplicy apoiou a tentativa de instalação da CPI dos Correios, que investigou entre outros assuntos o escândalo do mensalão e irritou os dirigentes do partido e o presidente Lula por ter defendido as investigações.
De volta à Brasília
Nas eleições deste domingo foram eleitos 27 senadores, renovação de um terço do Senado Federal. O PFL teve o melhor desempenho nas urnas e elegeu seis senadores, contra cinco do PSDB e quatro do PMDB. O PTB elegeu três, e o PT, dois.
A maior surpresa desta eleição é a volta a vida política de Fernando Collor de Mello. O ex presidente retorna a Brasília 14 anos depois de seu impeachment agora como Senador por Alagoas. O Estado elegeu Collor com 550,7 mil votos no domingo, cerca de 44 por cento do total. Com isso, ele bateu o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que teve 501,2 mil votos.
Fernandinho garante que volta à Brasília com a "consciência tranquila e alma lavada". Para Collor, o seu triunfo em uma campanha de apenas 28 dias e com menos de um minuto de horário gratuito no rádio e na televisão "é uma resposta do povo alagoano às injustiças e ao sofrimento a que eu fui submetido".
Desde que Collor entrou na disputa pela vaga no Senado, o popular ex-governador Lessa despencou nas pesquisas. A queda de Lessa teria se dado, em parte, pelo pouco empenho demonstrado por antigos caciques regionais, como o candidato derrotado ao governo João Lyra (PTB) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), em sua campanha.

Como no passado, Fernandinho, que assume a vaga de Heloísa Helena, fez uma campanha com forte apelo popular, declarando-se o "senador do povo". Mas adotou uma postura muito mais moderada desta vez. O Collor raivoso, que costumava apresentar punho cerrado e retórica agressiva, moderou o discurso e as atitudes nesta campanha.
Fernandinho garante que "muita coisa mudou entre o Fernando Collor de ontem e o de hoje". Hoje ele diz ser uma pessoa mais experiente, mais preparada, mas que continua com a mesma determinação de lutar por aquilo que acredita.
Escrito por Sinais de Fumaça às 16h42
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O terrível voto paulista

Lamentável é a lista dos mais votados à Câmara dos Deputados do Estado de São Paulo:
1- Paulo Maluf PP 739.827
2- Celso Russomanno PP 573.524
3- Clodovil Hernandez PTC 493.951
4- Eneas PRONA 386.905
A votação de Paulo Maluf era esperada, já que o ex governador tem um eleitorado cativo no Estado, com cerca de 15% em eleições majoritárias. vale lembrar que Maluf teve quase o mesmo número de votos que na eleição de 1986.
O que assusta é a presença de Celso Russomanno em segundo lugar e Clodivil Hernandez em terceiro. Prova que ética e programa político não são representativos para boa parte da população. fica a dúvida se isso não é um efeito da própria classe política que não consegue motivar a discussão de programas e convencer de como é importante eleger pessoas sérias com propostas sérias de governo.

O expressiva votação em Clodovil trouxe para o inexpressivo PTC a possibilidade de mais uma cadeira no Congresso. O companheiro de partido do apresentador na Câmara dos Deputados é o coronel da reserva da Polícia Militar Jairo Paes de Lira, de 53 anos.
Com 35 anos de PM, o ex-comandante do 3º Batalhão de Choque e do Policiamento Metropolitano da Capital confessa-se conservador e linha-dura.
Paes de Lira quer colocar o seu mandato a serviço do endurecimento das leis penais. Para ele, a crise na segurança pública em São Paulo é provocada por "uma política torta e torpe de direitos humanos, que propiciou a arrogância do crime organizado e o levante contra policiais que estão sendo caçados na via pública".

Defende "filosoficamente" a pena de morte, que considera "um remédio social", abomina o aborto sob o argumento de que "a vida começa no momento da concepção" e posiciona-se contra a união civil entre homossexuais "uma vez que a Constituição é clara ao dizer que casamento é entre homem e mulher".
Apesar do perfil conservador, o coronel garante que não tem atritos com Clodovil. "Isso é irrelevante. Ele concorreu e não só venceu como os votos que ele teve provocaram a minha eleição. Não quer dizer que eu tenha de aderir. Respeito todas as pessoas. Todas as pessoas são filhos de Deus. O que não quer dizer que concorde como modo de vida delas necessariamente". fato interessante para que entrou no Congresso no rabo do Clô.
O costureiro aliás já vem dando show. Segundo ele , a eleição não foi surpresa afinal, segundo a figura: ele já tinha fama há muito tempo. É só um emprego a mais. E sabe qual a primeira coisa que Clô vai fazer em Brasília?
"Quero ser apresentado à minha sala, à minha mesa." Principais projetos? "Não tenho projetos. Não nasci lá dentro, vou ter de aprender tudo." Para quem não viu, Clodovil protagonizou alguns hits da eleição. Frases suas como "Não sou passivo" e "Sabe por que [o final do meu número] é 11? Porque 24 já era, agora é um atrás do outro". Curioso? Vá no youtube e divirta-se.
Mais alguns nomes
Alguns outros nomes deveriam ser levados como brincadeira, mas concorreram. Nomes "famosos" não faltaram nesta eleição. Aurélio Miguel (PL), a Big Sister Marielza BBB (PSB), Fernanda Karina (PMDB), a "secretária do mensalão", Juca Chaves, Sidney Fat Family e Alan do Polegar. Alguns conseguiram se eleger.
Entre os que estarão em Brasília está o senhor Francineto Luz de Aguiar (PTB-PI). Com 144.797 votos para deputado federal, o cantor de forró Frank Aguiar foi mais um fenômeno nestas eleições. Sem grandes propostas, o "cãozinho dos teclados" aproveitou o sucesso popular e entrou na política para "retribuir o público pelo carinho".
O cantor sempre terminava seu programa no horário eleitoral com seu grito característico (au!). De família humilde, chegou a iniciar faculdade de música em Teresina, mas trancou o curso em 1992 para tentar a sorte em São Paulo. Em 1997, obteve o primeiro disco de ouro - nos anos seguintes, vendeu milhões de cópias. Com agenda cheia e média de 30 shows mensais, Frank conseguiu concluir este ano o curso de direito.
Já o Rio de Janeiro elegeu Wagner Montes dos Santos, o marido da Sônia Lima. Wagner Montes foi o terceiro candidato a deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro, com 111.802 (1,37%). O apresentador ficou conhecido como jurado do "Show de Calouros" do SBT, onde trabalhou por quase 20 anos e conheceu Sônia Lima, com quem é casado até hoje.

O novo deputado começou a carreira como repórter policial na Rádio Tupi, em 1974. Com vasta experiência em programas populares, Wagner deixou o "RJ no Ar", da Record, para concorrer às eleições pelo PDT. Na emissora, apresentou o "Verdade do Povo" e o "Cidade Alerta Rio". Wagner define-se como "justiceiro, defensor dos direitos e da segurança do povo", além do melhor jornalista policial da televisão brasileira.
Escrito por Sinais de Fumaça às 16h32
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Acusados de Corrupção também voltaram
O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e outros envolvidos em casos de corrupção conseguiram uma cadeira no Congresso. Palocci (PT-SP) que renunciou em março passado após as denúncias de sua participação na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa e enfrenta vários processos na Justiça, obteve 152.246 votos e com isso ocuparia uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Também voltará à Câmara dos Deputados o ex-presidente dessa casa João Paulo Cunha (PT-SP), que em março passado foi absolvido por seus colegas da acusação de participar do esquema do mensalão. João Paulo Cunha foi o candidato mais votado do PT em São Paulo, com 177.056 votos.
O atual presidente do PT, Ricardo Berzoini, também renovou seu mandato de deputado federal por São Paulo, com 112.006 votos. Há uma semana, Berzoini tinha sido afastado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva do cargo de coordenador da campanha presidencial para a reeleição. Berzoini foi acusado de participar da tentativa de compra de um dossiê acusando os candidatos do PSDB Geraldo Alckmin, que disputará a Presidência com Lula no segundo turno, e José Serra, eleito governador de São Paulo, de envolvimento na máfia das ambulâncias.

O ex-presidente do PT José Genoino - também envolvido no escândalo do mensalão e que renunciou ao cargo depois que o assessor de um de seus irmãos foi detido em São Paulo com dinheiro escondido na cueca - voltará a ser deputado federal, com 98.729 votos.
Também voltarão ao Congresso, entre outros, os deputados Sandro Mabel (PL-GO) e Valdemar Costa Neto (PL-SP), envolvidos no caso do mensalão; Wellington Fagundes (PL-MT), Wellington Roberto (PL-PB) e Marcondes Gadelha (PSB-PB), acusados de fazer parte da máfia dos sanguessugas na compra de ambulâncias.
Severino
No entanto, as urnas puniram outros políticos que ficaram famosos pelos escândalos de corrupção. O principal prejudicado foi o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti, que em setembro de 2005 renunciou ao mandato após ser acusado de subornar o dono de um restaurante do Congresso para renovar o contrato. Severino conseguiu apenas 53.000 votos, apesar de considerar que, com o apoio dos prefeitos da região, conseguiria o dobro de isso "sem sair da rede". Na lista dos candidatos pernambucanos, ele ficou na 29ª colocação. Entre os parlamentares da sua coligação, no total sete foram eleitos. Severino ficou em oitavo lugar, portanto, fora da Câmara. Quando deixou o Congresso, Severino afirmou que voltaria à Casa com votação recorde dos pernambucanos.

No escândalo do mensalinho, ele foi acusado de pedir propina ao empresário Sebastião Buani em troca da renovação da concessão de um restaurante que mantinha na Câmara. O empresário aproveitou o episódio e se lançou candidato a uma vaga na Câmara pelo Distrito Federal. Mas a exemplo de Cavalcanti, também não conseguiu se eleger. Buani ficou na 52ª colocação, com apenas 803 votos dos brasilienses.
Outros afastados
Também não renovou seu mandato a deputada federal Angela Guadagnin (PT-SP), que ganhou fama por comemorar a absolvição de seu colega de partido João Magno (PT-MG), acusado de corrupção, dançando no plenário do Congresso.
Magno não conseguiu a reeleição, assim como também ficou de fora o deputado Professor Luizinho (PT-SP), envolvido no caso de compra de votos. Também ficou de fora o senador Ney Suassuna (PMDB-PB), investigado por fazer parte da máfia dos sanguessugas.

O ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta amargou uma dupla derrota nas eleições. Candidato a deputado federal, Pitta, do PTB, obteve menos de 8 mil votos, e ficou distante da lista dos 70 eleitos para a Câmara. Entre os adversários que superaram Pitta está seu ex-vice e atual desafeto político, Regis de Oliveira, atualmente no PSC. Oliveira assumiu a prefeitura da maior cidade do país por alguns dias em 2000, durante período de afastamento de Pitta por conta de uma tentativa de impeachment. Acabou eleito em 2006 para a Câmara dos Deputados com cerca de 48 mil votos. Pitta teve cerca de 7,5 mil.
Já no outro lado da ponte, os eleitores do Rio derrotaram nas urnas os candidatos a Deputado Federal suspeitos de participar de esquemas de corrupção. Dos 13 parlamentares acusados de envolvimento com a máfia das Sanguessugas, dez foram candidatos à reeleição. Nenhum foi reeleito. São eles:
Laura Carneiro - PFL, Paulo Baltazar - PSB, Almir Moura - PFL, Carlos Nader - PL, Reinaldo Betão - PL, Reinaldo Gripp - PL, Fernando Gonçalves - PTB, Elaine Costa - PTB, Itamar Serpa - PSDB, Doutor Heleno - PSC
Escrito por Sinais de Fumaça às 16h19
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Sanguessugas
Dentre os mais de 40 deputados acusados de participação na máfia dos sanguessugas que concorreram à reeleição neste domingo apenas 5 conseguiram se reeleger para continuar na Câmara dos Deputados. Dois são do Mato Grosso, outros dois da Paraíba e o quinto de Minas Gerais.
Os deputados foram apontados pela CPI dos Sanguessugas de envolvimento no esquema fraudulento de compra de ambulâncias superfaturadas com recursos provenientes do orçamento da União. O esquema era liderado pelos Vedoin, sócios da Planan, empresa que vendia os veículos mediante aprovação de emendas parlamentares.
Já entre os senadores apontados como participantes da operação, apenas Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES) devem permanecer no Congresso Nacional. É que os dois foram eleitos em 2002 para um mandato de oito anos.
Os deputados federais reeleitos são:
João Magalhães (PMDB-MG)
Isaías Silvestre (PSB-MG)
Marcondes Gadelha (PSB-PB)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Wellington Roberto (PL-PB)

Os rejeitados pelo eleitorado foram:
Adelor Vieira (PMDB-SC)
Agnaldo Muniz (PP-RO)
Alceste Almeida (PTB-RR)
Amauri Gasques (PL-SP)
Benedito Dias (PP-AP)
Cabo Júlio (PMDB-MG)
Carlos Dunga (PTB-PB)
Carlos Nader (PL-RJ)
Celcita Pinheiro (PFL-MT)
César Bandeira (PFL-MA)
Cleonâncio Fonseca (PP-SE)
Cleuber Carneiro (PTB-MG)
Coronel Alves (PL-AP)
Edir Oliveira (PTB-RS)
Eduardo Seabra (PTB-AP)
Elaine Costa (PTB-RJ) *
Enivaldo Ribeiro (PP-PB)
Érico Ribeiro (PP-RS)
Fernando Gonçalves (PTB-RJ) *
João Caldas (PL-AL)
João Correia (PMDB-AC)
João Grandão (PT-MS)
Jonival Lucas Júnior (PTB-BA)
José Militão (PTB-MG)
Júnior Betão (PL-AC)
Ildeu Araújo (PP-SP)
Irapuan Teixeira (PP-SP)
Íris Simões (PTB-PR)
Isaías Silvestre (PSB-MG)
Laura Carneiro (PFL-RJ)
Marcelino Fraga (PMDB-ES)
Marcos de Jesus (PFL-PE)
Maurício Rabelo (PL-TO)
Neuton Lima (PTB-SP)
Nilton Capixaba (PTB-RO)
Paulo Baltazar (PSB-RJ)
Paulo Gouveia (PL-RS)
Pastor Amarildo (PSC-TO)
Raimundo Santos (PL-PA)
Reginaldo Germano (PP-BA)
Reinaldo Gripp (PL-RJ)
Reinaldo Betão (PL-RJ)
Ricardo Rique (PL-PB)
Ricarte de Freitas (PTB-MT)
O Congresso ficou assim

O Congresso Nacional teve renovação de 45% nestas eleições. A Câmara Federal recebeu 48% de novos integrantes, e o Senado, 26% -considerando o total de parlamentares na Casa (81). Se forem levadas em conta somente as vagas disputadas em 2006 (27), a renovação foi de 78% (21) no Senado.
Essa diferença de cálculo ocorre porque o Senado é renovado parcialmente a cada eleição. Numa vez, são eleitos dois terços, na outra, um terço dos senadores. Neste ano, foi um terço.
Em 1998, cujo número disputado de cadeiras no Congresso inteiro (Câmara e Senado) foi o mesmo deste ano (540), o índice de renovação do Congresso foi de 41%. A Câmara observou a mudança de 43% das vagas. O Senado obteve o mesmo índice de agora: 26%. Ou seja, naquele ano, assim como agora, foram eleitos 21 novos senadores. Com a eleição, o partido com maior bancada na Câmara ficou sendo o PMDB (89), seguido de PT (83) e PSDB (65). No Senado, o PFL lidera com 18 parlamentares, o PMDB tem 16, o PSDB tem 15 e PT, 11. O PSOL perdeu sua única representante, Heloísa Helena. O PRTB assumiu uma cadeira, com Fernando Collor de Mello.
Bancadas na Câmara:
PMDB - 89
PT - 83
PSDB - 65
PFL - 65
PP - 42
PSB - 27
PDT - 24
PL - 23
PTB - 22
PPS - 21
PV - 13
PC do B - 13
PSC - 9
PTC - 4
PSOL - 3
PMN - 3
Prona - 2
PHS - 2
PAN - 1
PRB - 1
PT do B - 1
Cláusura de Barreira
Nove dos 16 partidos que têm representação no Congresso não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira e podem perder representatividade em 2007. Legendas como o PPS, PV, PC do B, PSOL, PTB, PL, PSC, Prona e PTC não reuniram 5% dos votos nacionais e 2% dos votos em nove Estados nas eleições deste domingo e vão perder força e poder político no novo Congresso.

Em situação diferente estão: PT, PSDB, PFL, PMDB, PP, PDT e PSB.
Esses partidos ultrapassaram a cláusula de barreira. O PSB conseguiu atingir a meta ajudado por nomes como Ciro Gomes, eleito deputado federal com quase 667 mil votos, Márcio França, com 215 mil votos, e Luiza Erundina, que teve 195 mil votos.
Os partidos que não atingirem a cláusula de barreira não deixarão de existir. Mas serão impedidos de presidir comissões, não terão direito aos recursos do Fundo Partidário nem terão tempo de TV.
Escrito por Sinais de Fumaça às 16h11
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