Sinais de Fumaça
   dias 28, VIDA

Dias de transformação. Começa Julho e uma nova fase, com gosto de carne assada e farofa de ovo. Pra muita gente pode não parecer muito apetitoso, mas tem um gosto especial. Gosto da minha casa. tem gosto de vida, que agora não é só minha. Vida que dá cheiro ao quarto, a toalha, que dá o jeito porta fechada, a luz azul da TV as 5 da madrugada, as roupas no varal. Vida que agora se prepara acumular energia... até segunda... vida nova, sempre bem-vinda.



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h01
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   Odair

Para muitos ele é apenas o cantor das empregadas domésticas mas Odair José recebeu destaque no livro de Paulo César de Araújo, ' Eu não sou cachorro não" (se você não leu, leia!). Com seu discurso direto e sua poesia quase marginal, Odair José incomodou a censura militar na década de 70. Odair já foi chamado de o Bob Dylan da Central do Brasil e perseguido pelos censores por ter a coragem de cantar o amor da cama e não o amor de portão.

Fã de Roberto Carlos, Odair largou Goiânia, família, para morar no Rio de Janeiro, numa pensão da praça Tiradentes. Isso até o dinheiro acabar e ele ser obrigado a viver nas ruas, dormindo na praia, nas escadarias do Municipal, ou nos banheiros do Santos Dumont.

De tanto insistir conseguiu seu primeiro contrato com a gravadora, mas o primeiro sucesso só veio dois anos depois, exatamente quando estava sem contrato. "Vou Tirar Você Desse Lugar", era uma música de puta e por isso ninguém queria lança-lá. Vencido o boicote, sem divulgação, o compacto vendeu mais de 80 mil cópias.

Durante duas décadas, o repórter da vida ficou calado. Suas crônicas eram bregas e não tinham espaço no discurso de um novo Brasil que nascia. Odair era um roqueiro de carterinha em Goiânia, um interprete famoso na capital de Goiás e seu primeiro conjunto se apresentou como banda de abertura em um Show do Rei em 1967. O rei, ao lado de Peter Frampton, é a maior referência de Odair que se define como observador e não como compositor.

E este observador teve a coragem de falar sem metáforas sobre sexo "Em Qualquer Lugar', drogas, "Viagem'', homossexualidade, ''Forma de Sentir' e religião ''Cristo, Quem É Você?''. Isso tudo exposto sem máscaras, sem retoques, sem disfarces, direto e ameaçador como um corte de navalha na cara da classe média adormecida sob fardas verde-oliva.

E Odair ainda ousou mais. ''Pare de Tomar a Pílula" chegou a ser proibida por algum tempo, por contrariar o governo. O regime militar patrocinava a entidade Bemfam, que desenvolvia campanha de controle de natalidade nas famílias de baixa renda, e se empenhava na farta distribuição de anticoncepcionais. Sem se preocupar com a censura, Odair desobedeceu à proibição em shows, a pedido do público, e foi parar na delegacia. No meio do caos gravou uma opera-rock, "O Filho de José e Maria" e chegou a ser parceiro de Caetano Veloso.

E a poesia esquecida nos distantes 70 está de volta no delicioso tributo Vou Tirar Você Desse Lugar. São 18 faixase as minhas preferidas são: "Vou tirar você desse lugar" com Paulo Miklos, Suzana Flag em "Vida que não pára", Pato Fu na encantadora "Uma lágrima", Mombojó em "Ela voltou diferente" e Mundo Livre S/A na lisérgica "Deixa essa vergonha de lado".

Se existe vida inteligente nas FMs do país, várias destas composições estariam na programação. Infelizmente a rádio é um tédio terrível, sem o mínimo de criatividade e as músicas realmente legais ficam presas em pequenos grupos de discussão. Liberdade a vida inteligente e ao belo discurso de Odair José.



Escrito por Sinais de Fumaça às 15h10
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   Majestade

O pequeno Príncipe estava a frente de seu tempo. Ronnie Von ganhou este apelido da "gracinha" Hebe Carvalho. Até 1967, Ronnie rivalizava com o Rei em seu Programa de Televisão. Mas o Príncipe estava a frente de seu tempo. O conjunto de apoio de "o Pequeno Mundo de Ronnie Von' era os Mutantes. Foi Ronnie quem sugeriu a Arnaldo e Rita o nome "Mutantes". Nos domingos, os meninos da Pompéia se divertiam tocando Beatles com o Príncipe.

Ronnie é de família nobre com pai diplomata. Cursou a Escola Preparatória de Cadetes do Ar de Barbacena. Abandonou a carreira militar para cursar economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem com hobbies aviões e carros, e tinha longos cabelos e fama de cantor romântico até 1968.

O ano que transformou o mundo, transformou também Ronnie Von. Nada de 'Meu Bem" e "A Praça". Em 68 Ronnie lançou a sua primeira obra prima de uma trilogia que ficaria perdida na história (mas que pode ser recuperada na Internet ou se você está disposto a gastar 200 reais em um bom sevo).

A fase psicodélica do Príncipe começa com um disco que leva seu nome e traz Ronnie de peito nu, entre traços e desenhos, que joga por terra a cara de bom moço e o bom comportamento daqueles meticulosos cabelos longos. Em Ronnie Von encontram faixas como "Anarquia", "Silvia 20 horas domingo", "Espelhos quebrados", "Tristeza num dia alegre", "Canto de despedida" e traços de Revolver, Sgt Peppers, The Who e até Frank Zappa. Uma ruptura brusca, um corte seco e profundo para quem esperava um caminho mais tranquilo, como o que o Rei Roberto escreveu.

Mutantes, baianos antigos e Ronnie Von se influenciavam. A troca de idéias era intensa. Ronnie sempre buscou referências e influências que saíam do normal. Em 68, o Brasil era um país fechado, o Rock era marginalizado, não tinha valor musical. As guitarras foram condenadas em passeatas públicas e no meio de Atos Institucionais, Ditadura Militar e uma MPB fechada e careta, um disco com tamanha atualidade e tão ligado as ruas de Londres não poderia ser bem aceito.

Sem vender quase nada e causando pânico entre os fans, em 1969 é a vez do álbum A Misteriosa Luta do Reino do Parassempre Contra o Império do Nuncamais. Mais algumas pérolas para o nosso canceioneiro, mas radicalidade, mais versátil e coisas geniais como "De como meu herói Flash Gordon irá levar-me de volta a Afa Centauro" e " Por quem sonha Ana Maria". Mais da revolução do mundo estava marcada neste disco. Hendrix, Zappa, Steve Wonder, mesmo com a explosão da Tropicália e com a absorvição estética proposta pelos baianos, o Brasil não estava preparado para isso.

Mas Ronnie estava convencido que poderia continuar compondo em alto nível, mesmo que os resultados comerciais não fossem os desejáveis. Em 1970 é a vez do disco "Máquina Voadora", com a empolgante e psicodéica música que dá título ao disco, além de "Continentes e Civilizações", "O Verão nos Chama" e a deliciosa "Viva o chopp escuro".

Uma nova década estava surgindo. O quarteto de Liverpool não existia mais. As guitarras não eram mais o símbolo diabólico que iria destrir a sagrada MPB. Elis estva a beira de gravar Gal. Os bainos estavam em Londres, os Mutantes caminhavam para o Progressívo e a fase mais criativa de Ronnie Von se perdeu na queda de braço com a gravadora, que exigia discos comerciais, hits radiofôncios e algo que a grande massa, presa sob o domínio de Medice.

Ronnie nunca mais gravou o que quis, nunca mais entrou em um estúdio com o tesão e a liberdade que entrou neste três discos. Hoje ele é mais conhecido como o cantor de "A Praça" ou como apresentador de "Todo Seu" na Tv Gazeta de SP, mas estas três obras primas estão a disposição nos Emules da vida, prontas para serem baixadas e queimadas, pronta para invadir os i-pods do planeta. Ouça! Ouça Alto! Ouça Muito!



Escrito por Sinais de Fumaça às 14h18
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ONTEM ELE FEZ 64. COMO ELE CANTOU NO "PEPPERS". TRANSCREVO A MATÉRIA DO NY TIMES MOSTRANDO A IMPORTÂNCIA DESTE RAPAZ.

64 coisas que você deveria saber sobre Paul McCartney

Sessenta e quatro devia parecer uma eternidade aos 16 anos. Essa foi a idade com que Paul McCartney compôs, segundo ele mesmo, "When I'm Sixty-Four" ("Quando eu tiver 64", em português), que apareceu no álbum dos Beatles "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", de 1967. Hoje o ícone do rock faz 64 anos e certamente não precisa se preocupar
em perder o cabelo, se alguém vai alimentá-lo, precisar dele ou lhe mandar um cartão de aniversário.

Mas foi uma estrada longa e sinuosa desde que ele era um garoto em
Liverpool, e imaginamos que ainda há coisas que muita gente não sabe sobre sua carreira. Por isso aqui vão 64 coisas que você pode ou não saber sobre a lenda.

E, por falar nisso, Feliz Aniversário, Paul.

1. Antes de serem famosos, os Beatles apresentaram "When I'm Sixty-Four" em clubes durante brigas de freqüentadores e blecautes.

2. Para satisfazer o pedido de Paul de "soar mais jovem e ser um adolescente de novo", o produtor George Martin acelerou os vocais em "Sixty-Four" quando foi gravada.

3. Um dos mitos mais famosos do rock: que McCartney morreu em um acidente de carro em 1966 e foi substituído pelo sósia Billy Shears.

4. Com o nome de Paul Ramon, ele tocou bateria e cantou harmonias na faixa "My Dark Hour" do álbum "Brave New World" da Steve Miller Band em 1969.

5. Indiretamente, ele deu nome aos Ramones. Antes da fama dos Beatles, McCartney usou o nome de Paul Ramon -- uma brincadeira do rock que inspirou os Ramones a acrescentar um "e" e abandonar o quarto acorde.

6. Mais Ramones: "Haven't We Met Somewhere Before?", composta por Paul para o filme "Heaven Can Wait" mas rejeitada, foi usada como número de abertura de "Rock 'n' Roll High School" -- apresentado pelos Ramones.

7. Ele participou do single de lançamento mais rápido da história, quando sua apresentação em 2 de julho de 2005 de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" com o U2 no Live 8 foi lançada 45 minutos depois.

8. "Ebony and Ivory", cantada por Paul e Stevie Wonder, foi votada a décima pior canção de todos os tempos pela revista "Blender" alguns anos atrás. Bem, nem todas podem ser "Eleanor Rigby", certo?

9. Até seus sapatos velhos valem uma fortuna -- um par de mocassins usado por Paul alcançou recentemente mais de US$ 3,5 mil em um leilão.

10. Lê coisas sobre si mesmo e fica louco. Meia dúzia de mensagens recentes de Paul em seu site (paulmccartney.com) reclamam de matérias em tablóides sobre seu rompimento com Heather.

11. Contratou dois sujeitos com sobrenomes parecidos para diferentes formações dos Wings -- os guitarristas Henry McCullough e (o falecido) Jimmy McCulloch. Facilita muito a apresentação da banda no palco.

12. Já gostou tanto de maconha que passou dez dias preso no Japão em 1980 depois de ser pego com 250 gramas para uso pessoal em Tóquio, e depois foi deportado. Diz que a canção "Got to Get You Into My Life" fala diretamente sobre o assunto.

13. Fez um grande esforço para criar filhos normais. Ele e Linda criaram seus filhos -- James, Stella, Mary e Heather (filha do primeiro casamento de Linda) -- em casas isoladas no sul da Inglaterra e na Escócia.

14. Transformou o baixo elétrico Hofner em forma de violino num ícone do
rock -- e tornou chique tocar com a mão esquerda. Mas ele quis tocar
guitarra nos Beatles e teve de tocar guitarra solo na canção "Taxman" de
George Harrison.

15. Tentou inverter a ordem dos créditos nas famosas canções de
"Lennon/McCartney" alguns anos atrás, mas houve uma enorme revolta dos fãs dos Beatles.

16. Cantou "backup" em "Mellow Yellow", de Donovan.

17. Foi proibido pela BBC em 1972 pelo single político "Give Ireland Back to the Irish", depois parodiado pela National Lampoon.

18. É dono do baixo que pertenceu ao baixista de Elvis Presley, Bill Black.

19. Ajudou a financiar a livraria/galeria Indica em Londres, onde John e
Yoko se conheceram em 1966.

20. Chamou a visita que fez a Elvis Presley em 1965, em que ele e seus amigos tocaram canções de Chuck Berry com o Rei, "um dos maiores momentos de minha vida".

21. Originalmente compôs os primeiros dois versos de "I Saw Her Standing There" como "She was just 17 / Never been a beauty queen". Quando a cantou para John, ambos acharam o segundo verso "bobo". Finalmente chegaram a "you know what I mean" -- ousado, com insinuação sexual.

22. Quando toca alguns de seus antigos sucessos dos Beatles nos EUA, os royalties vão para Michael Jackson, que comprou os direitos de publicação por US$ 47,5 milhões em 1985.

23. O apelido de Paul é Macca.

24. Uma de suas piores canções resultou em uma das piores versões "cover" da história -- "Live and Let Die", massacrada pelos Guns N' Roses.

25. No final dos anos 60, Paul, Linda, os filhos e seu cão sheepdog, Martha, passeavam pelo Regents Park em Londres sem guarda-costas.



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h37
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26. O cachorro da família foi a inspiração para "Martha, My Dear", do "Álbum Branco" dos Beatles.

27. É citado no Livro dos Recordes Guinness como o compositor de maior sucesso na história da música popular.

28. Tem o recorde de 29 singles em primeiro lugar nos EUA, 20 com os Beatles, o restante com os Wings e como artista solo.

29. Compôs ou participou da composição de mais de 50 sucessos entre os Top 10.

30. Na verdade Paul é seu nome do meio. Nasceu James Paul McCartney.

31. Seu primeiro instrumento foi trompete, mas desistiu quando percebeu que não conseguia cantar e tocar ao mesmo tempo.

32. Conheceu John Lennon em um piquenique de igreja em 6 de julho de 1957.

33. O título provisório de uma de suas canções favoritas, "Yesterday", era "Scrambled Eggs". (Ele tinha escrito só a melodia, que lhe apareceu num sonho.)

34. "Yesterday" é uma das canções mais interpretadas de todos os tempos, com mais de 3 mil versões.

35. Foi o primeiro Beatle a gravar um projeto fora do grupo, compondo com George Martin uma trilha sonora para o longa-metragem de 1966 "The Family Way", estrelado por Hayley Mills.

36. No final dos anos 80, compôs com Elvis Costello; a mais conhecida é "Veronica".

37. Tornou-se vegetariano e ativista pelos direitos dos animais com a esposa Linda depois de ver carneiros saltando num campo enquanto eles comiam um prato de carneiro.

38. Foi ordenado cavaleiro em 1997 pela rainha Elizabeth 2ª.

39. Fez sua primeira tentativa de música clássica em 1991, colaborando com Carl Davis para compor o quase autobiográfico "Liverpool Oratorio".

40. É pintor, e expôs pela primeira vez na Alemanha em 1997.

41. Publicou um livro para crianças em outubro de 2005, intitulado "High in the Clouds: An Urban Furry Tail".

42. Em 1967 produziu a canção "I'm the Urban Spaceman" da Bonzo Dog Doo-Dah Band, sob o crédito de "Apollo C. Vermouth".

43. Apresentou-se para a maior platéia em estádio da história, quando 184 mil pessoas pagaram para vê-lo no Rio de Janeiro em abril de 1990.

44. Até 2005-06, era considerado o astro do rock mais rico do mundo, com uma fortuna pessoal estimada em mais de US$ 1 bilhão.

45. Foi indicado para prêmios Oscar pelas canções-título dos filmes "Vanilla Sky" e "Live and Let Die".

46. Diz que nunca leu partituras; compõe e toca de ouvido.

47. Nasceu uma estrela quando, por recomendação de Paul, Jimi Hendrix foi levado à Califórnia para uma participação que roubou o show no Festival Monterey Pop de 1967, transformando Hendrix numa sensação imediata. Jimi retribuiu o favor tocando "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" no festival da ilha de Wight em 1970, a penúltima apresentação de Hendrix.

48. Compôs "Hey Jude" pensando no filho de Lennon, Julian. A frase original era "Hey Jules".

49. Foi a primeira pessoa a receber, em 1992, o Polar Music Award sueco, um prêmio Nobel da música.

50. Em 1995, Paul e Linda gravaram um episódio de "Os Simpsons", tocando enquanto ajudam Lisa Simpson a se converter ao vegetarianismo.



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h37
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   PAUL AOS 64

51. Tocou violão para acompanhar uma leitura de poesia do velho amigo Allen Ginsberg no Royal Albert Hall, em Londres.

52. Transmitiu o primeiro concerto ao espaço, quando a equipe da Estação Espacial Internacional, 350 quilômetros acima da Terra, escutou um despertar musical ao vivo de Paul em 12 de novembro passado.

53. Posou nu, mas na sombra, no banheiro de sua casa para um cartaz que acompanha a edição do "Álbum Branco".

54. O mais evocativo comentário pós-Beatles: a foto da capa na estréia de Paul solo em 1970, "McCartney", mostra uma tigela vazia cercada de cerejas.

55. Contratou o legendário pianista r&b de Nova Orleans Professor Longhair para tocar em uma festa no navio Queen Mary em 1975, resultando em uma das melhores gravações ao vivo de Fess.

56. É dono de um dos discos mais caros do mundo, a primeira edição de "That'll Be the Day", de Buddy Holly, gravado em 1958 pelos Quarry Men, formados por McCartney, Lennon, Harrison, Colin Hanton e John Duff Lowe. Dizem que vale mais de US$ 180 mil.

57. Detém os direitos autorais da maioria das canções de Holly.

58. Sua companhia de publicação de música, a MPL Communications, também detém os direitos de outros importantes compositores, como Jerry Herman, Frank Loesser, Meredith Willson e Harold Arlen.

59. Às vezes janta no Good Earth em Studio City, possui uma mansão em Pasadena e gravou seu último disco, "Chaos and Creation in the Backyard", no Sunset Boulevard.

60. A estréia da coleção de moda de sua filha Stella ocorreu em Londres em 1995 com uma nova canção de Paul, "Stella May", como parte da trilha do desfile.

61. A canção "Silver Heels", de Fleetwood Mac, tem um verso sobre querer "cantar como Paul McCartney".

62. "Helter Skelter", do "Álbum Branco", foi a tentativa de Paul de superar Pete Townshend, do Who. A canção era na verdade sobre um passeio num parque de diversões no Reino Unido, um fato que enlouqueceu Charles Manson.

63. Inspirado pela glasnost em 1988, ele gravou um disco de velhos temas de rock para um selo soviético, traduzido mais ou menos como "Back in the USSR".

64. Ele era o Walrus (leão-marinho), segundo Lennon em "Glass Onion", e apesar de alguns acharem que (desculpe a brincadeira) está meio velhusco, Paul continua aí fazendo música. Portanto, sua vida não é só sobre "yesterday".

The Beatles - When I'm Sixty-Four
by Lennon e McCartney

When I get older losing my hair,
Many years from now.
Will you still be sending me a Valentine.
Birthday greetings bottle of wine.
If I'd been out till quarter to three.
Would you lock the door.
Will you still need me, will you still feed me,
When i'm sixty-four.
You'll be older too,
And if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy, mending a fuse
When your lights ha ve gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday morning go for a ride,
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more.
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four.
Every summer we can rent a cottage,
In the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera Chuck&Dave
Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view
Indicate precisely what you mean to say
Your's sincerely wasting away
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h37
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   Pelo Mundo

Radiohead mostram músicas novas em NY. Los Hermanos tocam Anna Júlia duas vezes em uma semana no Rio. E o Ronaldo continua a engordar na Alemanha. Robinho neles!!!

Escrito por Sinais de Fumaça às 13h24
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   6 estrelas

1- Mão de quiabo

2- Velho

3- Maluco

4- Nunca Jogou nada

6- Deveria estar aposentado

5- Só dá Botinada

8- É crente, bom ooço demais

10- Nunca jogou bem na Seleção

11- Quem? Um morto!

9- Gordo! Baleia!!

7 - Bonde, grosso demais.

técnico: Pé de Uva.

E ainda assim: EU ACEREDITO NO HEXA!!!



Escrito por Sinais de Fumaça às 16h00
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   03/06/2006

Como passou rápido. Quando olhei já forma 6 meses. Assim, num piscar de olhos. Entre abrir os olhos e dormir, entre cafés da manhã e jantares, entre trocas de lençóis e toalhas, problemas de encanamento da vizinha e compras de supermercados, entre separações forçadas e dias de abraços na cama, foi passando este tempo, rápido, ligeiro, sem deixar tempo pra gente pensar.

E num pulo, num tropeço do tempo, você se surpreende. Lembro do dia e principalmente da emoção ao desligar o carro e olhar para o alto. Não para o Cristo, mas para a varanda ao lado da Igreja onde vestidos coloridos e fraques esperavam entre conversas, choros, copos d´água e fotos.

Deixei propositadamente minha mãe e meu pai descerem na frente e fiquei mais uns segundos sozinho, no interior do carro, pensando no que viria depois. Segundos que pareceram uma eternidade. E agora esta eternidade que está parecendo passar em segundos e este tempo que voa está sendo muito mais fácil, muito mais tranquilo e muito melhor do que eu poderia imaginar. E o melhor de tudo, por mais rápido que passe, por mais cotidiano que fique, o sorriso é cada vez mais lindo e me deixa cada dia mais feliz.



Escrito por Sinais de Fumaça às 17h29
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