Sinais de Fumaça
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Primeiro os caras fizeram o delicioso "Soft Bulletin". Depois veio 'Yoshimi Battles The Pink Robots". Agora acabei de baixar "At War With The Mystics". O que parecia impossível aconteceu. O trio Wayne Coyne, Steve Drozd e Michael Ivins fizeram a terceira obra prima seguida. Nos dias de hoje parece inacreditável um grupo compor três discos como estes. Três belas obras seguidas. tão rica em detalhes. Cheia de sons e ruídos que formam belas músicas, daquelas que você ouve por horas e horas sem cansar. Daquelas que você vai descobrindo detalhe por detalhe. Por mais estranho que possa parecer, a santíssima trindade dos Lips está me acompanhando nas horas de esteiras. Em novembro, no Rio, uma apresentação quase intimista com pouca gente, do lado do palco, os caras superaram a péssima equalização e fizeram um belo show. Sesis meses depois, nasce mais um belo CD, um daqueles que vão estar na lista dos melhores de 2006. Um daquels que você vai colocar para tocar daqui 10 anos e ficar surpreso mais uma vez.Se você gosta de música invista no décimo segundo álbum do Flaming Lips.



Escrito por Sinais de Fumaça às 11h38
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   Hamburger

A segunda se transformou em sexta e a noite em fim de semana, de pé, na cozinha.



Escrito por Sinais de Fumaça às 14h05
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   Ensaio em G

Agachado deixou as lágrimas saírem, quem deveria estar ao lado não estava. Vazio deixou a porta se fechar e se despediu em silêncio. Um tempo depois, não sabe precisar quanto, ele tinha a mão que precisava. Mesmo assim tudo ficou frio e cinza.

Lá fora existe o sol, mas não o calor. Ligaram o ar no máximo e, agasalhado, ele vê o mundo passar pela janela. Explosões do ódio do nada, são erupções, cortam a pele e rompem o silêncio. Um belo solo de Bryan May é interrompido.

Porque Queen? Paraceu apropriado. Nada parece simples, cada hora que passa tudo em que toca fica mais complicado. Só o tempo vai revelar se o calor vai voltar àquela mão. Por enquanto apenas o dedilhado nas 3 cordas cordas, soltas, sem posição. Mi, Si, Sol... Sol, Si, Mi... preciso como o andar de um relógio. Longo como a marchas dos pinguins.

Frio como o coração, como o teclado de Rick Walkman, como um longo Lp do Yes. Fria como a sala vazia. Como o vidro da janela.

E do outro lado do vidro, do outro lado da rua, do outro lado da vida, no vaso quebrado abandonado na calçada, um pedido de bom dia nas flores insistem em nascer.



Escrito por Sinais de Fumaça às 14h00
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   Pierrobons

Da dor da despedida fica a sensação de que foi melhor assim. Do tobogã de emoções de domingo fica a certeza que eu tenho uma família única. Linda a História que escrevemos nestes anos. Linda a História que escrevemos durante tanto tempo. No meu caso há 34 anos... Do fundo da minha tristeza fica a certeza que criamos algo especial que nos liga, que nos faz crescer. Sempre juntos! Que faz com que cada vitória pessoal seja de todos que que nossas perdas, por mais dolorosas que possam parecer, serão sempre diluídas. No meio das lágrimas, dos olhos encharcados, abraços e ombros sempre dispostos para confortar. Domingo, a minha dor não foi só minha, mas de todos. E estávamos todos lá, de mãos dadas, orando, pedindo, se despedindo, cada um de um jeito, cada um da sua maneira, cada um com a sua dor e as suas emoções, mas todos juntos, unidos. Família é mais que um sobrenome comum, é mais que o mesmo sangue, no nosso caso, família é ser irmão de todos os primos e filhos de todos os tios. No nosso caso, é crescer no meio de uma casa de um quarto durante vários verões, criando com cheiro de maresia e com o sabor de uma pele salgada uma energia que só existe entre nós, que só existe quando estamos juntos, seja em festas ou velórios, seja para celebrar a vida ou para chorar a morte. Crescemos juntos, e quando digo isso incluo os que com nós estiveram (Marcão, Márcio, Murilo...) irmãos de sangue como todos nós Somos primos e tios que levamos na nossa alma uma marca única. A marca de sermos apaixonados pela nossa vida, pela nossa história, por esta família.

Minha madrinha, minha tia, uma das minhas muitas mães deixou o nosso convívio no domingo. No Dia das mães! Nos deixou todos órfãos. Levou minhas palavras, minhas lágrimas e um pouco da minha alegria. Me deixou as lindas lembranças que guardo no meu coração. As imagens destes 34 anos de um sorriso que sempre esteve lá, forte, presente, por mais duro que fosse obstáculo. Domingo, o mundo se tornou um lugar pior. Domingo o mundo perdeu um dos seus anjos e nós ganhamos um contato direto com Deus. Um anjo que nos fez companhia em vida, e que agora, lá de cima, nos protege e olha por seus muitos irmãos e filhos. Dos belos olhos, do sorriso puro, da força de uma guerreira, das brincadeiras e alegrias, ficam a lembrança, as marcas na alma e o privilégio que Deus nos deu de viver ao seu lado.

Mas esta história não acaba aqui. Ela continua em cada um de nós. Em cada pedaço que carregamos dela na nossa alma, no nosso coração. Esta história vive no Pepito, na Ju, na Carol, nos filhos, netos, bisnetos delas... esta história vive nas nossas futuras gerações. O que construímos, o que conseguimos até hoje não é simples, embora pareça fácil e tranquilo, é único e cabe a nós, cada dia mais, trabalhar e cuidar para tentar manter esta união. Esta força que nos faz ser um pouco de todos em nós mesmos. temos que lembrar que teremos sempre a Solange em nós e que temos, cada vez mais estar unidos. Não importa a distância que estamos, o quanto o nosso dia a dia seja movimentado, o quanto o nosso tempo fique curto e nossa vida agitada. Somos fortes e unidos e esta é a maior conquista de nossas vidas. Amo todos meus irmãos, irmãs, paes e mães. Amo ser parte desta família. Amo ser um ter vocês comigo e amo estar com vocês. No sábado estaremos juntos mais uma vez para matar a saudade, para chorar e sorrir, para encher a cara, dançar, gritar, comemorar e princincipamente para provar, mais uma vez, da sensação única de ser uma família. A nossa família!



Escrito por Sinais de Fumaça às 15h19
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   Fome faz evoluir

O Boletim médico de Anthony "Big Mac" Garotinho diz que o nobre político está: LÚCIDO E CONSCIENTE. Seria efeito da fome? Sinais de fumaça apoia esta Greve de Fome até o seu final. E não vale esconder Oreo no aquário do PMDB.



Escrito por Sinais de Fumaça às 11h19
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   Ao mestre com carinho

Como em toda aula eu tenho que me preparar. A classe é pequena mas a turma tem um grande potencial, é muito curiosa bem homogênea. É engraçado, recursos audiovisuais e muito material de pesquisa... são mais de 1200 obras e quase 10 mil verbetes prontos para serem utilizados. Tem horas que algumas coisas fogem da mente, tem horas que alguns dados escapam entre os dedos, mas nada que depois de uma breve re-estudada eu não volte a lembrar. E história por história, um universo mágico vai se compondo. A turma ainda tem que se adaptar aos métodos e principalmente mergulhar de cabeça na bibliografia, mas tenho certeza que o resultado final vai ser maravilhoso. O único problema é me apaixonar ainda mais pelas alunas.



Escrito por Sinais de Fumaça às 15h05
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   Voltando a respirar

Os nacionais pelo menos. Por sessão e em ordem. Não cromática mas de preferência. Caótica, mas perfeitamente gravada na minha cabeça. Minhas pequenas bolachas, aos poucos, vão deixando o caos natural e assumindo a minha ordem deliciosamente caótica.



Escrito por Sinais de Fumaça às 11h24
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