| |
Tio Jabor
Os filmes de Jabor resistiram ao século XXI? Sinceramente não sei. Eu acho Jabor um chato. Chato demais. Há duas semanas, o mestre do cinema e do comentário político escreveu sobre Sin City. Jabor adora frases de efeito. Declarações bombásticas, chama Rodrigues de peão de Tarantino, chama a estética do filme de lixo, mete o pau na tecnologia e no emprego da técnica nos filmes de Hollywood, chama Sin City de obra contra a Natureza Humana.
Jabor abre seu artigo com suas famosas frade de efeito: "Ninguém tem coragem de condenar um filme desses por medo de ser chamado de censor". Ninguém, apenas ele, nosso senhor mestre cultural, o homem que tudo vê, que tudo lê, que tudo filmou. Ele se coloca acima de nós, que não criticamos o filme porque temos medo de parecer caretas, chatos, censores, burros, estas coisa. Jabor não" Jabor tem culhões para falar mal de filmes como estes. O homem do contra. Se você não concorda com ele, você tem MEDO e não entendeu nada. Você está perdido no disfarce de arte cult, no desfile do glamour dos esquartejamentos, a beleza punk-pop da tortura e até do canibalismo. A anti Natureza-Humana.
E isso nasce da paranóia americana pós 11 de setembro, de um povo que se excita com a própria extinção e com o sangue jorrando pelos negativos. Se bem que agora é pelos bytes. Arnaldo Jabor diz que essa gente está cada dia mais louca, fazendo filmes que mostram que Hiroshima ou Iraque não têm nada de chocante no imaginário americano médio. Sem falar no desejo de autodestruição que os filmes-catástrofes exibem, inspirando até como sabemos o Osama.
A tese é perfeita. Ele vai defender durante todo artigo. Vai falar que os espectadores mudaram nesses anos todos. Que aos poucos, foram "domesticados por convenções de linguagem, de ritmos, pela aceitação de crimes banalizados, pelo amor a uma superficialidade que se diz profundavai condenar a pós-modernidade". PAra ele, o filme é um videogame ao contrário, que programa o jogador.
E ele segue combatendo a pós modernidade, os críticos com sua missão didática, seletiva, de analisar os filmes pela trama da cultura, da história do cinema Recorda com saudosismo de André Bazin, de Truffaut crítico, de Pauline Kael, Paulo Emilio, Moniz Vianna, Ely... e clama Fellini, Bergman, Antonioni, Welles, que vchama de "cinema realmente independente". Aquilo era a Era da Inocência.Eel finaliza profético: "A violência cresce nas telas e nas ruas do Ocidente. Essa gente ainda vai acabar com o mundo".
Profecia e crítica que poderia ser resumida no pensamento simples que Jabor ficou velho demais para admirar as novas formas. Que Jabor é chato demais para gostar de alguma coisa que possa ser classificado de pop. Mas o que eu vejo é a necessidade da Geração passada gritar contra a geração presente, principalmente aquela que caminha contra a corrente estabelecida. Sempre fiquei incomodado com os músicos brasileiros que beijam a mão da geração passada para validar suas obras. Aqui o efeito é o oposto. A geração passada grita contra uma nova estética para não ser esquecida. A geração passada berra contra os "belos intestinos saindo pelos buracos do ventre em contraluz!'' para dar luz à sua criação. Para mostrar a luz os peitinhos da e Fernanda Torres.
Não discordo do Jabor porque sou amante cult de Frank Miller. Não discordo do Jabor porque acho que a estética digital é a evolução do cinema. Não discordo do Jabor porque não acho Roberto Rodriguez um mexicano medíocre peão de Tarantino. Não discordo de Jabor porque não me senti ofendido pelo retrato da anti Natureza Humana. Acho que Jabor tem todo direito de odiar este filme, a estética pós moderna, o cinema digital, a violência, todas estas coisa, só discordo, principalmente, da postura que o que é bom já foi feito, que o passado era dourado e o presente é merda e principalmente da frase: "Ninguém tem coragem de condenar um filme desses por medo de ser chamado de censor". Esta postura de Arnaldo Jabor é o que desclassifica todo seu artigo. Nós covardes devemos nos render a Luz deste bravo Deus. Ainda bem que sou ateu.
Última Sin City é do caralho!
Escrito por Sinais de Fumaça às 12h56
[]
[link]
|
|
| |
Do céu a gente se vê
Quando Gagarin viu a Terra do espaço ele disse que ela era azul. As primeira s imagens da corrida especial eram em preto e branco. Quando os ônibus especiais passaram a circular o planeta e o homem voou sozinho pelo espaço, a Terra já era nítida e colorida nos monitores de TVs. Mas agora a Terra está mais que nítida, ela está nua e ao alcance do mouse graças ao Google Earth. Um programa que mostra qualquer ponto do planeta, em imagens via satélite.
Uma brincadeira de criança, que consome horas e horas do meu dia. Passear pelo planeta, de um satélite, e ver o quintal da sua casa, o colégio que você estudou, a rua onde você mora é impressionante. Se você andar pela Europa, que tem todas as suas cidades marcadas por GPS, você consegue saber o nome de cada rua.
Se for aos Estados Unidos, além disso, você pode ver os prédios se formando e passear pela 5ª avenida tranquilamente. Tá com fome? Marque a opção Dining e veja todos os restaurantes da área. Seu problema é encontrar um hotel? QUe tal a opção Beds. E ainda tem opção para Igrejas, estádios, bancos, bares, locadoras, cinemas. A maioria das opções funciona apenas nos Estados Unidos, mas é divertido para caramba.
O único problema é que dá medo. Se a gente consegue ver o mundo assim, imagina os militares americanos. O engraçado é que mesmo assim, com esta tecnologia, o Bin Laden continua passeando por ai. E agora, nada de banho de sol pelado na laje. O mundo com certeza vai agradecer.
Escrito por Sinais de Fumaça às 11h46
[]
[link]
|
|
| |
Aos gritos
Ninguém sabe gritar como Dave Grohl. Se você discorda compre o novo disco do Foo Fighters "In Your Honor". Dividido em dois, o Cd duplo tem um lado calmo e um lado elétrico. O lado calmo é o que vai chamar a atenção das pessoas, é a nova cara da banda, com boas participações de Norah Jones em "Virginia Moon" e John Paul Jones, ex-baixista do Led Zeppelin, ao piano em "Miracle. Mas é o primeiro disco que me faz aumentar o volume do rádio no máximo. Elétrico, pesado e berrado. São 11 faias com uma banda mostrando muito apetite e fôlego. Se você gosta de rock simples, direto e berrado, compre e ouça no talo. Nada é mais gostoso que poder gritar acompanhando um Cd. Ouça alto e esqueça que você tem vizinhos.
Escrito por Sinais de Fumaça às 10h26
[]
[link]
|
|
| |
De volta esperando 4 meses
Quatro meses e meu estado civil vai mudar. Daqui 4 meses passo a ser um homem casado. Daqui a quatro meses passo a viver num apartamento que é meu, que está no meu nome e da Pepa. Daqui a quatro meses passo a dormir com ela todo dia, passo a conviver com o peso da sua cabeça no meu ombro todo dia e isso tem me deixado muito feliz.
Claro que rola um frio na barriga, claro que são milhões de detalhes sendo vencidos e ainda um monte a vencer. Mas todo dia que entro pela porta do 205 e vejo um velho apartamento cheio de velhas histórias, se transformando um novo apartamento, escrevendo a nossa nova história. Ma história que, por enquanto, vai nascendo em caixas, azulejos, pisos, canos, cheiro de poeira e muita felicidade.
Faltam 4 meses, mas daqui a pouco está ai. Eu chegue logo e que marque a continuação de uma história feliz.
Escrito por Sinais de Fumaça às 10h45
[]
[link]
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|