Sinais de Fumaça
  

Socorro!



Escrito por Sinais de Fumaça às 11h54
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   De volta

Escrevo este pequeno texto ouvindo Fred 04 recitar. Mundo Livre continua sendo fonte de inspiração. E é exatamente de inspiração que eu vou precisar para esta nova fase de vida. Voltei ao banco escolar, voltei a frequentar o meio acadêmico. Pós em Sociologia Política e Cultural. Textos, textos e textos. Discussões cabeças e teorias acadêmicas. Análise do Brasil atual e base para a formação de um pensamento mais crítico e fundamentado.

É estranho voltar ao banco de uma universidade depois de 9 anos. É estranho passear por um campus e ver gente muito nova circulando. Mais estranho é estar em outro estado, em outro ambiente e, olhar para o lado, não ver nenhum amigo. Durante este ano vou travar um diálogo com Habermas, Arturo Escobar, Roberto da Mata, Roberto Schwarcz, entre outros. Espero ter tempo para aproveitar este diálogo. Espero ter tempo para encontrar uma casa, começar uma nova vida e me formar. Disposição não vai faltar.



Escrito por Sinais de Fumaça às 11h14
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   Um pouquinho de música e pirações

Desculpem o sumiço. Foram dias muito agitados onde aprendi um pouco mais sobre como os seres humanos podem ser desprezíveis e escrotos. Lembrei das minhas aulas de ética na faculdade e pensei como, as vezes, algumas pessoas precisam, mais do que aulas. Se por um lado descobri que vamos continuar travando um duelo com a escrotidão, por outro, descobri que vou ter uma nova família incrível, com os valores que admiro e que vou ter muito orgulho de fazer parte.

Mas o que me levou a voltar a escrever não foi a má natureza humana, até porque, aprendi em minha vida, que existem pessoas honestas e confiáveis. O que me levou a escrever foi a capa do "Segundo Caderno" de "O Globo": "O disco mais caro produzido". A matéria conta a saga de "Chinese Democracy", o disco do Guns que está sendo gravado desde 1993.

Lembro do primeiro disco do Guns, na época era disco, "Appetite for Destruction". Veja o set list: Welcome To The Jungle, It´S So Easy, Nightrain, Out Ta Get Me, Mr. Brownstone, Paradise City, My Michelle, Think About You, Sweet Child O´Mine, You´Re Crazy, Anything Goes e Rocket Queen. Pelo menos 6 super hits do final de 80 começo dos noventa. Um dos álbuns de estréia mais impressionantes da história do rock.

Assisti a dois show o Guns. Um no auge, em 1991, no Rock in Rio 2, e outro, dez anos depois, na terceira edição do mesmo festival. O primeiro show mostrou uma mega banda, tocando cada vez mais alto e forte. Axel teve a missão de superar a fantástica apresentação do "Faith No More". Se não conseguiu, empatou. Slash estava inspirado nos solos e riffs e a banda estava tocando compacta e segura. A segunda teve o fgosto de passado. Axel careca e gordo, uma banda montada as pressas mas com tesão de fazer um puta show. E fizeram. Pena que Axel se perdeu em sua egotrip e não produziu nada de revelante em mais de dez anos. PAra quem gosta de Hard Blues bem tocado o Guns faz falta.

Jackson

Ele se tornou o comedor de criançinhas Ele pirou, ficou branco, fugiu para a Terra do Nunca, precisa de uma camisa de força urgente. Michael Jackson é hoje um cara destruído pela má formação familiar, pelo mundo do showbizz. Pela grana, pelo poder, pelo complexo de rejeição. Se eu fosse pai jamais deixaria meu filho chegar perto daquele cara cinza musgo, mas tem gente que deixa.

Mas não é de pedofilia que vou falar. Outro dia voltei a escutar "Thriller", o disco que mais vendeu na história.

Produzido por Quince Jones, "Thriller" é um clássico. Começa com a "Wanna be startin Something" que funciona apresentando um Michael mais maduro que em "Off the Wall" e tão dançante quanto. Em "Baby be mine" Michele canta, coisa que ele deixaria de fazer logo depois, substituindo sua voz por backings e gemidos. A voz de Michael sai cristalina e limpa, com o memso chame e brilho do menino dos Jackson 5, mas com uma segurança de quem está pronto pra fazer sua melhor performace.

A sequência é uma das melhores feitas em um disco. "The girl is mine", "Thriller" e "Beat It" e "Billie Jean". A primeria é uma obra de Paul McCartney, que trava um belo duelo com Michael nos voxais. Mais uam vez a voz de Jackson impressiona e ter Paul em um disco, como cantor e compositor, já é prova de qualidade. A segunda é clássica, principalmente pelo clip que revolucionou a maneira do mundo ver e ouvir música. Mas "Thriller" é uma boa música, daquelas que você pode colocar em uma pista e dar risada vendo pessoas imitando zumbis. Ainda tem a clássica risada de Qince Jones no final. Já "Beat It" traz Eddie Van Halen fazendo o que sabe fazer de melhor, solando. A batida simples da bateria serve de apoio a ums dos riffs mais clássicos da história da música e um dos solos mais inspirados de Eddie.

Já "Billie Jean" é a melhor música do disco e da carreira de Michael Jackson. Tem as melhores características da Motown. "Billie Jean" é dançante, forte em sua suavidade tem um riff de guitarra que gruda e extremamente bem arranjada. Michael chegou ao apíce em "Billie Jean". O jeito que ele canta, da maneira que ele se entrega a música faz dela o seu maior hit. "Thriller" valeria apenas por "Billie Jean". O resto do disco segue com uma qualidade impressionante e baladas com soul. "Human Nature", P.Y.T.(Pretty Young Thing), mais dancante, e fechando disco "The lady in my life".



Escrito por Sinais de Fumaça às 13h31
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