| |
Acendendo as cinzas
O Brasil vai receber The Doors. Como assim? Eles não acabaram? O Jim Morrison não morreu? Os caras não pararam no início dos anos 70? Então, que porra é esta de Doors no Brasil?
Ray Manzarek e Robby Krieger resolveram faturar uma grana, sair da aposentadoria e enganar um monte de gente. Para isso, os dois picaretas chamaram Ian Astbury. O ex The Cult encarnou Morrison e os Doors voltaram. Os Doors não os Doors of the 21st Century.
Tudo bem que são dois fundadores do grupo, mas não dá para imaginar um Doors sem Morrison. Assim como não dá para imaginar o Queen sem Freddy Mercury - mesmo que George Michael mande bem. Certo está John Densmore, que decidiu abandonar as baquetas e viver do dinheiro da milhares de coletâneas. Tá certo que muita gente pede longa vida ao Rock and Roll, mas tem certas coisas que, depois de morrer, precisam descansar em paz.
Escrito por Sinais de Fumaça às 14h10
[]
[link]
|
|
| |
Gente?
Eu ia escrever sobre a vida pública e a industria de fofoca, mas um comentário do trabalho me fez parar para pensar.
"Tava demaiiiiss. Só tinha gente bonita".
Este é um dos comentários mais escrotos e racistas que existe no planeta. Alguém pode me dizer o que é gente bonita? Gente bonita é a namorada modelo do Rodrigo Santoro, que frequenta festas de gente bonita, mas que tem o pai que enriqueceu na Máfia dos Vampiros? Gente bonita é um bando de gente que se veste com roupas de grife e frequenta lugares da moda e gastam o dinheiro ganho com propina, desvio de verba, roubando velhos e crianças?
Gente bonita é gente que pode olhar no espelho e saber que está vivendo honestamente. gente bonita neste país quase sempre não tem dente, não tem roupa, não tem porra nenhuma, porque os bonitos de carro importado e roupas de muitos dólares roubaram o direito destas pessoas de ser gente. Gente bonita é quem tem condição de ajudar quem precisa. Gente bonita é quem vai a um lugar onde gente feia frequenta e não se sente incomoda, só porque lá não é um lugar de "gente bonita".
Vamos ser bonitos. Vamos ser limpos. Vamos ser Humanos. Vamos abolir esta expressão da vocábulo. A nossa evolução passa por isso. Só assim vamos, realmente, ser GENTE BONITA.
Escrito por Sinais de Fumaça às 16h32
[]
[link]
|
|
| |
Esta manhã
Não vou parar para prensar, vou apenas me deixar levar. Lembrar que a menos de uma hora você estava no meu peito e eu podia te ouvir respirar. Seus olhos estavam fechados, palavras não existiam, mas travávamos um longo diálogo. De olhos fechados. Só o peso de sua cabeça sobre o meu corpo e o toque das minhas mãos pelo seu cabelo.
O lençol deixava escapar parte da suas costas. Sob a luz azul, você estava tranquila. Sua respiração ficava mais forte quando eu tocava, de leve, a sua nuca, ou seu rosto. De repente. você se move, com suavidade, se aninha ainda mais em meus braços. Vejo a bailarina com que adoro dançar toda noite. Penso nos traços de Miró e percorre com um pincel imaginário as seus costas. Busco a felicidade e encontro no suspiro que sai da sua boca, apertado pelo aparelho.
De leve procuro a sua boca. Não coloco a minha língua. Apenas toco meus lábios e sinto o gosto do seu beijo. O gosto que me fez adormecer há bem pouco tempo. Você estica o braço e eu passo a brincar com ele. Sinto o seu arrepiar. Penso como é bom dormir ao ,lado de quem se ama. Penso como é bom poder fechar meus olhos e sentir seu cheiro.
O relógio já tocou a tanto tempo, mas não quero levantar. Quero deixar tudo de lado só para sentir a sua pele sob a minha. Só para sentir sua língua na minha boca e o suor dos nossos corpos se misturando. Mas não tenho coragem de tirar você deste sono tranquilio, de lindo sonhos e deliciosos suspiros. Até agora não sei porque deixei você sozinha na cama. Até agora não sei porque fechei a porta do seu quarto. Até agora carrego o gosto do último beijo e penso na hora que vou voltar a te ver e dizer que te amo e que, todo dia, preciso te amar.
Escrito por Sinais de Fumaça às 10h37
[]
[link]
|
|
| |
Qual seu nome?
Há pessoas com nomes pra lá de esquisitos. Veja o exemplo deste chinês. Um pai decidiu protestar contra o governo de seu país porque o registro civil de sua cidade se nega a aceitar o nome que ele quer colocar no filho: o símbolo "@". Isso mesmo, ele quer batizar o pimpolho de "@". O pai, um internauta de carteirinha, disse que quer chamar seu filho assim não só por gostar da rede mundial de computadores, mas também porque em chinês esse símbolo soa de forma parecida com a expressão "te amo". No entanto, os responsáveis pelo registro da cidade de Zhengzhou, na província central de Henan, negam-se a admitir um "Wang @" em seus livros, alegando que a lei proíbe símbolos ou cifras nos nomes dos cidadãos.
Escrito por Sinais de Fumaça às 15h09
[]
[link]
|
|
| |
declaração
TE AMO!!!
Escrito por Sinais de Fumaça às 14h56
[]
[link]
|
|
| |
Gump
Sarah Mclachan cantava BlackBird e enchia a sala de lembranças, de viagens e tempos distantes. O livro na sua mão já não chamava atenção. O olhar escapou da página e correu em direção da janela. As luzes da Lagoa pareciam mais distantes e não tão bonita como há duas horas. Sabia que já não provocava tanta paixão, é assim com o tempo. Tudo vai ficando mais frio, quase sem glamour. Sentia quente mas solitário. Mesmo tão perto, solitário. Via o olhar escapar e a promessa de um futuro, de um depois, não chegar. Sabia que seria mais uma daquelas noites, onde a cabeça trabalharia muito mais que o corpo. Pensamentos aprendiam a voar. Até quando valeria a pena a espera?
O ruído da troca de faixa do Cd o tirou do transe. Across The Universe com Rufus Wainwright passou a tomar conta do ambiente. Uma versão bem aquém do original. George Harrison passeia pela janela em direção as luzes do Dona Marta. Lentamente o livro caiu no chão. Não conseguia entender até agora porque escolhera um romance de Nelson Motta para ler. Estava decidido a voltar aos clássicos. Queria terminar Moby Dick que abandonara na adolescência. Queria fazer as pazes com Herman Melville.
Na rápida passagem pela Biblioteca de casa, ainda se deparou com os Irmãos Kazamazov, mas deixou de lado, mais uma vez. Talvez inibido por Dostoievski, optou por Nelson Motta, um livro deixado na sua mala, por uma quase namorada, em um fim de semana que pretendia ser romântico e se revelou uma roubada, na serra. Como ela nunca reclamou a perda do livro, ao contrario dele que sempre chorou a perda de um vinil triplo do Clash, ele acabou ganhando um espaço na estante durante uma das sua longas arrumações no que chamava de "Moradia do Caos", uma troca injusta, como tantas outras que fez na vida.
Quando os Wallflowers começavam i´m Looking Throught You, lentamente apertou o botão do stop e passou o aparelho de som para uma função a muito tempo esquecida. Enquanto o silêncio cobria a sala, encostou lentamente em uma pilha de velhos discos arrumadas em ordem alfabética. Calmamente caminhou pelas velhas capas, já meio amarelas e empoeiradas. Como amava observar as capas dos bolachões. Fazia isso desde criança, quando descobriu entre os proibidos discos do pai, Jardim Elétrico, dos Mutantes. Paixão a primeira vista.
Os primeiros discos foram dados por uma velha tia. Peter Frampton. Aos poucos a paixão por aqueles objetos inanimados foi crescendo. As primeiras escolhas, com a pequena mesada que recebia, vieram pelo encantamento das capas. O conteúdo não era valioso, as capas sim. Até hoje, ele odeia cds por causa disso. Das pequenas capas que precisam ser apreciadas com lupas, arte de filateristas. Ele odiava selos, preferia fotos e posters, que enchiam a parede do seu antigo quarto, na casa dos pais até hoje. Por isso odiava cds. Só os comprava porque, com a adolescência, passou a apreciar o conteúdo, tanto quanto a embalagem. Mas geralmente buscava a diversão entre as capas de seus antigos Lps.
Com George Harrison na cabeça colocou Concerto para Bangladesh. O leve caminhar da agulha a procura do primeiro suco da guitarra de Harrison trouxe de volta o prazer. Como o primeiro cigarro depois de uma trepada molhada. Como a visão do gozo escorrendo pelas pernas da namorada. Não era uma situação confortável. Tentava fugir dela quase o dia todo. Por isso ainda brigava para tentar chegar a algum lugar com Nelson Motta. Por isso, a quase escuridão da sala. Por isso o pouco brilho da Lagoa. Mas o chiado do velho disco trouxe este sentimento de volta. Só restava desistir do livro e tentar dormir. Dormir, mesmo acompanhado, sozinho.
Escrito por Sinais de Fumaça às 12h53
[]
[link]
|
|
| |
Vale mais que o Ingresso
Ele continua impecável. Com diálogos secos e precisos. Com uma edição de mestre. Com referências do mundo trash que faz rir. Com um ritmo alucinante. Com humor e ironia. Tarantino continua contando uma história como ninguém. O bom estilo Quentin de fazer cinema nos brinda com mais uma obra prima, daquelas de você guardar na estante de casa em DVD.
A saga de ... ganha outras cores no volume 2 da saga. Se antes o sangue era a referência, agora Tarantino explora as "relações pessoais". E mais uma vez a arma de Quentin são as palavras. Afiada com a espada de Hattori Hanzo. Os diálogos do filme devem ser saboreados a exaustão. A verborragia característica de seus primeiros longas está de volta, assim como estão de voltas os "vilões". Ninguém sabe construir vilões como Tarantino, um filme que não existe heróis, os vilões de Quentin são aqueles para se pendurar na estante.
Não há como não torcer por Bill. Ainda mais depois dateoria do Superman e Clark Kent para explicar a natureza de sua amada. Um daqueles diálogos que vão entrar para a história do cinema. Outro personagem marcante é o mestre Pai Mei, vivido por Gordon Liu, que já usou o mesmo personagem em vários filmes dos irmãos Shaw entre os anos 70 e 80. Outra cena que marca o filme é o confronto brutal de Uma Thurman com Elle Driver.
O desfecho do combate e o plano sequência só poderiam ser encontrados em um roteiro de Tarantino. Se o filme é um banquete do começo al fim, vale também pela trilha sonora. Escolhida por Quentin e Robert Rodrigues, em horas no porão da massão de Tarantino, entre os mais de 30 mil cds da coleção pessoal do diretor. Entre o set list estão: Bang (My Baby Shot Me Down) - Nancy Sinatra, That Certain Female - Charlie Feathers, Run Fay Fun - Isaac Hayes, as maravilhosas Battle Without Honor or Humanity - Tomoyasu Hotei, Don't Let Me Be Misunderstood - Santa Esmeralda e Woo Hoo - 5.6.7.8's. Alem de A Satisfied Mind - Johnny Cash, A Silhouette Of Doom - Ennio Morricone, Malaguena - Salerosa Chingon e Urami Bushim - Meiko Kaji.
Escrito por Sinais de Fumaça às 12h49
[]
[link]
|
|
| |
Perguntar não ofende
Será que a ex ministra Zélia Cardoso de Mello esteve no enterro de Fernando Sabino?
Escrito por Sinais de Fumaça às 12h47
[]
[link]
|
|
| |
Lex Luthor
O Superman MORREU. Christopher Reeve, que ficou famoso interpretando o herói das histórias em quadrinhos Super-Homem em quatro adaptações para o cinema, morreu devido a uma parada cardíaca, aos 52 anos de idade.
Tá certo que ele andava meio paradão. Uma das últimas participações de Reeve como ator foi no seriado de televisão "Smallville", que conta as aventuras do adolescente Clark Kent antes de se tornar o Super-Homem, mas para uma geração Reeve foi o homem de aço. Boa viagem a Krypton.
Escrito por Sinais de Fumaça às 10h45
[]
[link]
|
|
| |
Atentados
De repente veio a discussão. A briga. O choro contido, a porta fechada. Lágrimas borrando a maquiagem. O som abafado do banheiro. Uma palavra e tudo estava mudado. Não dava para entender. A luz fria incomoda, a escuridão parece o lugar perfeito.
De repente veio a discussão. Fazendo o grito escapar com força. Sem sentido. Sem razão. Explosão involuntária. Como um terroristas que transforma seu corpo em tarefa. O programa de televisão não tem mais efeito. Imagens vazias, diálogos que não levam a nada. Porque as pessoas do seriado sorriem. A tela negra parece o lugar perfeito.
E, de ressaca, veio o silêncio. Uma luz fraca saia do abajur do quarto e mal iluminava. Lágrimas ainda escorriam. Pensamentos ainda explodiam,. mas nada rompia o silêncio. Até o respirar era pensado. Dois corpos sem vida. Secos deitados lado a lado mas sem vontade de deitar.
De repente, quando o sono dominava os corpos, veio o primeiro beijo. Em silêncio. Um beijo que começou seco. Aquecendo os corpos. Transformando as almas e os sentimentos. E o beijo continuou. Eles não sabiam dizer se era o mesmo ou se ele se transformara em muito outros. Que avançaram pela madrugada. Que se misturavam ao suor. E quando o sol já iluminava o quarto, eles adormeceram. Entre beijos.
Escrito por Sinais de Fumaça às 10h20
[]
[link]
|
|
| |
Pela manhã
Tem um cheiro novo no ar. Tem um velho sentimento que foi se transformando. Tem uma maneira nova de admirar. A constatação de que reinventar é viver e que para viver é preciso você. Do peso da cabeça no ombro. Da textura do cabelo entre os dedos. Do respirar suave, do beijo. Do gosto da boca na boca, da língua na língua. Do gosto que só nós conhecemos, o nosso gostoso. Salgado e doce. Suor.
Tem um cheiro novo no ar. Um cheiro que provoca tesão. Antigas e novas. Caleidoscópios. Cores e sensações. Uma nova maneira de encarar a vida. Uma nova maneira de contar o tempo. Tempo de um dia que se aproxima. Vida nova. Eu e você.
Escrito por Sinais de Fumaça às 13h49
[]
[link]
|
|
| |
Bom dia
Um helicóptero voou sobre a minha janela. Um vôo rasante. Da janela do trabalho dava para ver bem o piloto e o policial segurando um fuzil. !0 metros de distância e um vidro quase intransponível, que garante quase o silêncio do interior da sala, com suas 6 televisões ligadas. Nenhum filme de guerra passava no Telecine, mas imagens de Apocalipse Now me vinham a mente. Sem sons de hélices, sem sons dos tiros, sem o sons das sirenes dos carros co CORE que fecham a Itaperu. Não surfamos, mas deixamos de lado o solitário piloto em seu vôo sobre as copas das árvores que ainda resistem no Fogueteiro, para nos preocuparmos com o almoço de meio-dia. Parece que hoje tem picanha com provolone. Nada como um pouco de carne sanguenta para temperar esta manhã cinza.
Escrito por Sinais de Fumaça às 12h51
[]
[link]
|
|
| |
Eleição 2004
Carisma e poder de convencimento estão entre as principais características de um político. Para tentar a vida pública você deve ter o poder de convencer alguém. Conseguir fazer com que pessoas pensem como você. Que elas encontrem em você uma voz para a defesa de suas idéias, de seus desejos e anseios. Não se pode pensar em políticos que não conseguem, nem por um instante, convencer possíveis eleitores .
Bom, o que pensar de alguém que pretende chegar a vida pública e não consegue empolgar nem a sua família. Nem sua esposa, filhos, amigos próximos, primos. Nem a mãe do fulano confia nele para votar. Bom, nos dois maiores colégios eleitorais do país alguns candidatos conseguiram esta proeza. Não conseguiram convencer ninguém.
No Rio de Janeiro, a candidata Fabiana Pinto, da coligação PCdoB/PCB teve apenas um voto (espero que o seu). A mesma significativa votação tiveram Osvaldo Souza (PL/PRP) e Betinho Figueiredo (PMDB/PMN). Um mísero voto. Abandono total. Imagina, as urnas sendo apuradas, os dados dos disquetes sendo lidos. As listas de votação saindo e nada. Nenhm voto, apenas o seu. A lista crescendo, você vendo Paulo Cintura (PL) tendo 809 votos, vendo a Narjara Turetta (PSDB) 2676 votos e você apenas com seu solitário voto.
Se a situação já é ruim com um voto, pior sorte tive Vladimir Alves Peixoto, o Mido, (PPS/PAN ), que não foi votado. Nem o miserável teve o trabalho de ir a urna votar nele próprio. Em São Paulo Andrea Cristiane de Souza Cordeiro (PMN) e Marcelo Martin (PAN) também não foram votados. O que ela uma pessoa a não votar nela? Acho que total desprendimento dos bens materiais, ou absolta honetidade. Afinal, se você não confiar no seu reflexo no espelho, porque os outros devem confiar?
Bom, se nem você acredita no seu potencial, tranquilo. Dá para desculpar a família que também não tem confiança em você. Mas se você acredita. Se acha que a vida política é a sua vocação deve ficar complicado encarar aquele almoço familíar de domingo. Todo mundo reunido e você pensando no bando de filhos da puta que não tiveram nem a compaixão de votar em você. Como encarar a sua mulher? Ela dormindo e você lá olhando aquela traidora. E os seus filhos? Aqueles molques pedindo aquele dinheiro para ir ao shopping e nem um voto. Como trabalhar com a rejeição da sua mãe, da sua avó? Porque se nem a sua avó confia em você o fim é a melhor saída. Se nem amor de mãe você tem é melhor desistir da vida política, do planeta e ir alimentar as minhocas. Assim, pelo menos, você vai ser mais útil para a humanidade.
Escrito por Sinais de Fumaça às 11h45
[]
[link]
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|