Sinais de Fumaça
   Eu fico triste quando chega o Carnaval

Bom, não sou o maior folião do mundo. Sou ruim da cabeça e doente do pé, mas realmente achava que estaria de volta a Sapucai. Já desfilei 3 vezes, duas pelo Império e uma pela São Clemente, no grupo de acesso, e nunca vi uma animação como a de segunda. O Sambódromo cantando um samba lindo, uma composição clássica, bem diferente de outros. Confissão de Paulista: "Realmente fiquei emocionado com o desfile."
Foi muito gostoso. Valeu o churrasquinhos, as latinhas de skol, a maquiagem de palhaço, valeu a chuva, até a Pepa passando mal depois dos 22 minutos de festa. Valeu muito ficar achando purpurina até hoje, não importa quantos banhos eu tome. A companhia foi ótima, o samba estava ótimo e me diverti pra caramba.
Pena que empolgação não é considerado critério técnico e que a Império é uma escola pobre. Hoje, se julga muito o luxo, o glamour e não a festa. Passei pela Sapucaí como se estivesse em um salão, ou um bloco de rua. Ninguém encheu o saco pensando na harmonia, a fantasia não pesada 230 quilos e não parecia um pavão. Pena que hoje só pavões coreografados mereçam destaques na avenida. Sábado, o desfile das campeãs vai ficar mais chato e burocrático sem a "comunidade" da Serrinha. Azar de quem estiver na avenida. Bem que Império e Portela poderiam fechar as ruas de Madureira e fazer uma festa popular, como manda o melhor do carnaval.


Escrito por Sinais de Fumaça às 22h12
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   Eu fico triste quando chega o Carnaval
Bom, não sou o maior folião do mundo. Sou ruim da cabeça e doente do pé, mas realmente achava que estaria de volta a Sapucai. Já desfilei 3 vezes, duas pelo Império e uma pela São Clemente, no grupo de acesso, e nunca vi uma animação como a de segunda. O Sambódromo cantando um samba lindo, uma composição clássica, bem diferente de outros. Confissão de Paulista: "Realmente fiquei emocionado com o desfile."
Foi muito gostoso. Valeu o churrasquinhos, as latinhas de skol, a maquiagem de palhaço, valeu a chuva, até a Pepa passando mal depois dos 22 minutos de festa. Valeu muito ficar achando purpurina até hoje, não importa quantos banhos eu tome. A companhia foi ótima, o samba estava ótimo e me diverti pra caramba.
Pena que empolgação não é considerado critério técnico e que a Império é uma escola pobre. Hoje, se julga muito o luxo, o glamour e não a festa. Passei pela Sapucaí como se estivesse em um salão, ou um bloco de rua. Ninguém encheu o saco pensando na harmonia, a fantasia não pesada 230 quilos e não parecia um pavão. Pena que hoje só pavões coreografados mereçam destaques na avenida. Sábado, o desfile das campeãs vai ficar mais chato e burocrático sem a "comunidade" da Serrinha. Azar de quem estiver na avenida. Bem que Império e Portela poderiam fechar as ruas de Madureira e fazer uma festa popular, como manda o melhor do carnaval.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 15h18
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   Avanços
Os coreanos clonaram células humanas. Qual é a novidade disso? Eles não são todos iguais?

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h37
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   Encontros no cinema
Alguma coisa continua a me ligar ao Japão. Foram 50 dias vivendo do outro lado do mundo, com fuso trocado vivendo o dia pela noite. Foram 50 dias convivendo com a sociedade japonesa e suas loucura. Voltei muito de saco cheio, querendo que o Oriente exploda. Em 50 dias, a sociedade japonesa e o stress de uma Copa do Mundo acabaram com a minha paciência.
Mas um filme me fez voltar aos meus 50 dias de Oriente. Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola, com Bill Murray e Scarlett Johansson me fez recordar como é difícil e claustrofóbico ser um Ocidental do outro lado do mundo.
Em duas horas de exibição, vivi a mesma sensação de terror que me percorreu a mente nos últimos 30 dias de viagem. A solidão das imensas janelas dos quatros de hotéis de Tóquio, com seus telões de última geração, seus cruzamentos lotados e seus letreiros luminosos. Lá, você é o andróide. Lá, você é o diferente. Signos e sinais que você não entende, que não vai nunca decifrar. Meio planeta de distância, milhões de anos de diferenças. Loucura, fiquem na proteção do Ultraman.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 16h32
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   Vários
O tempo passa, cada vez mais rápido, cada vez mais apertado. E eu vou deixando este espaço cada vez mais abandonado. Mas não vou fazer como o Dan e colocar uma mala escrevendo aqui. Mala por mala sou mais eu.
Uma mala que esta mais velha. Nunca tive crise de idade, mas este ano bateu uma brava. Acho que provocada pela superpopulação do Cofi. Meninas, meninos, fraldas, mamadeiras, risos e amigos pais. A paternidade e a maternidade mexeram comigo. é foda ver neguinho se transformando em papai, mamãe. Caramba, como isso me transformou, mas o tempo existe e é preciso respeitá-lo.
Foram duas semanas de uma crise profunda, foram duas semanas de muitas análises e quase nenhuma resolução. Não sei se passou ainda, ando meio diferente neste começo de ano, meio sem sentido. Não tenho achado o mundo tão colorido, tá tudo meio pastel. Inferno Astral? Acho que não, apenas uma mudança de rumo, apenas um despertar um pouco menos feliz. Mas daqui a pouco isso muda e eu vou poder ver o arco-íris como ele realmente é.

Surpresa
Mas sempre existe motivos para sorrir. No dia 3 tive um bem grande. Surpresa! Uma frase. Amigos e sorrisos, pai, mãe e uma família que ganhei nesta nova vida. Tudo provocado por quem me faz sorrir.
Bom, como eu escrevo nesta merda posso rasgar um pouco de seda e dar uma de baba-ovo. Pepa, o que você fez foi foda. Todos os amigos do Rio, os velhos e uma puta festa. Mas isso não é nem 1% do que representou. O Amor, o carinho, a preocupação, o afeto que você demostra todo dia ficaram ainda mais presente neste dia. Foi uma festa especial. Foi um dos momentos mais legais da minha vida. Uma bela festa surpresa, feita pela mulher que eu amo e que me ama. Obrigado meu Anjo. Acho que não consegui mostrar o quanto fiquei feliz com isso. Cada dia mais você me ensina que a vida é do cacete.

Para alguém especial, mesmo sem permissão
Tem um novo caminho. Um caminho de mudança. Que gera medo. Que deixa incerteza. Que mexe com o que está construído, com o que é seguro. Mas o que é seguro? Por mais chato e burocrático que seu trabalho possa parecer, é um trabalho? Ficar sem salário? Sem emprego? Longe do Mercado? Que frio na barriga. Que medo. Medo? Medo nada, isso é muito CORAGEM!
Tem um novo caminho por aqui. Um caminho que no fim tem sempre um pote de ouro. Pode estar parecendo tudo preto. Pode estar parecendo que uma tempestade se forma. Escuro, né? O que vem pela frente? Vem um sol lindo que vai transformar a chuva em um belo arco-íris. A chuva serve para transformar, para purificar e no fim, molhados, estamos novos, preparados para uma batalha, prontos para uma nova Guerra, para um novo caminho.
E você vai ficar sem dinheiro. E você vai se sentir meio estranha. E você vai estar dando os primeiros passos em direção ao seu desejo. Vai começar a se preparar para a sua vida. Porque a sua vida não é escrever folders de peças promocionais. Você quer mais do que isso. Você precisa mais do que isso. Você merece mais do que isso. Você vai ter mais do que isso. Você vai melhorar o planeta.
Tem um novo caminho. Ele começou ontem e vai terminar daqui uns 80 anos. Um caminho de sonhos e conquistas. Você vai longe.

16, quase um desabafo ou o fim de uma fase
Tem dias que a gente precisa mais, tem dias que a gente não tem tanta necessidade. Atenção. Vozes. Pequenos sinais que somem com carinho. Explosão. Tesão. Nem sempre o o chão liso é mais fácil de percorrer, ranhuras te fazem ficar com os pés no chão, te dão sustentação para o próximo passo. Nem sempre a trilha é te da prazer, mas é difícil é soterrá-lo. Pequenos gestos, atos sem pensar. Não se pode pedir carinho é preciso receber. Um leve sorriso. Um riso sem força. A descoberta que o mundo não é tão grande assim, não é tão brilhante assim. A descoberta que somos humanos e que, como humanos, erramos. Estamos matando as cores e deixando tudo cinza. A falta da procura me faz triste e leva a solidão.

Mais um grande presente de um maluco delicioso.
Eu me lembro que esperava ansioso o dia 9 de julho chegar porque era quando "os amigos do meu irmão" somavam-se a nós em uma noitada casual e familiar para celebrar o aniversário do André. Da primeira vez que isso ocorreu, creio eu, tinha apenas 12 anos, e foi sensacional. Indescritível conhecer, de uma só vez, todos aqueles caras estranhos, mais velhos, que falavam de assuntos interessantes e queriam ser jornalistas ¿ estavam estudando para isso.
Apaixonei-me por eles. E durante os quatro anos ¿ foram quatro? ¿ que eles freqüentaram minha casa, no dia 9 de julho, sorvi o máximo que pude os seus desensinamentos ¿ lembro-me exatamente da reação do Danilo, quando me viu no quarto, tocando um riff de Hendrix, adolescente, de cabelos longos, e exclamou: porra! O que aconteceu com esse moleque?
O tempo havia passado. Inexoravelmente. Continua a passar. De certa forma, estive ao lado desses três caras nesses dez anos que eles se conhecem, de forma muito diferente. Não vou fazer 32. Também não farei 31. Em julho, faço 24 e, para que não duvidem de minha masculinidade, resolvi ser pai antes da data. Em abril nasce minha filha ¿ pois é, agora o médico disse que é menina. Ensinarei a Júlia a chamá-los de tio, porque eles são como irmãos.
Não costumo lembrar-me de aniversários. Por isso, envio essa mensagem com o devido atraso. E a escrevo apenas para dizer que aquela ansiedade que me envolvia às vésperas do aniversário do André continua a invadir-me todas as vezes que marco um encontro com um de vocês.
O tempo se incumbiu de aproximar-nos. As diferenças já não são tantas, já não foram tantas, e por isso pudemos nos tornar amigos. Um amigo diferente, irmão do amigo, que de vez em quando aparece para assumir o seu posto de pentelho, moleque, gozador, e fazer rir com um pouco de picardia aqueles velhos que se reuniam na minha casa, anualmente, vendendo ilusões de uma idade que eu já tive e que, realmente, foi muito boa. Portanto, balzacos ¿ esse é meu papel - sejam felizes. Vocês são caras muito legais, apesar de decrépitos. E quanto a mim? Continuo a apodrecer na velocidade ideal. Sem pressa, mas intensamente.
Grande beijo,
A cada um,
Rodrigo

Fotos
Para quem visitou este pobre local. Isso aqui não é para ser bonitinho, não é para ter fotos e o cacete. É para descarregar milhões de traumas e idéias. Que todos sejam bem vindos.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 15h47
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