Sinais de Fumaça
   Bom, meu aniversário está chegando e o primeiro presnte veio em um e-mail de um grade Amigo. Caio Mandolesi é um dos melhores textos que conheci na minha vida e um dos irmãos que eu fiz nesta caminhada. Valeu Cainho, que a gente se veja mais, curta mais os filhos e encha o sco um do outro sempre.

Mais uma vez o Fantástico abre o domingo falando da ¿Conquista de MaaaaAAArtê¿ e eu lembro de quando entrei na faculdade de jornalismo. Não, não vou falar que a faculdade era outro mundo, nem vou reclamar que o Fantástico só tem 15 pautas que fazem rodízio todos os domingos. Prefiro falar de dois caras que me fizeram ver que eu era desse planeta. Ou que me fizeram ver que se eu era mesmo um ET, pelo menos tinha mais dois da espécie vagando pela Terra. Não dava pra procriar, mas pelo menos era companhia.
Não lembro bem como tudo começou, ainda bem. Tem aquela frase famosa que diz mais ou menos que se vc não lembra dos anos 60 é porque curtiu bem. Não lembro de muitos detalhes da época da faculdade, acho que dava tanta risada que faltava oxigênio pro cérebro fazer as sinapses necessárias pra salvar os arquivos.
Mas os dos dois caras eu lembro bem. Até porque trocamos e-mails quase diários, apesar de um morar no Jaçanã, outro na Barra e eu no Amizade. (Jaçanã e Barra todo mundo sabe que são bairros respectivamente de São Paulo e Rio, mas saber que o Amizade é um bairro de Jaraguá do Sul, interior de Santa Catarina, desculpe o trocadilho, mas é forçar a amizade)
Sempre fui um cara com trânsito em vários grupos de interesse, pra não dizer tribos, que de índio eu tenho muito pouco. Tinha a turma do basquete, a turma que gostava de música, uns amigos mais ligados em cinema e um ou dois malucos que sabiam da existência de quadrinhos udigrudi. Pois bem: O Danilo e o Eugene (em ordem alfabética e de aniversário) não só ouviam mais ou menos o mesmo tipo de música que eu (com exceção honrosa aos punheteiros da guitarra que o Dan tanto gosta), como gostavam (jogar já é outra história) de basquete, HQ e o primeiro filme que fomos assistir no cinema foi o maravilhoso, divertidíssimo e nada comercial Delicatessen. Depois teve aquele episódio do ronco coletivo em A Última Tempestade, mas era uma seção depois do almoço, e a gente comia feito animais naquela época.
Mas os caras tão aí, mais de 10 anos depois da gente se conhecer, e de conhecer outras figuras lendárias que até hoje tão com a gente. O Dan fez 31, o Eugene faz 32, eu faço 31 também, tudo isso num espaço de mais ou menos 15 dias. Hoje estamos um pouco mais barrigudos e casados, mas não menos divertidos. O Dan já tem a Malu, o Eugene tem tudo pra logo ser mais um pai babão e eu tenho a Marina. O Eugene não me perdoa porque acha que eu ignorei ele um dia no metrô, o Danilo acha que eu sou meio retardado porque fiquei preso entre dois portões automáticos no prédio em que ele morava. Os dois já se beijaram de selinho e tiraram uma foto de baby doll, mas eu não tenho preconceito. Às vezes eles se juntam pra tirar sarro de mim, às vezes eu me junto com o Danilo pra encher o Eugene, e às vezes eu me junto com o Eugene pra me divertir às custas do Danilo.
E assim vai uma amizade que deve durar pra sempre. E assim a gente se encontra pessoalmente muito de vez em quando, mas tirando os abraços mais apertados, é como se a gente se visse todo dia, o papo nunca pára. Um grande beijo pros dois que fazem aniversário, um grande beijo pra turma toda, que a vida faça o nosso Cofi continuar assim, unido via banda larga, e quem sabe um dia até mais próximos fisicamente. Vocês todos fazem muita falta, dá vontade de mais casualmente frases do tipo ¿O Dan e a Márcia vem jantar hoje¿, ou ¿Vou tomar um chopp com o Eugene¿, ao invés de esses encontros serem acontecimentos cheios de planejamento prévio. Mas isso é outra história...

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h43
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   Momento
Me sinto dentro de um ovo. Em silêncio. Dentro de um ovo choco, que não vai dar em nada. Nem omelete vai render. Falta tanta coisa. Me sinto isolado, meio largado, meio sem saco para os ovos do lado. Não quero romper a casca com pressa, não sei se esta é a vida quer me interessa. Será que vou ser mais feliz. Queria era ver uma foca com uma bola no nariz. Estar no circo, ver o mundo rodar diferente. Mas é sempre pro mesmo lado, sempre no mesmo tempo, sempre igual. Não sei porque estou mal. O ser humano é tão boçal. Queria andar pela praia, quem sabe jogar uma pelada. Na verdade quero atenção, quero mais que segurar uma mão. Mas não peço. Não me revelo. Nego. No orgulho escondo. Não mostro meus contos, nem meus sonhos. Não quero causar aflição. Não suporto causa tensão, nem comoção. Já não sei se causo tesão. Busco a solidão. Eremita sem jeito. Não falo. Isso é um defeito. Ninguém percebe minha aflição. Só quero carinho. Me sentir menos sozinho. Mas não preciso falar. Quem sabe alguém vai notar? Difícil, não somos iguais. Sou um ovo que sonha demais. Acho que o meu mundo ficou para trás. Perdi meu ponto e não percebi. Não sei como cheguei aqui. Sei que o fim está próximo. Posso ser um pouco mais importante. Mas não sou. Não me sinto assim. Quero ficar longe de mim, mas não tem como. Não me fale de amor. Quero falar de dor.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 19h25
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   Um dia qualquer
Pensei que o sol estava nascendo, mas era o fim do dia e ninguém me avisou. Vi a luz diminuindo pouco a pouco, estou caminhando para dentro da escuridão. Como vai ser a noite depois de um dia tão brilhante, como vai ser o frio depois de tanto calor. Corpo vazio, sem peso. Não existe fome, nem desejo, apenas uma necessidade de ocupar meu tempo perdido e conseguir passar a noite. Mas vou me acostumar com a escuridão quando o sol brilhou só para mim?
Tenho medo da noite. Não sei que sonhos ela me reserva. Acho que eles estão acabando, estão ficando repetitivos. Quase sempre viram pesadelos. Se transformam de uma hora para outra, por um toque, um som, uma palavra. E eu perco o brilho. Só sei que meu tempo esta acabando e com eles as minhas ilusões. Minhas unhas estão crescendo e estão ficando cada vez mais escuras com a sujeira acumulada.
Já sorri mais, já fiz mais festa, já tomei mais porres, mas as coisa estão ficando cinza, perdi a cor, não vejo mais elas tão vivas, minha aquarela está secando e não adianta pintar em acrílico, são os tons pastéis que prevalecem, quase um quadro impressionista, quase uma abstração. Não existe mais forma, apenas a necessidade de respirar e sentir este velho coração batendo. Cada vez mais lento, cada vez mais baixo. Um dia ele vai parar e eu vou voltar a sorrir.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 10h00
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   Brejas
Agora posso beber sem culpa. Posso encher a cara e ficar novinho.
Os alemães são chatos, bêbados mas inventaram alguma coisa que presta, e não é o Fusca. Uma cervejaria alemã desenvolveu uma cerveja contendo vitaminas e minerais que, segundo a empresa, servem para retardar o processo de envelhecimento. A cervejaria Neuzeller Kloster planeja lançar a "cerveja antienvelhecimento" este ano no mercado e vendê-la em mercearias e drogarias.
Segundo um apreciador bigodudo local o gosto é mais de cerveja do que de qualquer outra coisa. O único problemas é o governo alemão, que se recusa a considerar a bebida cerveja. Uma lei datada de 1516 afirma que as cervejas produzidas na Alemanha só podem ser feitas com cevada, lúpulo, levedura e água. E daí? Beber e ficar novinho, melhor só o Botox na cara do Zezé de Camargo.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 17h26
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   No vidro do carro
"Sorria, você está sendo filmado por Jesus". Este foi o brilhante adesivo colante no vidro de um carro parado na minha frente em um sinal do Rio Comprido. Esta é uma prova da "criatividade' dos colantes que enfeitam os autos pelo país. Coisas como: " A serviço de Jesus", "Guiado pelo Senhor", "Eu amo a minha família", "www.tacompressabundão.com.br". E ainda temos os famosos: "Como estou dirigindo". Não dá.
Pior são os que utilizam palavrões. Não sou obrigado a ler alguém me mandar a merda. Estes adesivos são ridículos e só são superados pelas mensagens em inglês, que mostram que o dono do carro tem conhecimento de uma outra língua e só quem é culto pode entender mensagens de extrema relevância. É ridículo ser pedante.
No meu carro tem três pequenos adesivos, incluindo o: "Cuidado, alarme Bravo". Muito ruim, herança de outros tempos e que só não tiro porque dá muito trabalho. Para acabar com esta praga e salvar o mundo desta poluição visual, lanço a campanha. Não coloque um adesivo estúpido no seu carro.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 12h47
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   Eterno Deus
2004 começou em ritmo de mudanças. Novo cargo, novos desafios e novas metas. Um ano em que pretendo realizar alguns sonhos e superar o ano que passou, de que não esperava nada, mas que foi muito bom.
Dezembro foi um mês complicado para mim, cheguei no fim do ano de saco cheio, cansado e desmotivado, mas acredito muito que este ano vai ser bem melhor. Já começou na passagem de ano e vai continuar neste fim de semana, quando a máfia se reúne para o batizado da Malu e para o casório, sim casório na Igreja com Padre e Boca Livre, do Dan e da Márcia. Segura a Máfia do Amor.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h15
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