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Coisa que passaram na minha cabeça durante e depois da Festa
1- Destruí uma parede! 2- O que é Tequila? 3- Como é doce o sabor do vômito 4- É bom ter amigos! 5- Você é meu anjo da guarda! 6- Calem a boca! 7- Caralho, tenho 31, preciso parar com isso! 8- Onde estão meus Cds? 9- Quem inventou os Ramones? 10- Ressaca? O que é isso? 11- Eu te amo!!!!!
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 12h17
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O dia que nasci - 30/01/1972
Sunday Bloody Sunday Yes... I can't believe the news today Oh, I can't close my eyes And make it go away How long... How long must we sing this song? How long? How long... 'cause tonight...we can be as one Tonight... Broken bottles under children's feet Bodies strewn across the dead end street But I won't heed the battle call It puts my back up Puts my back up against the wall Sunday, Bloody Sunday Sunday, Bloody Sunday Sunday, Bloody Sunday And the battle's just begun There's many lost, but tell me who has won The trench is dug within our hearts And mothers, children, brothers, sisters Torn apart Sunday, Bloody Sunday Sunday, Bloody Sunday How long... How long must we sing this song? How long? How long... 'cause tonight...we can be as one Tonight...tonight... Sunday, Bloody Sunday Sunday, Bloody Sunday Wipe the tears from your eyes Wipe your tears away Oh, wipe your tears away Oh, wipe your tears away (Sunday, Bloody Sunday) Oh, wipe your blood shot eyes (Sunday, Bloody Sunday) Sunday, Bloody Sunday (Sunday, Bloody Sunday) Sunday, Bloody Sunday (Sunday, Bloody Sunday) And it's true we are immune When fact is fiction and TV reality And today the millions cry We eat and drink while tomorrow they die (Sunday, Bloody Sunday) The real battle just begun To claim the victory Jesus won On... Sunday Bloody Sunday Sunday Bloody Sunday...
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 18h32
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Eu vou matar a saudade no seu dia Descobri hoje, que o dia do meu aniversário é também o Dia da Saudade e o Dia da História em Quadrinhos. HQ eu adoro, mas o dia da saudade me trouxe uma certa melancolia. Melancolia desta tarde cinza do Rio. Esta cidade não combina com esta cor. O Rio é azul e brilha com o sol mas, acho que para me presentear, acabou ficando cinza neste dia 30 de janeiro. Escrevo em casa. Deveria estar dormindo, mas a Márcia está limpando o quarto. Logo, estou aqui em frente ao computador, enchendo esta tela de pensamento e passeando pelos pensamentos de meus amigos, entre seus 90 e-mails, e seus blogs. Estou aqui para fugir um pouco da saudade. Da saudade do pessoal que está em Sampa, que me acompanhou durante muitos anos, 24 para ser preciso. Saudade do bolo pullman recheado de chocolate da minha avó. Saudades dos aniversários em Caragua, com minha turma de praia, com direito a ovada, festa e um monte de besteiras. Pizza da Docimar. Saudade dos brigadeiros da minha Madrinha e da Carminha. De falar com o pessoal do Liceu pelo telefone e de tocar violão com o maior parceiro, Ricardo. Pastor que sumiu por este mundo pregando o que acreditava. A gente ainda vai se encontrar camarada, e vamos comemorar. Fica aqui o meu beijo e meu feliz aniversário, 13 de março. Peixes e Aquários. Sons, gritos, composições a quatro mãos, ousadias de sonetos e apresentações para um bando de doidos. Saudades de um tempo que passou. Aquela coisa de família, quem mandou nascer italiano daqueles que dão valor a sua máfia. Tenho uma puta saudade desta máfia. Dos tios, primos, agregados, da casa lotada e de dormir no chão com mais 20 pessoas. Saudades da Érica e do Felipe. Saudades da passagem de ano de 2001, quando vivi minha saga com todo mundo aqui. Enfim saudades motivadas pelo dia. Acho que todo mundo fica assim quando faz aniversário. Quando fiz 30 foi pior. 31 está sendo sopa. É só esta tarde cinza, este sono e a descoberta que nasci no Dia da Saudade. Hoje vai ter uma puta festa, ou encher a cara, vou comemorar com amigos e irmãos que descobri nesta minha vida. Vou estar com pessoas que são super importante na minha vida, que vejo quase todo dia. Pessoas que estavam na mesa do bar, a meia-noite, bebendo e brindando meu aniversário. Abraços e beijos sinceros. Palavras ao pé do ouvido. Parabéns. Daqui a pouco tem mais. Vu deixar a saudade e me divertir. É bom envelhecer. É bom olhar para trás e ver que temos tudo isso. Família e amigos, isso faz a vida valer a pena. Comments: >getComments('104395469845974922');
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 18h24
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Música Pop para as massas É claro que eu entendo as pessoas que desprezam a música pop. Sei que muita coisa do mundo pop, a maior parte até, é lixo, sem imaginação, realizada porcamente, produzida nas coxas, repetitiva e infantilóide (embora pelo menos quatro dos adjetivos acima possam ser usados para descrever os incessantes ataques ao pop que você pode achar em importantes jornais e revistas). E sei também, acredite, que Cole Porter foi "melhor" que Madonna ou Travis. Que a maioria das canções pop são cinicamente direcionadas para um público-alvo três décadas mais jovens que eu. Que tudo de bom no pop foi feito a 35, 25, 15 anos atrás. E que pouca coisa de valor na pop music foi feita, desde então. Mas é que de repente tem essa canção que eu ouvi na rádio, e que depois eu comprei o CD, e agora eu tenho de ouvi-la dez ou 15 vezes por dia... É isso que me intriga sobre os de vocês que acham que o pop atual é uma coisa abaixo de você, atrás de você ou além de você (uso pop aqui para englobar soul, reggae, country, rock... qualquer coisa que você possa achar que é lixo). Será que você nunca ouviu ou pelo menos nunca se viu atraído por canções novas? Será que tudo o que você cantarola no chuveiro foi feito anos, décadas, séculos atrás? Você realmente se priva do prazer de se entregar a uma boa nova canção pop porque isso pode manchar sua fama de conhecedor de Foucault? Então. A canção que tem me enchido de prazer recentemente é "I'm Like a Bird", da Nelly Furtado. Só a história vai dizer se ela irá se transformar em uma cantora famosa. E, embora eu suspeite que ela não vá mudar o jeito de as pessoas olharem o mundo, não posso dizer que eu esteja muito preocupado com isso. O fato é que eu sempre serei grato a Nelly Furtado por criar em mim esse narcótico efeito de me fazer ouvir sua canção again e again. Não quero criar um caso com essa música, "I'm Like a Bird", nem compará-la com qualquer outra _embora aconteça de eu pensar que ela é uma canção pop muito boa, que transmite uma sensação gostosa de sonho, vem marcada por um certo otimismo que, quando tocada em rádio, por exemplo, a diferencia imediatamente das músicas anêmicas que possam vir antes ou depois. O ponto é que há poucos meses a canção não existia e agora ela está aí. E que ela, em um mundo delimitado, é um pequeno milagre. Algumas vezes no ano, eu gravo uma fita para tocar no carro. Uma fita cheia com essas novas canções que eu fui amando nos meses que antecederam a gravação. Toda vez que eu terminava uma fita, nunca acreditei que fosse gravar uma outra. Mas sempre vai existir a próxima, e mal posso esperar por ela. Um punhado de canções novas como "I'm Like a Bird" e você terá uma vida que valha a pena ser vivida. texto de Nick Hornby com tradução de Lucio Ribeiro O pq deste texto? Só porque ouvi pelo telefone uma gravação de uma nova cantora que promete trazer um pouco de cor a MPB. Não é uma proposta revolucionária, com super acordes. É pop da melhor qualidade. Pop daqueles que fariam um grande escritor produzir um texto como o texto acima. Ouvi a versão finalizada pelo telefone, cheio de ruídos, mas gostei. Brenda você tem uma veia pop muito boa. Talento para colocar várias frases martelando na cabeça. Vai fundo e se torne a primeira cantora brasileira depois de Marisa Monte, a não colar velcro. Lança logo a porra deste CD.
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 17h34
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Na Veia (Lirinha)
Eu vou cantar pra Saudade Com seu vestido vermelho E a sua boca Eu vou cantar a Saudade Descer na minha cabeça E comandar sua festa
Aquele cheiro som imagem Do teu corpo incendeia E um rio carregado de saudade Vem correr na minha veia Na veia amor Na Veia
E como a luz da lua que atravessa A parede da cadeia Clareia Mais forte que o sol
Quando a Saudade chegar Com seu batalho de agitadores E tantas bandeiras Vou cantar Aquele som da gente Vou rasgar O teu vestido novo
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 21h09
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Fim de tarde Quero ficar sozinho. Aproveitar a minha última tarde dos meus 30 anos, aininho bom este, ouvindo Tom Waits e lendo Guimarães Rosa. Quero chegar a terceira margem. O dia está cinza aqui, acho que é um presente de São Pedro, para este paulista. Quero ver se o meu violão está afinado e tentar dedilhar alguma coisa. Não estou muito a fim de cantar alto, também não estou muito a fim de escrever muito. Quero apenas aproveitar a solidão de casa e saber que daqui a pouco o dia 30 vai chegar. Não quero ninguém batendo na porta, não quero ouvir o telefone tocar. Os ruídos da janela já são suficientes para me fazer companhia. Se fumasse, acenderia um cigarro. Não quero tomar uma cerveja, deixo isso para a noite, quando estarei com os amigos. Nesta tarde que apenas pensar. deixar a imaginação fluir pela voz rouca de Waits e a magia das palavras de mestre Guimarães. Hoje quero contos, quero música suave e delicada. Quem sabe até passe os olhos naquele livro de Munch que está do lado da cama. Hoje, a Sessão da Tarde bem que poderia passar algum filme antigo dos Trapalhões, acho que vou colocar o DVD da fantástica Fábrica de Chocolate. Bom, vou pra casa, vou ler, ouvir música, ver televisão e me divertir, quem sabe, até ouça o Cordel tocando na veia, enquanto a luz da lua invade a parede da cadeia e clareia. Vou curtir o fim da tarde. A noite tem chopp e aniversário.
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h30
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Hoje me deu vontade de ler "Sons", música e poesia. Filhos de versos nascidos nas madrugadas.
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 20h43
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Música de padaria Alguém consegue me explicar porque música ruim fica na cabeça? Você pode ouvir um disco maravilhoso, um som incrível, mas aí você passa pelo rádio de alguma padaria e está lá, tocando alto, Kelly Key e seu cachorrinho, LS Jack e sua Carla, que coisa irritante. O duro é que estas coisa grudam como chiclete no cabelo. Fica aquela coisa martelando na sua cabeça. Lembro quando trabalha em Diadema, e ia almoçar na padoca do lado da fábrica. As 10 mais da Rádio Cidade - que em Sampa é uma rádio brega - tocava a porra da música do direto. Não aguentava mais. Agora não dá mais para aguentar vem aqui meu cachorrinho. É foda! Preferia Baba Baby! Carla é uma das coisas mais bizarras que alguém já escreveu por amor. Impressionante. O duro é ver aqueles caras sarados e com cortes de cabelos feitos no Jaça (É assim que se escreve?) gritando o nome da vaca da Carla. Foda-se a Carla. Onde estão Dominó e Menudo? Com certeza, eles eram muito mais honestos. Mas, tudo bem, não vamos nos reprimir. Tem horas que é muito bom ouvir alguma coisa brega. Quem sabe, um dia, Kelly Key e Ls Jack não se transformem em Gretchen, Wando, Giliard e Jane e Herondy? Quem sabe, não estaremos ouvindo coisas ainda piores, nos próximos anos, enquanto esperamos pelo pão nosso de cada dia, em alguma padaria.
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 14h45
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Racionais no Ensaio
"Eu não tenho dom pra vitima, Justiça e Liberdade, a causa é legitima, Meu Rap faz o cântico do lokos e dos românticos, Vo por o sorriso de criança, onde for, Os parceiros tem a oferece a minha presença, Talvez até confusa, mais Real e Intensa" Vida Loka - Racionas MC´s
Tive a oportunidade de trabalhar com Fernando Faro durante 10 meses, quando era assistente de produção do programa Na linha do Gol, do mestre Alberto Helena Júnior. Era um programa totalmente diferente do que se faz na televisão. Trabalhar com Helena foi uma escola. Para um moleque, no último ano de faculdade, os jantares depois do programa, as 2 da manhã, em algum restaurante do Centro Velho de Sampa, era uma aula. Acordar cedo na sexta feira não me importava, a sonolência era compensada com a minha presença - muitas vezes quase calado, só absorvendo - em conversas com grandes nomes da arte brasileira. Discutíamos temas com Futebol e literatura, Cinema, Artes Plásticas, Música, Teatro, Filosofia, Antropologia, Sociologia e bola. No centro do palco, o Rei, vestido de Goleiro, o carrasco transvestido de vítima. Este era o tom. Desconstruir e informar, mostrar o como é bonito o lado lúdico do esporte e como ele tem valor artístico, social e filosófico. Ignorante, todo nós somos. Nos primeiros dias de trabalho, não sabia quem era aquele senhor de tom de voz baixo, que chamava todo mundo de Baixo. Bom, para que não conhece, Fernando Faro é diretor do Programa Ensaio e foi, ou é, diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, produziu gente como Caetano, Gil, Chico e conhece música como ninguém, principalmente a velha música brasileira. Nos faz viajar com explicações de arranjos e composições e conta histórias como ninguém. Imagine o que é para um moleque, ser consultado sobre a música de abertura do programa daquela noite. Uma gravação rara, dos anos 40, que o nosso diretor recuperou só para ilustrar a primeira crônica do Helena. Como aquele cara poderia pedir a minha opinião? Logo, eu. Bom, nos 10 meses que nosso programa durou, nas madrugadas da CNT, perdido no meio de uma programação imbecil, aprendi muito, lá fiz a minha pós-gradução com estes dois mestres. Mas o título deste texto fala sobre a presença dos Racionais Mc´s no Progama Ensaio, que vai ao ar, nesta terça, 28 de janeiro, as 10h30 da noite, na Cultura. Os Racionais fizeram o melhor Cd de 2002, um disco maravilhoso, igual ao Sobrevivendo no Inferno, mas acho que musicalmente melhor, com grandes colagens e trabalhos nos vocais de Mano Brown muito bem executados. Um Cd seco e com a cara da periferia paulista. Vale a pena comprar. 23,90! O preço tá na capa. Só de ler a matéria, Capa de Ilustrada, fiquei com água na boca. Posso imaginar como aquela voz tranquila, fazendo perguntas em off, sobre o fundo negro, dirigiu os 4 Racionais. Imagino os diálogos entre aquele senhor pequeno e de aparência frágil e os mais importantes nomes da música brasileira. Não acredito em diferença entre música branca e negra, isso é racismo. Para quem gosta de música e televisão, este encontro já seria imperdível. Os Racionais não gosto da mídia, a mídia não sabe como agir com os Racionais., Discurso forte, palavras ásperas. Não foi um encontro de amigos, como a entrevista que eles deram para Thaide na MTv, foi o confronto dos poderes e conhecendo um pouco de Fernando Faro, a energia que rolou no estúdio foi transformada em arte. Para ficar em casa e esquecer o BBB.
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h00
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Ainda sobre Herbert Este fim de semana, ouvi os três Cds solos de Herbert. No meu pequeno texto sobre o show de sexta, disse que os encontros entre o Líder dos Paralamas e Renato Russo sempre renderam grandes frutos. Bom, no Som do Sim, terceiro Cd do Herbert, que ele gravou em duetos com várias cantoras, a última faixa, Une Charson Triste é dedicada a Renato Manfredini Jr. Foi uma faixa composta no dia 12 de outubro de 1996, quando o Renato morreu. Vale o poema e a homenagem.
Tem dias como esse Que parecem não ter fim Há cinzas tão escuros Quanto o azul que há em mim Tem dias que a tristeza vem E estende um véu em tudo que há aqui Queria ter certeza Que alguém vai ouvir Mas todos nessa mesa Um dia têm que partir Uns dias numa igreja e quem sabe Eu me tornasse um dos fiéis Tanto mar Me dê vento e vela Ou razão pra ficar
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 11h03
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Um Longo Caminho Escrevo este texto emocionado. Ontem, Herbert Vianna voltou aos palcos do Rio de Janeiro e eu, ainda hoje, não sei de onde veio o tiro. Fui fuzilado, estou até agora arrepiado com um dos maiores shows da história. Show básico, rápido, forte e, principalmente, emocionante. Não tinha como não ser assim. Apagam as luzes e estão lá, Os três Paralamas no enorme palco, Herbert sentado em sua cadeira, ali, bem na nossa frente. O primeiro riff é um tiro de bazuca de O Calibre. A emoção vem forte, para quem já sentou na mesa de um bar para beber o cara e relembrar tudo que ele produziu, foi um longo caminho até aqui. Uma vitória. Estava, de novo, ouvindo Herbert ao vivo. Para mim, um caminho de quase 30 shows, desde o Passo do Lui. Usando outro poeta da Geração 80: ¿Eu ontem estava lá e eu gostei de tudo.¿. Ontem os Paralamas estavam lá. No palco, os três, guitarra baixo e bateria, tocando forte, rápido e vivo. Óculos Herbert estava de óculos, a voz limpa, muito melhor que nos últimos shows antes do acidente. Atenção total a um dos maiores ídolos de minha adolescência. Músicas berradas com toda a força e a velha sensação de terminar um show sem voz. Como resistir a Mensagem de amor (primeira cantada ao pé do ouvido) e a Fui Eu. Queria queimar meus pés no asfalto, vai ver que a confusão fui eu que fiz. Quando era moleque adorava terminar um show rouco, era a certeza que eu tinha passado por um daqueles momentos que vão ficar na sua memória para a eternidade. Ontem, quando Fui Eu começou a tocar, descobri que estava passando por um destes momentos mágicos. Minha voz falando o Cervantes é prova disso. Os Paralamas são uma verdadeira metralhadora, quatro músicas sem intervalo. Apenas os três no palco. Herbert, Bi e Barone. Felipe Bi Ribeiro é um monstro. Ouvir o som de seu baixo dele batendo no peito é maravilhoso. Competência, técnica e simpatia, por baixo daquela barba de soldado o Império Russo. Barone não tem igual. O maior baterista brasileiro. Ele toca simples, não fica fazendo graça, mas suas viradas e suas marcações são precisas. Barone é simples e objetivo, com Ringo, um dos seus maiores ídolos, mas com a competência e o talento de Stewart Copeland, grande influência no início dos 80. Quem olha para Barone não acha que vai estar de frente uma das maiores máquinas de ritmos do país. Ontem, eu estava em frente da maior cozinha do Brasil. Os dois tocando simples, direto. Minha alma cheira talco Os Paralamas são insuperáveis quando estão no palco. Simples Power Trio. Guitarra, baixo e bateria. Som seco e seguro, com as mais maravilhosas variações que a simplicidade pode produzir. A voz de Herbert ecoando no Atl. Platéia em êxtase. Estes são os caras de 20 anos. Estes são os caras que subiram no Rock in Rio sem cenário e fizeram todo mundo dançar. Estes são os caras que a primeira vez que vi no palco chapei. Sempre o melhor show ao vivo. Sempre. Não dava para deixar escapar um show deles em Sampa. Mesada economizada no maior sacrifício e sempre a sensação de realização total depois. Nunca sai de um show dos Paralamas apenas feliz. Sempre tive a sensação, quando as luzes se acendiam, que tinha visto um PUTA SHOW. Ontem não foi diferente. Isso em apenas quatro músicas. Mas Herbert não descansa. Na primeira parada, um diálogo. Ainda é difícil falar, conectar idéias e receber de volta a energia e emoção de quem estava lá, ao vivo, vendo um dos maiores músicos do mundo, que driblou a morte e deu show. Este é o senhor Vianna. Todos os shows que assisti, ele sempre me levou a uma emoção diferente. Quantas vezes não fiquei arrepiado. No Olympia, em um domingo quente em Sampa, quando no bis, ele tocou ¿O Telefone¿ da Gang 90. Isso é amor! Nas jams improvisadas com os Titãs, muito antes do maravilhoso show do Hollywood Rock. Estes são os Paralamas. E eu estava lá mais uma vez. Alegria de garoto, Meu Erro berrado como se fosse a primeira vez. O filho da puta sentado lá, olhando para todo mundo, e tocando muito. Tocando como se fosse a primeira vez. Acho que para ele, sempre vai ser a primeira vez. É o amor está lá no palco. Na união de três irmãos. É música no estado sólido, batendo forte em nossos corações. Herbert sabe emocionar. Poeta de talento este quatro-olhos. Que força de vontade. Reencontrar um dos maiores guitarristas do Brasil tocando de forma tão competente é de arrepiar. De ficar emocionado como os mais belos versos que Hebert escreveu, como em ¿Soldado da Paz¿: ¿Se o bom de viver é estar vivo, ter amor, ter abrigo (desculpe Herbert, mas aqui eu canto TER AMIGOS, acho mais poético, mesmo sendo um sacrilégio mexer em suas letras), ter sonhos, ter motivos pra cantar¿. Um show clássico, com velhas e novas músicas. Selvagem, com sua levada única e uma letra, que 17 anos depois continua atual. Seguida de A Dama e o Vagabundo, os mais moleques não conheciam, mas que cantei toda ao pé do ouvido, em um esforço de memória, mas não me importa o que já sei, eu ainda erro demais. E a gente combina o que for mais seguro, eu fico em casa, você pula o muro, ou ao contrário, tanto faz. Amor palavra complicada Já que estávamos falando de amor, Track Track, uma das mais bonitas composições do Fito, cantada, por Herbert em português e portenho, berrada pelo Gil, ao meu lado com seu sotaque de Buenos Aires. Dá-me tu amor, solo tu amor! Amor que estava presente, principalmente no contemplar de Herbert, olhando para o alto, e cantando emocionado, cada vez de suas composições. Como em Seguindo Estrelas, outra declamada ao pé do ouvido. Já não consigo não pensar, em você. Herbert fala de amor como ninguém. Basta pegar o lado B do Bora Bora ¿ sim, eu sou da época do LP, onde os disco em grandes, negros e tinham dois lados - Uns Dias, Quase um Segundo, Dois Elefantes, Três, Impressão, O Fundo do Coração e The Can. Se alguém resolveu demonstrar como se pode amar e como é a dor de se perder um amor, este alguém foi Herbert neste disco. Da alegria, do dia de sol do Lado A, a perda, a dor, a escuridão do Lado B. Se você está amando sem ser amado, este é o disco para meter o pé na Jaca e saber quando uma fossa é dolorosa e o quanto de arte ela pode render. No show, hora do beijo, hora do abraço, do olhar ns olhos, do TE AMO, do obrigado por estar aqui. Somos homens românticos, cada vez mais românticos, enquanto aquele paralama, declama poemas em nossos ouvidos. Um dos maiores, Meu Erro, levanta a galera. Mais uma berrada, abraço ao Gil. Meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria, a meu Deus era tudo que eu queria, eu dizia seu nome, não me abandone. Túnel do Tempo total, dos primeiros bailes, dos primeiros shows, dos primeiros beijos, dos primeiros amores, das primeiras desilusões, enquanto o Passo do Lui rodava a 33 rotações por minuto no meu toca discos. Caralho, ainda teve Que País é Este? Dado na guitarra e delírios femininos. Herbert cantando Renato. Ta certo que ele errou, esqueceu a letra, mas é daí? Herbert e Renato juntos sempre foi algo único. Lembro do especial da Globo reunindo Paralamas e Legião e lembro das duas outras composições que ele gravou de Renato no Cinema Mudo, quando a Turma de Brasília não era conhecida, e Herbert, sempre gênio, mostrou ao mundo, parte do talento do Trovador Solitário. Coisa de quem usa óculos (pena que esta não rolou no show). Química era uma daquelas músicas adolescentes, to tempo de colégio. A outra, é um das mais bonitas canções que Renato escreveu e que os Paralamas gravaram. O que não Disse é uma daquelas pérolas para iniciados, aqueles ratos que conhecem cad sugo de todos os discos. ¿Não importa o castigo / preço dessa confissão / Se você não me esquecer. Eu me rendo ao perigo / de tua doce invasão / e o que mais acontecer. Nem mistério, nem destino / é somente amor / ser feliz é estar contigo. Eu na aprendi nos livros / nem nos filmes de paixão / o que faço por você. Ser feliz é estar contigo / Mesmo que essa sensação / na se deixe perceber¿. Se você não conhece esta composição de Barone, Herbert e Renato, compre imediatamente o Cinema Mudo e se delicie com um das mais belas música
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 21h08
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Deixe o sol sair HOJE EU ACORDEI SOZINHO, SEM NINGUÉM AO MEU LADO NUNCA ACHEI QUE A CAMA FOSSE TÃO GRANDE ASSIM NÃO TINHA COM QUEM CONVERSAR, NEM PRA QUEM SORRIR NUNCA PENSEI QUE A MORTE VIESSE EM ABSOLUTO SILÊNCIO
ENTRANDO PELAS FRESTAS DA JANELA QUE INSISTE EM NÃO FECHAR DEIXANDO ESCURA AS RACHADURAS DA PAREDE POSSO OUVI-LÁ ESCOANDO PELO ENCANAMENTO CAINDO SOBRE A MINHA CABEÇA ENQUANTO TOMO BANHO
FRIA RÁPIDA LETAL
HOJE NÃO VOU MAIS PRECISAR MAIS DA MINHA CAMA NEM VOU PRECISAR MAIS DO SOM DAS PALAVRAS NÃO VOU PRECISAR MAIS DE TER VOCÊ AQUI HOJE SÓ VOU PRECISAR DO ABSOLUTO SILÊNCIO
QUE INSISTE EM INVADIR A MINHA CONSCIÊNCIA E GRITA EM MEUS OUVIDOS ATÉ ME DEIXAR SURDO EU POSSO OUVIR QUANDO A ESCURIDÃO TOMA MEU CORPO E INVADE MEUS PULMÕES NÃO ME DEIXANDO RESPIRAR
FUNDO FRACO LETAL
Do fundo da gaveta, publicado sem permissão.
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 21h08
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Os três últimos poemas postados são de autoria de um dos maiores poetas brasileiros, Nando Reis.
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 20h13
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Sexta com Hebert cantando ao vivo! O fimem erros. Estávamos lá. O L na mão e a esperança. Foi foda! No final, Lula Lá! e a visão de como a esperança pode vencer o medo e tudo que quiser. Hora de festa A partir daí virou baile Hora de dançar, de suar. Hora de chegar mais perto do palco. Dos Margaritas, Depois da Queda, o Coice, Mangue Town - com seus tambores, homenagem eterna de Herbert ao Chico, da época que os dois viajaram juntos pela Europa - Ela Disse Adeus, uma prova que os Paralamas sabem fazer músicas com peso, harmonia, riffs e simplicidade. Bela Luna, com sua guitarra quase praiana deslizando pelo céu encantado. Se o baile já estava bom, imagine quando Loirinha Bombril, Uma Brasileira e Vamô bate Lata começaram a ser executadas. Rodas em Sol, Trovas em Dó. Era hora de deixar o sal do mar, era hora de cantar aquela canção one more time. E fique arrepiado one more time. Lanterna dos Afogados começou com o piano de Fera e os naipes de semana promete!!!
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 19h40
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HEREDITÁRIO A cada parto A cada luto A cada perda A cada lucro O sol que dura, só um dia A cada dia, o sol diário Contra o que for hereditário.
Em cada mira Em cada muro Em cada fresta Em cada furo O sol que nasce, a cada dia A cada aniversário Contra o que for hereditário
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 14h25
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No Recreio
Quer saber QUANDO TE OLHEI DA PISCINA SE APOIANDO COM A MãO NA BORDA, fervendo a água que não era tão fria e um azulejo se partiu por que A PORTA DO NOSSO AMOR ESTAVA SE ABRINDO e os pés que dão por esse caminho vão terminar no altar, EU SÓ QUERIA ME CASAR COM ALGUEM IGUAL A VOCÊ e alguém igual não há de ter então, quero mudar de lugar. eu QUERO ESTAR NO LUGAR DA SALA PRA TE RECEBER na cor do esmalte que você vai escolher SÓ PARA AS UNHAS PINTAR QUANDO É QUE VOCÊ VAI SE SACAR que o vão que fazem suas mão é só por que não está comigo? SÓ É POSSíVEL TE AMAR. E SEUS PÉ SE ESPALHAM EM FIVELAS E SANDÁLIAS E O CHÃO SE ABRE POR DOIS SORRISOS virão guiando o seu corpo que é praia de um escândalo, charme macio que cor terá se derreter? QUE SOM OS LÁBIOS VÃO LAMBER? E VEM ME ENSINAR A FALAR, VEM ME ENSINAR TER VOCÊ NA MINHA BOCA AGORA MORA O TEU NOME É A VISTA QUE OS MEUS OLHOS QUEREM TER sem precisar procurar nem descansar e adormecer não acredito que vou gastar desse modo a vida olhar pro sol e ver janelas, cortina NO MEU CORAÇÃO FIZ UM LAR O MEU CORAÇÃO É O TEU LAR e de que adianta tanta mobília se você não esta comigo SÓ É POSSíVEL TE AMAR ESCORRE AOS LITROS, O AMOR OUVE OS SINOS, AMOR!
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h09
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Seus Olhos
PONHO O MEUS OLHOS EM VOCÊ, sem você estar DONA DOS MEUS OLHOS é VOCÊ, avião no ar UM DIA PRA ESSES OLHOS SEM TE VER, É COMO CHÃO DO MAR Liga o radio a pilha a TV, só pra você escutar A nova musica que eu fiz agora Lá fora a rua vazia chora OS MEUS OLHOS VIBRAM AO TE VER SÃO DOIS FÃS, UM PAR Luz nos olhos vidros pra poder, melhor te enxergar Luz dos olhos para anoitecer, é só você se afastar PINTA OS LÁBIOS PARA ESCREVER, A TUA BOCA EM MIM Que a nossa musica eu fiz agora, LÁ FORA A LUA IRRADIA A GLÓRIA E eu te chamo, EU TE PECO VEM DIGA QUE VOCÊ ME QUER, PORQUE EU TE QUERO TAMBÉM Faço as pazes lembrando Passo as tardes tentando lhe telefonar Cartazes te procurando Aeronaves seguem posando sem você desembarcar PRA EU TE DAR A MÃO NESSA HORA Levar as malas pro fusca lá fora E eu vou guiando, EU TE ESPERO VEM SIGA ONDE VÃO MEUS PÉS, PORQUE EU TE SIGO TAMBÉM Eu te amo, eu te peço vem DIGA QUE VOCÊ ME QUER, PORQUE EU TE QUERO TAMBÉM
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h09
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MUNCH É GÊNIO!
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h07
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30 de janeiro Nunca gostei muito de aniversários. Aliás não gosto muito de datas festivas. É sempre aquela encheção de saco, não sou muito de datas comemorativas. De ser obrigado a estar feliz. Tem dias que você acorda de mal humor, e só porque é seu aniversário, só porque é ano novo, ou carnaval, só porque é uma festas, você tem que estar bem. Odeio a obrigatoriedade de estar bem. Gosto sim de ficar com os amigos, de beber e bater um bom papo. De discutir em mesas de bar, ou de dar muita risada na praia. Gosto de fazer bobagens de moleque e de recordar aquelas que já fiz. Gosto de me divertir, mas quem não gosta? Quem não gosta de cerveja gelada na praia de tarde? É como um dia se sol. Não desgosto de dias de chuva, mas o sol é bem melhor. Não moro em Londres, em Vancouver, ou em Seattle, moro no Rio, perto da praia. Adoro andar de bicicleta a beira mar e dias de sol são bem melhores. Não precisa estar muito sol, um dia como o de ontem já está bom demais. Dias do sol me deixam de bom humor. Dias festivos nem sempre. É simples. Comments: >getComments('104333077557261733');
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h06
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Mais do Mesmo
"Destes vinte anos nenhum foi feito pra mim"- Renato Russo
Nos últimos dias, fui acusado de radical pelo comentário sobre a "nova" safra da Música Popular Brasileira. A música cabeça e revolucionária, que é feita com o sol, o céu e o mar. Muita gente achou que estou defendendo uma posição velha, onde apenas moleques brancos podem fazer uma revolução musical neste país. Quero deixar claro que não é isso. Não sou contra a música eletrônica, mesmo achando que ela não gere uma revolução estética total. Acho que ela auxilia a criatividade. É legal ouvir beats no meio de uma composição. Colagens sonoras através de samples. Mas isso não é revolução, é no máximo um guerrilha, que algumas vezes consegue uma grande conquista. Só que ainda não chegamos ao ponto de conquistar Serra Maestra, nem marchamos, eletronicamente, para a velha Havana. Revolução é quando rompemos com o processo. Vitória surpreendente e total. Acho que a música eletrônica, em fusão com os demais ritmos, está perto desta conquista. Mas quando falo de revolução, falo de João Gilberto, em 58, desconstruindo tudo o que estava ali, com sua voz, com uma batida de violão nova e com um processo de composição impressionantemente harmonioso. Revoluções como rebolado de Elvis Presley, que levou a levada de Chuck Berry aos brancos americanos, aqui representado pela Jovem Guarda, liderada pelo Rei Roberto. Como o espetáculo Opinião, onde Nara Leão deu voz aos poetas dos morros cariocas. Como as guitarras de baianos, que um dia foram revolucionários e hoje parecem mais ditadores africanos velhos dividindo suas tribos para manter seu poder, ou da levada mágica de Ben Jor, quando ele tocava violão. Revoluções como Você não soube me amar, entrando nos ouvidos das AM e FM, dos elevadores, em 82. Uma revolução de quando a maré encheu e o Brasil tomou banho de lama com os tambores de Pernambuco, liderados por Chico e Fred 04. Ou da realidade das ruas pobres e sujas das periferias de São Paulo, fotografada por Racionais e Thaide. É este novo processo que eu estou defendendo. Este processo revolucionário que pode nascer de um chip, de um aboé, de uma caixa de fósforo, de um louco, que está há dois anos dentro de um banheiro, estudando a verberação dos azulejos. Mas este processo precisa nascer da coragem. Coragem de não reverenciar os monstros sagrados. Coragem de se fazer ouvir, sem ter que copiar alguém. Hoje vivemos a música de clones, que copiam o passado com uma roupa moderna. Para mudarmos esta realidade, precisamos de coragem, de alma limpa e anarquia. Pessoas sem preocupação de sucesso, de clips na MTv, de participação de grandes eventos de cervejarias ou companhias telefônicas, ou de ícones que buscam seu caminho de artista através de programas de televisão com academias que "ensinam", como um artista deve se mostrar. Isso não se ensina. Você descobre na ralação, nas vaias de shows com 5 pessoas na platéia, no processo de construção que molda a posição de artistas. Sem fórmulas pré-estabelecidas, sem rótulos e manuais de sucesso. Precisamos de gente que ame a música e faça o que pensa. Só assim teremos criatividade suficiente para fazer esta nova revolução. Não tenho dúvida que ela está perto, mas com certeza, ela não vai nascer na mídia, com tijolinhos nos cadernos culturais e em papos de cangas. Ela vai nascer do oculto, do escuro, e vai surpreender a mim e a você. Agradecimento especial para Glaucita, grande amiga, amante da música. Comments: >getComments('104332917869974398');
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 12h39
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Comédias românticas Tô gostando cada vez mais de filmes pipoca. Sabe aquelas comédias românticas que fazem a gente apenas ver o que está acontecendo na tela e no fim você sai do cinema tranquilo. Sei que muitas vezes, filmes fazem a gente pensar, transformam. Veja o Filho da Noiva, ou Fale com Ela. Filmes revolucionam, mexem com nossos sentimentos, com a nossa vontade. Filmes de surpreende pela edição, pelo roteiro, pela direção, pela interpretação dos atores, pelo figurino, pela luz... Só que tem vezes, que não dá para ficar vendo apenas filmes lentos iranianos com estética minimalista. Não dá para ficar só indo ao Estação para depois sair analisando o novo do Woddy Allen, ou a nova escola do cinema Irlandês. Nunca fui muito de comédias românticas, mas estou aprendendo a gostar. Houve uma vez dois verões é uma destas comédias românticas. O Filme é pipoca pura, uma água com açúcar só. Mas a trilha sonora é muito boa, a idéia é bem realizada e quando existe uma mão para segurar no escuro, uma cabeça para encostar no seu ombro, fica muito bom. Bom, pensando bem, não acho que esteja gostando mais de filmes pipoca, acho que estou curtindo é a boa companhia no escuro do cinema.
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h39
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SABE COMO É VIVER O MOMENTO MAIS FORTE DE TODA A SUA VIDA? FOI MUITO BOM DESCOBRIR!
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 14h42
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Novos sons, velhas batidas e grandes decepções. Bom dia senhores, ontem fui assistir ao Show do Bossa Cuca Nova. Proposta básica, Bossa Nova com Beat Eletrônico. Musica para dançar, namorar e transformar. Poderia ser contestador, poderia ser inovador, poderia ter groove, foi até legal! Tudo bem feito, participação do Marcos Valle, que minha geração conhece mais por ter cantado uma música sobre bicicletas e outra sobre malhação nos anos 80, mas que tem a sua parte na história da música nacional. Bom, até acho legal este trabalho, gostei pra caramba da versão do Patife do Clássico da Elis. Consigo ouvir sem preconceito as montagens e colagens de DJ Mark, a mistura de tambores do Dj Dolores, mas esta coisa meio Beat nunca me pegou de jeito. É legal para namorar, é legal para ouvir na sala de espera do dentista, é legal até para uma noite tranquilinha, sem precisar suar muito, mas não tem nada demais. Talvez eu esteja me tornando um dinossauro, mas to meio de saco cheio da música brasileira. Desta nova música, deste pseudo modernidade. To longe de Sampa, não sei se lá a cena também está assim, acredito que não, Sampa é mais dura e modismo de verões nem sempre são bem aceitos, não se trata de ser melhor ou pior, é apenas o jeito que funciona o DNA da cidade. Lá, pode até aparecer e cair na graça da imprensa uma coisa tipo "Funk como le Gusta", mas não é a realidade de uma cidade que produz uma poeira preta e não areia. To de saco cheio de ser rotulado como radical por simplesmente não achar graça do que se apresenta como "O Novo". Não vejo nada de novo "No Novo". Não consigo. E não ando de mal humor, não ando deprimido, não ando querendo com que a humanidade acabe. Só não consigo descobrir o que a pseudo modernidade do posto 9 vê de tão interessante no elenco do show da Skol. Deve ser por que cresci sem saber o que é o céu, pode ser porque cresci sem ver o sol se por e aplaudir este belo espetáculo da natureza. Natureza, que pra mim, sempre foi representada nos musgos que se formam no cantos das casas. Não sou uma pessoa descolada, e também não quero ser. Não quero vestir as roupas da moda, e posar de cool tropical. Não sei se não quero, só acho que não dá. Quero emoção, quero ouvir uma música ou um Cd e me emocionar, não ter vontade de tirar ele do Player. Nos últimos tempos, acho que só Racionais Mc´s fizeram isso no meu quarto. Quero encontrar coisa como "O Bloco do Eu Sozinho", que realmente me surpreender. Uma amiga disse que não pode achar Los Hermanos geniais. Tudo bem. Só que não teve nos últimos anos, um Cd tão diferente e revolucionário como este. Desde o início do Mangue Beat, do primeiro disco do Fred, dos discos do Chico, nada foi tão bom, tão bem feito, tão criativo como este Cd. Desculpem, mas não posso compactuar com coisas com as "Noites de MPB - Música Preta Brasileira" - uma coisa que une Tony Garrido, Sandra de Sá e Zé Ricardo cantando Black Music dos anos 70 e posando de modernos só porque descobriram que que Tim Maia Racional é do caralho. è do caralho, mas foi feito há 25 anos. Copiar esquemas antigos e colocar uma roupagem moderna é a alma da cultura pop, mas chamar isso de inovação, salvação da música popular, chamar isso de modernidade, é, além de falta de cultura, uma grande armação. Uma invenção como o show do Jóquei. Lá vão estar reunidos os ícones da cultura de verão do Posto 9. Lá, ícones bronzeados e moldados, criados pelos artistas que circulam em uma pequena faixa de areia revolucionária, uma areia sagrada com poderes de cura, que faz com que o Afro Rio sobreviva, com a sua percussão e fusões. A mesma linha de raciocínio, afinal, vivemos em um movimento, que Pedro Luís transporta para a sua parede e o seu Monobloco, um dos mais descolados eventos do pré carnaval carioca. Tambores, meninos brancos brincando de Maracatu. Nada contra, mas o que me deixa puto é a pose de moderno deste povinho, só porque descobrimos que existe um folclore rico de ritmos e que podemos utilizar isso com os nossas experiências. Fazemos isso desde Machado de Assis, chegamos a radicalidade com Oswald e Mario de Andrade em 1922. Não tem como me convencer que isso é moderno e nasceu em Ipanema. Ultimamente, o que nasceu nestas areias foram pessoas como Rogê e seus passarinhos, Fernanda Abreu e seu swing da lata e propostas, vista como revolucionárias , como a Orquestra Imperial e o balanço de Seu Jorge, que cruzou a ponte, direto de São Gonzalo, para cair na graça da galera Zona Sul. Acho até que o cara canta bem, faz um som decente, mas nada que acrescente, nada que se venda como novo. Pare e ouça Ben Jor, ouça Trio Mocotó, e veja se ele acrescenta alguma coisa, se muda o rumo. Quero alguém que cruze as linhas estabelecidas, que tenha coragem de enfrentar tudo que está ai. Não quero sub Djavans com Jorge Vercilo. Este é um processo que está acontecendo também do outro lado da ponte. Não posso compactuar com a salvação da música nacional chamada Artistas Reunidos. Filhos de pais famosos. Pseudo modernos que estudaram harmonia, composição, que misturam, fundem, absorvem e difundem uma coisa gosmenta e grudenta. Na boa, Jairzinho poderia continuar no Balão Mágico e os filhos do Simonal poderiam viver de direitos autorais. Pedro Camargo Mariano e Marcelo Boscolli poderiam ser apenas homens de negócios. Ainda bem, que na história da música, sempre que a coisa chega a este ponto de enganação, garotos sujos, cheio de espinhas na cara, que abriram mão de ficar em casa batendo punheta e resolveram tocar um instrumento, surgem de bueiros e garagens e criam uma cena nova, com vida. Vida que falta a nossa atual música nacional. Que este movimento venha logo, e me salva desta Maresia.
Listas MTV e Zero Duas publicações que falam de música, a maravilhosa revista Zero e a estranha Revista da MTV trouxeram em suas edições, listas de músicas. A MTV trouxe votos de 52 pessoas para escolher os 100 melhores discos brasileiros de todos os tempos, entre eles Alex Menotti, camarada deste blog. Encabeçando a lista, TROPICÁLIA, um marco com certeza na linha musical brasileiro. Achei superestimadas as colocações de discos como Acabou Chorare, dos Novos Baianos - segundo colocado - e o disco do Seco e Molhados - quarto na lista - são ótimos discos, mas não poderiam ficar a frente de Chega de Saudades, de João Gilberto, mas lista é lista. Dados positivos são a sétima colocação de Lama ao Caos, do Chico -sétimo na lista - Selvagem, dos Paralamas - melhor representante da Geração 80, em décimo primeiro lugar - o delicioso Em Ritmo de Abertura, do Rei - vigésimo sexto e meus preferidos, Cabeça Dinossauro e Vamos Invadir sua Praia, dos Titãs e do Ultraje - Trigésimos sétimo e nono. Falando português Já a Zero, trás a lista dos 25 melhores discos do Rock Brasil depois de 1982, o que exclui toda a obra de Mutantes, toda a fase interessante de Rita, quase tudo que Raul fez de bom, os melhores discos de Erasmo Carlos e a fase rock do Rei Roberto. O melhor é que cada disco é comentado por um membro da banda que conta como fo gravado, curiosidades sobre o trabalho. Vale muito a pena ler. Ai vai a lista: 1. Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia - 64 2. Titãs - Cabeça Dinossauro - 62 3. Legião Urbana - Legião Urbana - 40 4. Los Hermanos - Bloco do Eu Sozinho - 38 5. Ira! - Vivendo e Não Aprendendo - 31 6. Paralamas do Sucesso - Selvagem? - 31 7. Chico Science e Nação Zumbi - Afrociberdelia - 22 8. Legião Urbana ¿ Dois - 20 9. Chico Science e Nação Zumbi - Da Lama ao Caos - 20 10. O Rappa - Lado B Lado A - 20 11. Plebe Rude - O Concreto Já Rachou - 17 12. Paralamas do Sucesso - O Passo do Lui - 17 13. Ira! - Mudança de Comportamento - 16 14. Raimundos - Raimundos - 15 15. mundo livre s.a. - samba esquema noise - 15 16. Sepultura - Chaos AD - 14 17. Sepultura - Roots - 13 18. Legião Urbana - As Quatro Estações - 10 19. Blitz - As Aventuras da Bli
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h53
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Paradiso Sabe a magia do cinema? Sabe, aquele sensação que você só encontra no escuro de uma tela grande? A ilusão de ótica enganando nossas pupilas e dando a ilusão do movimento. Quadros e mais quadros parados, passando por segundos, contando uma história. No início, nada de som, apenas a surpresa do movimento. Câmera parada e o espanto. Na época a tela tinha que ser molhada, todo mundo ficava de pé, mas o escuro estava lá. Desde o início. Escuro em esconde emoções, como as lágrimas que insistem em surgir dos olhos em uma cena de emoção, ou aquela adrenalina que percorrer a barriga quando alguma coisa está para acontecer. Susto e o cinema pulando no escuro. Ação contínua, sem pause, sem poder avançar ou retornar. Apenas espectadores, presos a visão de outra pessoa, aos pensamentos de um diretor. Não somos passivos, interagimos com a trama e aproveitamos melhor as emoções. A mesma emoção de tocar na mão da pessoa ao lado. A mesma emoção de virar a cabeça e ver, com a luz refletida da tela que fica vibrando, meio inconstante, um sorriso apreensivo, a total atenção a ação. A mesma emoção de se surpreender com um aperto forte na mão, uma unhada de medo, marcas que ficam na pele depois da sessão. A mesma emoção de um beijo, do nada, assim, apenas para aproveitar o escurinho.
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 14h01
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Bom dia a todos. Depois de um fim de semana delicioso e uma segunda com muita cerveja, chegamos a esta terça chuvosa, cinza e quente aqui no Rio de Janeiro. Este é o verão do El Niño. Vamos transformar o mundo.
Louvemos Domingão, um show de música gospel invadiu a praia. Quem leu a crítica do André Barcinski sabe que a praia tem uma acústica perfeita. Se o finde do André foi estragado pelo Djavan, imagina o seu ser massacrado por grupos cristãos de quinta categoria, com arranjos patéticos, uma coisa que passeia entre Yes e música mexicana romântica. Bom, neste domingo, eu queria apenas ir a praia, relaxar, ler meu livro, aproveitar a ótima companhia. Beijar, abraçar, entrar no mar gelado e me esquentar com o pouco sol. Mas, de repente, trombetas anunciaram o fim de domingo de louvação. O que poderia ser pior? Acho que só o Raça Negra gravando Jovem Guarda. Mas não tinha Raça Negra. Tinha, meia dúzia de gatos pingados, dançando de mãos dadas e competições de quem gritava Aleluia mais alto. Uma competição de louvação. Não deveríamos nos unir e não competir? Não deveríamos ser solidários e não competitivos? Mas tudo vale no show de espetáculo. Juro que ainda tentei ficar na praia vendo o sol se por. Mas o silêncio e a piscina me chamavam. Não pude acompanhar estas horas de louvação até o final. Mas, de longe, pude ouvir a queima de fogos que encerrou a louvação. Como diria Francisco Rossi: "Segura na mão de Deus e vai..."
Autofagia Kurt Cobain se matou por não aguentar a pressão de ver seu grupo se transformar na salvação do Rock. Ele renegou seus maiores hits, porque estas músicas levaram, o Nirvana a pessoas que, para Kurt, não deveriam ouvir o som. Mas a música é democrática, e rompe estas fronteiras, não existe meio de manter a arte presa a um gueto. Ela pode se tornar popular a qualquer momento. Bom, no evento gospel de domingo, me deparei com uma mostra de como nós devoramos nossos símbolos. No meio de uma canção ao melhor estilo Hard Rock do Senhor, um garoto dançava freneticamente. No peito, uma camiseta preta, estampada em amarelo NIRVANA. Sorri da ironia. Acho que depois disso, Mano Caê pode gravar "Come as You Are", com tranquilidade e celos. No I don´t have a gun.
Pergunta O que é Leo Jaime como comentarista do SBT? Só não é pior que o Zetti, que se formou na escola Zenoniana de Futebolês. Quando vão transformar o meu amigo Carlos Gil em comentarista e trazer de volta a inteligência aos campos?
O maior dos shows Rock in Rio? Free Jazz? A Skol reúne no Brasil o melhor time do mundo. No fim de janeiro, para concorrer com o meu aniversário, a cervejaria vai promover o maior encontro da Nova Música Brasileira. O Jockey Clube Brasileiro vai ficar pequeno. Vejam a escalação:
Lenine Seu Jorge AfroRio Rogê Monobloco Pedro Luis e a Parede Fernanda Abreu Jota Quest Jorge Vercilo
Alguém sabe quanto custa o aluguel de um avião? É por isso que odeio marketeiros. Depois desta, passo a tomar só Bohemia. Só senti falta do LS Jack.
Frase "Quem gosta de Belle e Sebastian e Coldplay não tem amigos", Daniela Marica, grande jornalista e amiga deste Blog
Golpe de Estado Estar apaixonado é estar embriagado É não ver mais nada ao lado Estar apaixonado é estar entorpecido Não saber se esta morto ou vivo É pouca razão pra muita emoção Eu sinto solidão Quando falo sozinho Preciso de carinho E o afago de sua mão Corpo no abandono cachorro sem dono Se a boca não diz te amo Explosão de tesão pra morrer de amor De ansiedade e de dor Estar apaixonado é estar embriagado É não ver mais nada ao lado Estar apaixonado é estar entorpecido Não saber se esta morto ou vivo Paixão que é cega, surda, muda e nega Até a quem se entrega Não vê que o próprio ódio Como o sim e o não Tem a torça igual da paixão Quem te deu essa arma Se meu ciúme te acalma E o teu céu é meu karma E o teu céu é meu karma Estar apaixonado é estar embriagado É não ver mais nada ao lado Estar apaixonado é estar entorpecido Não saber se esta morto ou vivo
Disco Vermes Esta semana perdemos Maurice Gibb, músico dos Bee Gees. Existe época pior para a música mundial de a Disco? Já foi tarde.
Múscias que mudaram o mundo A versão de Elvis Presley para "That's All Right" lidera uma votação realizada pela revista inglesa Q para eleger as 100 músicas que mudaram o mundo. Foi com a gravação de "That's All Right", em 1954, que Elvis iniciou sua carreira musical. A versão do cantor é considerada a primeira faixa de rock'n'roll da história e foi escolhida por críticos e músicos como a canção mais influente já feita. A música foi gravada originalmente pelo cantor de blues Arthur "Big Boy" Crudup, em 1946. Elvis é seguido na lista pelos Beatles, com "I Wanna Hold Your Hand". Em terceiro lugar está "God Save The Queen", dos Sex Pistols. Entre as músicas que fazem parte da lista da Q estão "Candle in The Wind", de Elton John, "Wannabe", das Spice Girls, e "Live Forever", do Oasis. Veja abaixo as 10 primeiras colocadas na votação das músicas que mudaram o mundo: Elvis Presley - "That's All Right" The Beatles - "I Wanna Hold Your Hand" Sex Pistols - "God Save The Queen" Sugarhill Gang - "Rapper's Delight" Nirvana - "Smells Like Teen Spirit" Billie Holiday - "Strange Fruit" Bob Dylan - "Like A Rolling Stone" Run DMC - "Walk This Way" New Order - "Blue Monday" Band Aid - "Do They Know It's Christmas?"
Pergunta O que é Leo Jaime como comentarista do SBT? Só não é pior que o Zetti, que se formou na escola Zenoniana de Futebolês. Quando vão transformar o meu amigo Carlos Gil em comentarista e trazer de volta a inteligê255435193956653')">Comments: >getComments('104255435193956653');
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 13h25
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Frases
"Por que eu não escrevo minha autobiografia? Porque cheirei tanta cocaína e bebi tanto que não me lembro de nada que aconteceu entre 1970 e 1982. Parece que eu fui dormir num ano e acordei 12 anos depois." Ozzy Osbourne
"Eu não pratico instrumentos porque sou um gênio, e a prática pode tirar a minha espontaneidade quando estou gravando." Prince
"Eu acho que a pior coisa que poderia me acontecer era acordar um dia e descobrir que eu havia me tornado Lenny Kravitz. Esse cara é o pior." Steve Turner, do grupo Mudhoney
"Eu não fui expulso dos Ramones, eu saí dos Ramones. Bom, na verdade eu saí e depois fui expulso... Bom, a história é a seguinte: eu resolvi sair da banda, roubei a van de equipamento e vendi tudo numa loja de instrumentos. Daí eles me expulsaram. Mas eu saí antes de eles me expulsarem, pode ter certeza disso." Dee Dee Ramone
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 12h59
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Coisas boas da vida Não sei se é o forte calor, se o sol na minha cabeça, se são as belas tardes que agora estou podendo acompanhar, se é o sol se pondo atrás do Dois Irmãos, se é a cerveja gelada, o bom papo dos amigos, mas a luz do mundo que mudou. Tá bom, parece papo de Hippie. De vendedor de incenso, de neo-sujinho pé de chinelo que mora com a mãe e toma Toddy todo dia. Daqueles que ficam no posto 9, aplaudindo o por do sol. Aquela coisa de louvar a natureza, se encantar com os mistérios da nossa mãe maior. Mãe maior? Para mim, isso é quando a Dona Suely da uma engordada. Mas não posso negar que tenho sorrido muito mais e achando a vida mais simples. Acho que são as influências do ano novo. Acho que foram os fogos em Copa. Mais uma vez, eles existiram? To meio de saco cheio de complicar tudo. To querendo andar de havaianas, pedalar no fim de tarde, dar muita risada e comer sorvete nas noites quentes cariocas. Quero aproveitar este mês. Deixar o sol me controlar. O Sol Maia, com seus símbolos, seus seus métodos, manias e desejos. Quero meus verões de moleque. Meus verões de Caraguá. Praia, bicicleta, sorvete, praça, Martin, cerveja, pequenos vandalismos, violões, meninas na rua, vôlei de cordão, Claudia, Paula, velhas piadas, calor, pele bronzeada, trilhas, descobrimentos de novas praias, viagens de bikes pelo litoral. Vento com cheiro de maresia. Maresia que me faz lembrar que moro em uma cidade de praia e é esta cidade que vou aproveitar cada segundo. Janeiro, mês de transformações, inferno astral e mudança de idade. Janeiro vai ser muito bom.
Bowie Há dois dias David Bowie canta alto no rádio do meu carro. Quando era moleque não gostava muito de Bowie, achava ele chato. Mas a gente envelhece, até o ponto de passar a gostar de jazz e solos de contra-baixo. Acho que isso faz a gente olhar com mais carinho a pessoas como Bowie e Elton John. No caso do camaleão, algumas porradas de Glam Rock fazem muito bem a alma. Space Oddity, Ziggy Stardust, Changes, Rock ´N´ Roll Suicide. Os tempos em Berlim e os contos e personagens criados fazem de Bowie um dos mais legais contadores de história do século. Eu estou adorando ouvir Boas histórias.
Em primeira mão Por falar em histórias, estou lendo "Dias de Luta", livro do jornalista Ricardo Alexandre. Um belo trabalho de pesquisa, um livro com boas histórias. Muita gente já escreveu sobre os anos 80, sobre o movimento musical que existiu na época, um movimento que formou meu modo de pensar e de ouvir música. Um movimento que me fez gostar de lixo e de música espontânea. Bom, este humilde escriba também tem um projeto simples sobre este tema. Uma coisa simples, que está escondido em alguns disquetes negros, perdidos, que está repousando no fundo do meu Hd. Não quero contar a história como ela aconteceu, quero contar o que ela representou para um adolescente paulista que começou a se apaixonar por música. Não sei quando vai ficar pronto, não sei se vai ficar pronto, mas ontem, conversando e tomando sorvete, me deu vontade de retomar o projeto. O que é bem legal. E já que este blog é para mostrar alguma coisa que eu acho que vale a pena, bom, ai vai um pequeno trecho, de um disco que estou ouvindo muito e que vai na mala de viagem hoje.
"Quando você tem doze para treze anos, não consegue saber muito bem o que está acontecendo a sua volta. Quando você usa óculos o começo da adolescência é uma época ainda mais complicada. Depois dos foras e das paixões não realizadas, o aparelho de som de casa passou a ser um grande companheiro. Ainda era complicado achar uma rádio que tocasse aquelas músicas que eu comecei a ouvir. A primeira vez que vi a figura de Hebert Vianna foi meio um choque. O cara era magrelo, como eu, tinha um corte de cabelo estranho, como o que eu faria um mês depois, e usava óculos. Sim, o cara tinha quatro olhos, óculos fundo de garrafa, vermelhos. Um cara que cantava na televisão de óculos e cantava uma angústia que eu estava vivendo. Não foi uma imagens como a de Caetano, sendo chamado por Dona Canô, vendo Gil, aquele negro lindo, na televisão. Por que você não olha pra mim? Caralho, que som era aquele. Como aquele cara conseguia traduzir isso. Como ele conseguia me conhecer e traduzir todos estes sentimentos. Existia um elo de ligação entre todos os quatro olhos do mundo, passamos pelos mesmos traumas, pelos mesmos desejos. Ai veio o Rock in Rio, e lá estava o cara lá, de novo. 100 mil pessoas cantando e apenas 3 caras tocando em um palco gigantesco, com duas palmeiras de cenário. Hebert vestido de preto, óculos vermelhos. Precisava daquele disco. Precisava saber mais. Cinema mudo e Vital e sua moto eram boas músicas, estavam nas minhas velhas Basfs amarelos, mas Óculos eram uma revolução, era alguém cantando o que eu queria cantar. Simples e direto. Janeiro em Caraguá era sempre cheio de bailinhos. Era o começo de bailes ao som de New Wave. Ao som de The Smiths. Na TDK que comprei com o dinheiro economizado dos sorvetes da noite, Óculos abria a fita. No meu aniversário, nada de presentes - uma tradição, já que dois meses de praia eram um mundo paralelo. Na festa, música alta, novos sons. A fitinha quase gasta tocava Cure, Clash, e aquelas banda que o Rock in Rio trouxe. Queen, que já disse que gostei muito, e coisas como B´52, com danças estranhas, Gogo´s, Scorpions, Ozzy. Mãos suadas, Ana Claudia iria a festa. 13 anos e aquela sensação de estar apaixonado por um beijo apenas. Quem diria que isso marcaria tanto. Óculos ficou ainda mais importante, quando ela disse que gostava desta música, da minha música. O mundo era um lugar para nós, e nossas lentes corretivas. Depois desta, precisava daquele disco e O Passo do Lui caiu em minhas mãos uma semana depois de voltar de férias..." Chega, conto o resto um outro dia, ou no livro...
Vai rolar a festa O meu aniversário está chegando. Dia 30 de janeiro, o Bukowski vai se pequeno. Leitores deste Blog, a casa é de vocês. Rock 'n' roll da melhor qualidade, cerveja gelada e mosh, muito mosh. Tragam presentinhos para o aniversariante, que se o DJ permiitr, vai brindar os amigos com um set rápido do melhor som do planeta.
bIG bROTHER Prometi que não vou ler, falar, pensar, perder meu tempo com esta bobagem. Não quero conhecer a vida de 14 pessoas que nada me interessam. Na boa, isso é muito chato. Prefiro ficar em casa, tomando leite com maçã. Começa aqui a campanha "IGNORE O BIG BROTHER E COMA O BIAL".
Seres estranhos Tem horas que a gente começa acreditar em fadas, magos, alquimistas, bruxas, gnomos, duendes, mágicos, ilusionistas, anjos... Seres estranhos que povoam o imaginário coletivo. Acho que isso é bom, é bom voltar a ter fé.
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 14h32
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VOCÊ SABE QUE É PAULISTANO(A) QUANDO... - Se sente emocionado quando olha para o céu e vê estrelas. > - Ao dirigir, fica satisfeito quando consegue andar 100 metros sem parar. > - Acha que 3 horas diárias de trânsito são comuns. > - Tem medo da polícia. > - Já foi assaltado. > - Ao ouvir dizer que algum lugar é longe, já pensa em ir de metrô. > - Acha estranho uma cidade sem prédios. > - Você passa a semana inteira esperando o fim de semana para se espremer na balada. > - Acha normal andar c/ um guia de ruas no porta-luvas do carro. > - Sabe que não é nada bom morar na Zona Leste. > - Você chama os amigos dos seus pais de "tio" e "tia". > - No carnaval, só quer saber de bagunça. > - Você vê alguém fazer uma barbeiragem no trânsito e diz: "Ô baianada"! > - Reclama de carioca, argentino, nordestino e caiçara, mas nunca se tocou que não é bem vindo em certas localidades. > - Não importa o tamanho do feriado... Sendo feriado, corre para praia. > - Acha linda a natureza do Parque do Ibirapuera. > - Você não conhece nem 10% da sua cidade. > - Fica indignado quando alguém de fora conhece algo em São Paulo que você não conhece. > - Acha o máximo que todos os shows internacionais sejam em São Paulo e fica doido da vida porque o Rock in Rio é no Rio. > - Você odeia carioca, não suporta ouvir os "R" arrastados e os "S" com som de "X" pronunciados por eles. > - Não conhece Ipanema, Copacabana, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar... E não faz a mínima questão de conhecer! > - Não se contenta com as piscinas de clubes e, na primeira oportunidade, corre para praia. > - Adora andar em shopping, comer em shopping, gastar dinheiro em shopping, e fica indignado quando viaja para algum lugar em que o único shopping tem apenas um piso. > - Quando vai a outra cidade, fica indignado quando há ruas não asfaltadas. > - Sua loja de discos favorita é a Saraiva Music Hall. > - As suas primeiras amizades foram feitas no prédio em que mora. > - Fica perplexo com a originalidade dos nomes dos funcionários do seu prédio. > - Conhece pelo menos cinco obras assinadas por Paulo Maluf. > - Se chove, reclama das enchentes. Se não chove, reclama da seca, da falta de água e do excesso de poluição. > - Você ouve seus amigos comentarem: "Mina mó gata, tá ligado?" > - Acredita que adjetivo "puta" encaixa-se perfeitamente com qualquer substantivo, quando se quer denominar grandeza ou excesso. Ex.: Puta sol, Puta prédio gigante, puta oportunidade... > - "Mandar bala","duca","irado", "balada", "pad />"This is Major Tom to Ground Control I'm stepping through the door And I'm floating in a most peculiar way And the stars look very different today
For here Am I sitting in a tin can Far above the world Planet Earth is blue And there's nothing I can do
Though I'm past one hundred thousand miles I'm feeling very still And I think my spaceship knows which way to go Tell my wife I love her very much she knows"
Ground Control to Major Tom Your circuit's dead, there's something wrong Can you hear me, Major Tom? Can you hear me, Major Tom? Can you hear me, Major Tom? Can you....
"Here am I floating round my tin can Far above the Moon Planet Earth is blue And there's nothing I can do."
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 14h30
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O que meus olhos acabaram de ler fizeram meus versos parecem infantis agora começo a entender um pouco porque, mesmo fugindo, sempre te quis.
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 12h06
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VOCÊ SABE QUE É PAULISTANO(A) QUANDO... - Se sente emocionado quando olha para o céu e vê estrelas. > - Ao dirigir, fica satisfeito quando consegue andar 100 metros sem parar. > - Acha que 3 horas diárias de trânsito são comuns. > - Tem medo da polícia. > - Já foi assaltado. > - Ao ouvir dizer que algum lugar é longe, já pensa em ir de metrô. > - Acha estranho uma cidade sem prédios. > - Você passa a semana inteira esperando o fim de semana para se espremer na balada. > - Acha normal andar c/ um guia de ruas no porta-luvas do carro. > - Sabe que não é nada bom morar na Zona Leste. > - Você chama os amigos dos seus pais de "tio" e "tia". > - No carnaval, só quer saber de bagunça. > - Você vê alguém fazer uma barbeiragem no trânsito e diz: "Ô baianada"! > - Reclama de carioca, argentino, nordestino e caiçara, mas nunca se tocou que não é bem vindo em certas localidades. > - Não importa o tamanho do feriado... Sendo feriado, corre para praia. > - Acha linda a natureza do Parque do Ibirapuera. > - Você não conhece nem 10% da sua cidade. > - Fica indignado quando alguém de fora conhece algo em São Paulo que você não conhece. > - Acha o máximo que todos os shows internacionais sejam em São Paulo e fica doido da vida porque o Rock in Rio é no Rio. > - Você odeia carioca, não suporta ouvir os "R" arrastados e os "S" com som de "X" pronunciados por eles. > - Não conhece Ipanema, Copacabana, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar... E não faz a mínima questão de conhecer! > - Não se contenta com as piscinas de clubes e, na primeira oportunidade, corre para praia. > - Adora andar em shopping, comer em shopping, gastar dinheiro em shopping, e fica indignado quando viaja para algum lugar em que o único shopping tem aoca", "Sampa", "breja","bumba","na faixa", "sussu", "meu", entre outras expressões, já estão em seu inconsciente. > - Acha que uma casa com piscina é muito luxo. > - Tem orgulho da Avenida Paulista, mas odeia passar por lá. > - Não se estranha pelo fato de balas, flanelas, flores e outros utensílios serem compradas exclusivamente no semáforo. > - Acha estranho cidades sem McDonald's, Habib's ou Pizza Hut. > - No inverno, vai disputar um lugarzinho em Campos do Jordão. > - Você classifica "natureza" como substantivo abstrato. > - Sabe o que é uma mina. > - Você se enquadra em alguma dessas classificações: boy, nerd,surfista, skatista, metaleiro, pati, tio, tia, dotô, baiano, ou mano. >- Pizza é o seu prato favorito e acha incrivel, um fenomeno quando encontra uma pizzaria boa fora de São Paulo (o que é quase impossivel de se achar). > - Diz "vou ao shopping" sem ter a mínima idéia de onde vai. > - Sai à 1 da manhã do sábado de casa e ainda não escolheu em qual balada vai. > - Não entende as pessoas de outras cidades que se arrumam para ir ao McDonald's. > - Conhece mais o Guarujá do que São Paulo. > - E, como não podia deixar de ser, sabe que São Paulo é poluída, tem trânsito, pessoas correndo por todo lado, um verdadeiro inferno... Mas não deixa de morar em São Paulo por nada nesse mundo!
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 11h58
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Com premissão
Itamar é um daqueles negões geniais, muito além do seu tempo, que sabe brincar com as palavras, com os sons, ano passado, ele quase embarcou, vítima de um cancer, mas acho que Deus não tava muito a fim, e só para sacaniar mais o cara, deixou ele mais um pouco aqui, morando pra lá da Penha. Seria castigo? Bom, eu tava em casa escrevendo e criei uma frase, uma linha de poesia que dizia: "Por que não pensei nisso antes?" Só, que eu deveria saber, que o velho negro, do alto da sua sabedoria, já deveria ter composto algo parecido... para não correr o risco de ser chamado de plagiador.. ou ousar em furar o homem.. mudei a métrica, a rima, os sons e os versos dissonantes...
Itamar Assumpção
Pensei seduzir você com algo bem provocante Gingando num bambolê, me equilibrando em barbante Dançando numa TV, coberto com diamantes Num carrão zero, por que que eu não pensei nisso antes? Pensei seduzir você daquele instante em diante Além de fazer crochê, pensei dar vôo rasante Ir ao cinema, escrever, reinar nesse caos reinante Impressionante, por que que eu não pensei nisso antes? Pensei seduzir você, fazendo ar de importante Te oferecendo um ap , um drinque ou um refrigerante Testando HIV, consultando cartomante Só sobre a gente, por que que eu não pensei nisso antes? Pensei seduzir você domesticando elefantes Cuidando bem de bebês, doando-me pra transplantes Eu mesmo ser meu dublê, meu próprio representante Por cargas d'água, por que que eu não pensei nisso antes? Pensei seduzir você mostrando-me confiante Plantando um pé de ipê, ecólogo ambulante Limpando o rio Tietê e outros rios restantes Ser carioca e baiano, por que que eu não pensei nisso antes? Pensei seduzir você, mudando-me qual mutante De alguma estrela trazer um raciocínio brilhante Bater no peito e dizer, num brado bem retumbante Só penso em você, por que que eu não pensei nisso antes?
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 11h47
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saber é pouco como é que a água do mar entra dentro do coco?
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 15h24
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2003 Mais um ano. Ano novo. 2003. Teve som bom, boa comida, gente legal, festa, cerveja gelada, colo, sonhos e promessas. Só não me lembro de ter visto os fogos de Copa. O momento apagou. Mais um ano. Ano novo. Teve abraço emocionado, teve beijo, teve choro, teve foda-se, teve roda e teve mosh, teve baile e bailarina. Teve amigo velho, teve amigo novo. Teve tender, banho de farofa e um pavê de oreo maravilhoso. Mais um ano. Que venha 2003. Que apareçam as mudanças. Estou atento e forte e não tenho tempo de temer.
Sonhos Dia primeiro foi dia de ver na Tv o sonho. Quem acompanha este blog desde sua criação sabe muito bem, que o primeiro texto produzido aqui foi em homenagem ao novo presidente da República. No meio da ressaca, depois de ter que trabalhar de manhã, fiquei ligado, em frente a Tv, morrendo de vontade de tomar chuva, vendo a esperança vencer o medo. Luis Inácio Lula da Silva finalmente recebeu a faixa presidencial. Foi uma passagem meio confusa, Fernando Henrique teve um acesso de Eugene na Matriz e derrubou o óculos. Mas o momento foi lindo. Depois de 13 anos, o Sapo Barbudo chegou lá. Em casa, cheguei a segurar o choro (eu não estava ouvindo Coldplay). Depois de 13 anos de luta. Depois de bocas de urnas, apurações, festas e decepções, o sonho virava realidade. Dia 1º de janeiro nasceu uma nova era para este país. Não vamos conseguir transformar tudo. Não vamos realizar uma Revolução. Não vamos fazer em 4 anos, o que precisamos de 400 para fazer. Mas vamos mudar este país. Transformar lentamente esta cultura. Criamos a esperança e temos a responsabilidade de fazer esta esperança viver. Vamos transformar lentamente este país, mas vamos transformá-lo em sua estrutura. Mudando estes 500 anos de dominação. Vai ser uma luta dura e suja. Vamos sofrer boicotes. Mas nada como ver o senhor Marco Maciel deixando o Planalto depois de 38 anos. Vamos nos preparar. Acabar com a fome de 52 milhões pessoas já é uma tarefa digna de Hércules. Mas a gente que mais. A gente que fazer deste país um país melhor. Amo o Brasil e estou disposto a lutar pelo que acredito. Não quero dinheiro, que um país melhor, um momento melhor para todas as Marias e Joões. Para ter orgulho, daqui 50 anos. Temos que nos orgulhar do que fizemos em 2002 e temos que lutar para ter orgulho do que faremos entre 2003 a 2006. Esta é a nossa Era. Este é o momento de escrever a nossa História. Estamos velhos para pintar a cara, mas somos jovens para acreditar que podemos e devemos lutar por um Brasil melhor. Vamos mudar a mentalidade dos descrentes. Exigir pessoas sérias. Vamos tentar não subornar o guarda da esquina e não jogar lixo nas praias. Vamos tentar ser civilizados, educados, pacientes e brasileiros. Vamos educar e fazer deste país uma verdadeira nação. Eu não tenho medo. Eu não tenho receio do trabalho. Vou suar para este meu sonho se o mais lindo possível. Estou forte, feliz e quero muito mudar esta nação. O Brasil já começa melhor sem o senhor Paulo Renato no Ministério da Educação. O homem que criou o Provão e acabou com as Escolas Técnicas Federais. Sucateou nosso ensino e ainda tinha fama de estadista foi embora. Em seu lugar o velho Cristivam Buarque. Hora de acabar com os analfabetos deste país e transformar a Educação em prioridade. Que a presença de Fidel traga a Buarque a inspiração. Vamos fazer com que até as nossas prostitutas tenhas nível superior. É a hora de quebrar todos os protocolos. Hora de sonhar. Eu acredito em sonhos e eles são muito melhores quando são reais. Quando estão do nosso lado, ali, de manhã. Que nossos sonhos virem uma linda realidade. Que este país me permita sonhar. Sempre. Lula Lá, Brilha uma estrela. MAs Brasília poderia ser um pouco mais perto de tudo.
Tá na Hora Sim, está na hora. Este fim de ano trouxe ao Rio um dos grandes amigos. Rodrigo Savazoni invadiu este pequeno apartamento da Gávea para um bom papo, passeios turísticos, discussões ideológicas, musicas, literárias, para dar risada, contar piada, dançar, ouvir samba, rock, tentar me convencer que os mineiro são caras legais. Para conhecer a cidade maravilhosa, tornar o meu ano mais legal. De quebra, ele ainda trouxe a grande Lia, com seu macarrão delicioso e senso de humor fino. Grandes piadas de Paulo Ricardo, de moda erótica e duelos de história no Masters. Digos, amigo do sapo barbudo, jornalista de responsa, revolucionário barrigudo, amante das artes e da cevada, moleque, amigo de uma década, irmão de outro grande companheiro, louco, desafinado e grande tocador de viola, foi uma semana muito boa. Foram 10 dias de ótimos papos e ótimo astral. Digos e Lia voltem sempre. Vamos voltar a Lapa, conhecer a Matriz, pegar um cinema sem confusão, dar uma esticada em Búzios tranquilo. Meninos, esperem a gente em Sampa, em São José, na Ilha do Mel. É bom lembrar, sempre, que está na hora! Aos outros amigos, minha casa é de vocês. Apareçam.
Na rede O sinais de fumaça dá a boas vidas ao www.bemmequermalmequer.blogger.com.br. Vale uma visita. Vida inteligente na rede.
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 23h30
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Mas somos muitos milhões de homens comuns e podemos formar uma muralha com nossos corpos de sonho e margaridas. Ferreira Gullar
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 23h22
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Qual tem a borboleta por costume Qual tem a borboleta por costume, Que, enlevada na luz da acesa vela, Dando vai voltas mil, até que nela Se queima agora, agore se consume,
Tal eu correndo vou ao vivo lume Desses olhos gentis, Aónia bela; E abraso-me por mais que com cautela Livrar-me a parte racional presume.
Conheço o muito a que se atreve a vista, O quanto se levanta o pensamento, O como vou morrendo claramente;
Porém, não quer Amor que lhe resista, Nem a minha alma o quer; que em tal tormento, Qual em glória maior, está contente. Luís de Camões
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 23h17
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Quem diz que Amor é falso ou enganoso Quem diz que Amor é falso ou enganoso, Ligeiro, ingrato, vão desconhecido, Sem falta lhe terá bem merecido Que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando, é doce, e é piedoso. Quem o contrário diz não seja crido; Seja por cego e apaixonado tido, E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.
Se males faz Amor em mim se vêem; Em mim mostrando todo o seu rigor, Ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de Amor; Todos os seus males são um bem, Que eu por todo outro bem não trocaria. Luís de Camões
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 23h16
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Arte de Amar Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus ¿ ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não. Manuel Bandeira
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 23h09
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Idealismo Falas de amor, e eu ouço tudo e calo! O amor da Humanidade é uma mentira. É. E é por isto que na minha lira De amores fúteis poucas vezes falo.
O amor! Quando virei por fim a amá-lo?! Quando, se o amor que a Humanidade inspira É o amor do sibarita e da hetaíra, De Messalina e de Sardanapalo?!
Pois é mister que, para o amor sagrado, O mundo fique imaterializado -- Alavanca desviada do seu fulcro --
E haja só amizade verdadeira Duma caveira para outra caveira, Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!
Augusto dos Anjos
Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 23h06
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Sexo Pudor y Lagrimas A veces no pienso Me vuelvo tan frio y no estoy A veces me ausento De mis sentimientos Y luego sonrio Recuerdo y me aferro a vivir Y a veces quiesiera matar por tu amor tan solo por un momento
Y es que todavia no encuentro Lo que no seria normal Para darte mucho mas Y entregarme por completo Sexo, pudor y lagrimas Me da igual
Me quieres ver fuerte A pesar de lo debil que soy Y si toco hasta el fondo Me sacas de nuevo Por eso me quedo Me aferro y te quiero a morir Por eso aqui adentro Tu estas todo el tiempo Viviendo del sufrimiento
Y es que todavia no encuentro Lo que no seria normal Para darte mucho mas Y entregarme por completo Sexo, pudor y lagrimas Me da igual
Sexo, pudor y lagrimas Me da igual Aleks Syntek
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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 23h01
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