Sinais de Fumaça
   Adeus ano velho
Já escrevi aqui que não gosto de fim de ano. Não gosto desta coisas forçada de que tudo vai mudar depois que a ressaca do dia primeiro passar. Não tenho saco pra gente, praia, confusão, fogos, mas, em nome da amizade, aguento certos rituais.
Hoje é o último dia do ano, poderia começar uma retro dos fatos principais do ano de dois mil e dois. Um ano de conquistas, vitórias, perdas, traumas, sonhos, realizações, etc. Mas todo ano é assim, alguns mais alegres, outros mais caídos, mas todos com transformações. Seria muito ruim se isso não acontecesse. Isso é a vida.
Por isso, dia 1º de janeiro é um dia como outro qualquer. Não se trata de pessimismo, ou de mal humor. Mesmo estando com o espírito punk mais presente (deve ser Sampa). Poderia ser judeu, adotar o calendário Maia, ser chinês e comemorar o ano novo em março. Convenções.
Temos 2000 mil gerações na Terra, quero comemorar o nascimento do homem, o fim da fome, uma nova era, um recomeço. Se mais um ano vai chegar, tudo bem. Minhas células estão envelhecendo, isso é natural. Adotamos este tempo como referencia. Em breve, vou fazer mais um aniversário. Também não sei se quero comemorar.
Pode parecer mal humor, briga com a vida, mas não é. Não mesmo. Quero cada dia mais viver e viver tudo. Quero cada dia mais acordar e ver a noite chegar, encher meus dias e minhas noites. Quero, cada dia mais, contemplar. Só não quero que me forcem a achar Ano Novo uma data legal.
Tá bom, hoje eu vou a uma festa, vou encher a cara, vou me divertir, mas tranquilo. Nada demais. Nada melhor do que fiz ontem, com os amigos e cervejas, e que farei amanhã, quando a ressaca passar.
Ótimo 2003. Que o próximo ano supere a expectativa de todos vocês. Vejo você.

Adeus amigos
Por falar em espírito punk, de saco cheio de maracatu e black music, quero lamentar, a morte de Joe Strummer. Há duas semanas, um dos maiores nomes da música e do maior movimento que ela criou, morreu quando de ataque cardíaco fulminante durante um passeio com o cachorro. London Calling ecoa no Cd Player do carros há alguns dias. A maior revolução a música perde seu líder mais politizado. Neste ano novo, ouçam Clash!

Musical (Se você me permite)
Para cantar no ouvido...
Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos na minha cara lavada
Me sinta sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente
Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo
Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça

Um novo país
2003. Tenho um bom motivo para comemorar. Boa sorte! Chegamos, agora é hora de transformar este país. Boa sorte, competência e esperança. Estes são os desejos do autor deste blogger ao Sapo Barbudo. A Esperança venceu o medo!

Última do ano.
Cinema tem cheiro de pipoca.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 12h32
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   Ícaro

Parafusaram assas em meus braços. Não vivo em uma ilha, não sou prisioneiro de ninguém. Só parafusaram assas em meus braços e estou voando.
Vou voar alto e nada vai acontecer. Vou conquistar o céu. Saber como cada segundo deste vôo é impressionante.
Daqui tudo parece tão pequeno e distante. O sol daqui de cima brilha cada vez mais forte. Sinto o calor na minha pele. Sinto ele queimar. Deixei para lá o filtro solar. Quero me queimar. Sentir a cera deslizar nos meus braços. Quero sentir ela quente. Quero marcas e me queimar.
Ícaro caiu porque ousou voar perto do sol. Não tenho este medo. Não tenho medo da queda livre. Deixe ela acontecer. Perdi o medo e descobri como é bom voar.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 16h53
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   Migração
Chegar a São Paulo é sempre uma experiência interessante. Depois de seis anos no Rio de Janeiro, Sampa se transformou em Sampa, uma denominação de quem não vive nesta cidade.
É estranha a sensação de ser migrante na sua própria cidade. Da janela do meu quarto ainda vejo o cinza do concreto e o movimento de carros e caminhões passando em frente de casa. O cheiro da cidade é familiar, as ruas são familiares, os prédios, esquinas, estações de metrô, tudo tem a sua história. História de um passado.
Chegar ao Tiete não é mais chegar em casa. Mesmo sabendo o caminho a seguir. Mesmo ainda sabendo todas as estações da linha norte-sul. Mas no meu tempo ela terminava em Santana, abria as 5 da matina. Agora abre as 4h30 e termina no Tucuruvi. Da última vez, quase fiquei meia hora na rodoviária esperando o metrô abrir. Ainda bem que o cara da banca de jornal me avisou que os trens começavam a circular as 4h30.
São Paulo se transformou em seis anos. Seria impossível ser diferente. Esta é uma cidade mutante, uma cidade sem cara, sem cor, de culturas, raças, credos diferentes. O paulistano não tem cara, mas tem aquele jeito que entrega sempre. Deve ser o nosso farol, a nossa garoa, a nossa guia e nosso eterno mal-humor.
Não temos praia. Não passamos horas conversando uns com os outros. Somos secos, escuros, fechados, mas só para os outros. Gostamos disto. Gostamos de pastel de feira, de caldo de cana, de comer um dogão com muito purê e de atacar uma boa pizza. Gostamos de passear no Ibirapuera e almoçar com a família em um domingão.
Somos italianos do Bexiga, espanhóis do Brás, japoneses da Liberdade, judeus de Higianólis, nordestinos dos jardins e vilas de Capital. Somos de longe. Nos apertamos nos ônibus e tentamos andar de carro.
O Pacaembu é o nosso estádio. As marginais a nossas pistas. O sol é meio inimigo. Hoje está cinza, mas quando São Paulo não é cinza? Somos concreto, destruímos o passado com facilidade e construímos o moderno. Muitas vezes com o duvidoso gosto de Casarões-estacionamentos. Mas somos assim. A Paulista é a nossa avenida. Masp-Fiesp-Cásper. Lado a lado.
Estou longe desta cidade. Acabaram com os meus lugares. Passado. Onde sair? Não sei, não sou mais daqui. Não sou de nenhum lugar, sou de lugar nenhum. Este é o ritmo desta cidade. O riff deste momento. Bandeirantes. Tomamos o Brasil mas ainda temos a cara da São Paulo. Genético. Tatuado na alma.
Minha cidade não é mais a minha cidade. Mas ela não vai ser nunca a cidade de ninguém. Assim é São Paulo. Tumulo do Sampa. Locomotiva da nação. A cidade que nunca dorme.
É estranho estar longe. É estranho estar aqui. Não sei o que, mas alguma coisa ainda acontece na dura poesia concreta de suas esquinas. Não precisa ser a Ipiranga com a São João.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 16h25
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   To indo viajar

Tá difícil para escrever. Semana pré Natal, um monte de coisas acontecendo, Eu passando super mal. Doenças. Odeio ficar doente. Odeio remédios, indisposição, passar mal, sentir vontade de vomitar, virar planta. Odeio não conseguir levantar e me sentir bem.
Hoje fui ao médico. A emergência de um grande hospital. To limpo, tranqüilo, sem filas. Atendimento de primeiro mundo, um exame, algumas perguntas, pressão normal. Não estou desidratado, é apenas uma virose. Odeio Viroses, e todas as outras doenças. O pior. Ainda vou ter que pegar um ônibus leito até Sampa esta noite. Espero que a barriga não reclame. Que eu não reclame. Mas é foda comer e sentir vontade de vomitar. Não estou grávido, mas estou com pena das minhas amigas grávidas. Elas devem sofrer muito.
O Rio continua quente, um calor insuportável. Mas o verão nem começou. Prepare-se para Janeiro. Calor e mudanças. O canal foi vendido. Barca a vista. Não sei bem o futuro, será que vai ser divertido? Tento não me preocupar, mas não dá. Sou assim, pilhado. Tem horas que esta pilha fica pior. Penso demais. Ainda bem que às vezes escapo da realidade um pouco. Nestes momentos fecho os olhos. É bom.
Em Sampa vou rever os amigos. Vou jogar Atari, vou dar risada, contar as velhas piadas. O Digão deve passar o ano novo aqui. Legal. Uma bela notícia nesta virada de dúvidas. Tomara que seja um bom sinal. O fim de ano trouxe alguns. Mas as nuvens negras continuam sobrevoando. Volto a respirar gasolina. Não por opção, mas por imposição.
Em Sampa vou comer pizza, hambúrguer. Isso se a virose deixar. Vou conhecer o filho do Chicão. Vou conhecer os móveis novos do Mauricio. Ver a fita do casamento e me envergonhar dos micos de padrinho. Vou dar um beijo na Adri e no Pipoca. Vou ver como a barriga da Má cresceu e tentar convencer o zigoto a não ser como o pai e assumir logo o seu sexo. Vou discutir com a Silvia como ela não gostou do Almodóvar e tentar convencer o chato do André a aparecer na Marica. Vou passear, curtir a cidade, rever o concreto, sentir a poluição, me curar no colo da mamãe e rir. To precisando rir. Cada vez mais. Cada hora mais.


No telefone
Sua voz está tão longe ao telefone
Fale alto mesmo grite não se importe
Pra quem ama a distância não é lance
Nossa onda de amor não há quem corte

Oh meu amor
Isto é amor
É amor
Julio Barroso escreveu estes versos em 83.


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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 16h38
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   Domingo
Tem dias que não tem cara. Domingos são assim. Ressaca de sábado. Fim de balada. Lento, quente, sem nada na Tv. Um joguinho de futebol à tarde. Um churrasco preguiçoso quando vou ao sítio. Um cinema à noite, um chopinho para fechar o finde. Isso só no Rio.
Domingo, nada de Fantástico. Depressão? As vezes sim, outras não. Faltam os Trapalhões. Faltam os pastéis do Carlão. Faltam os shows do Olympia. Falta o som das guitarras, os passeios no Centro vazio.
Mas geralmente domingos não são assim. Eles são o fim de alguma coisa. Fim da semana. Fim das férias. Do sossego. Tudo costuma acabar em um Domingo. Desta vez foram as folgas.
Domingo, já foram cinzas. O de hoje está coloridos. As vezes é bom acordar em um domingo. Estou gostando muito deste meu domingo.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 17h13
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   Adoro ver o vermelho do por do sol, atrás do Dois Irmãos.
É bom passar o dia de folga em casa.


Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 20h49
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   Pipoca Pop
Às vezes me sinto um adolescente com uma mesada melhor que a ganhava quando tinha 14 anos. Tem horas que acho que nunca cresci. Hoje, estava procurando uma máquina de lavar roupa, fazendo uma pesquisa de preço ¿ coisas de vida adulta - e no meio da caminhada, parei em uma banca de jornal e comprei o Terceiro volume do Cavaleiro das Trevas 2. Achei que tinha perdido o número 3, quando fui para a Copa, mas um amigo me avisou que não tinha sido lançado durante o mundial ¿ não Cardoso, esta não foi uma informação sua ¿ e que a Abril, em crise, só colocou o terceiro volume nas bancas em novembro.
Na hora deixei passar, mas hoje, finalmente comprei. Não dá para perder nada que seja do Frank Miller, o cara revolucionou a arte dos quadrinhos. Ele e o Alan Moore. Mas a sensação de continuar comprado quadrinhos aos 30 anos é engraçada. Tem sabor de infância. A mesma sensação de comprar a Mônica ou o Cebolinha, que ficam lá no banheiro ¿ o melhor lugar para ler os quadrinhos do Mauricio de Souza.
Gibis sempre fizeram parte da minha vida. São obras de arte. Como um grande livro, como um belo quadro. Movimento, sons, ação, emoção, imagens. Cultura. Não tem como ficar chapado com os diálogos criados por Miller, Moore, Gaiman, etc. Os traços de caras como Alex Ross, um dos maiores artistas do nosso século. A ficção de Gaiman ¿ Sandman ¿ é uma das melhores feitas no mundo. O preto e branco em nanquim de Sin City faz de Miller um dos maiores. Porra, o cara escreveu Cavaleiro das Trevas. Alan Moore acaba de lançar um livro. A voz do Fogo. O primeiro conto é foda. Difícil de ler, mas depois o livro fica mais gostoso. O cara tem talento demais. Bom, Do inferno é uma ótima obra literária.
Mas isso tudo é um pensamento adulto. Criado durante as discussões universitárias. Com argumentos universitários, analíticos. Uma máscara. O que me move a comprar quadrinhos ainda é a velha emoção de viver a vida dos heróis, saber que Batman vai dar uma surra no Coringa no final. Saber que o Wolverine vai fazer picadinhos com as suas garras. Snikt! Dar risada da cara do Cascão quando estraga um plano infalível. E ver o brilho nos olhos do Cebolinha, cada vez que consegue ter uma idéia sensacional para derrotar a Mônica. Isso é muito bom. Por mais ridículo que me sinta comprando gibis de heróis nas bancas, ainda vou compra-los muito. E com certeza ensinar aos meus filhos, o amor que a arte pop. Não quero ser um super-herói. Um dia, se for autorizado, explico minha posição. Mas quero muito compartilhar a vida destes seres.

No chão da Fnac
Ainda na minha ida ao shopping. Dia nublado é uma merda. Uma visita rápida na Fnac. Sim amigos. Garanto que foi bem rápida, sem consumo. MILAGRE! Estava vendo as revistas e duas meninas no chão folheavam a Rolling Stone. Eu tava procurando alguma coisa diferente para comprar, mas o diálogo das meninas me chamou a atenção:

- Olha o meu gatinho! (Porra, mais uma estúpida lendo Capricho, pensei)
- Quem? Perguntou a outra
- Craig Nichols, do Vines. (Caralho, meio babaca o comentário, mas ela tem bom gosto. Quinze anos, tenha paciência. Poderia ter sido bem pior).

E ela continuou:
- Caramba, Neil Young. Este cara é demais. Tinha um poema dele na carta de suicídio do Kurt. (Belo comentário. Mais um ponto para a menina) ¿ Bruce Springsteen, este cara é muito chato. (2 a zero, to começando a gostar desta garota). ¿ Olha, Foo Fighters. Tva vendo os primeiros vídeos do Foo Fighters na MTv, muito bizarro. (fiquei na dúvida, mas to gostando)
- Olha! Joy Division! Aquela banda do Ian Curtis. O cara se enforcou. (Caraça, que menina legal. Deveriam existir mais meninas de 15 anos como ela.). Ela cantarola um pouquinho e manda:
- - Esta banda é muito velha.

(Opa!!! O sonho acabou. Vou embora. Arrasado. Como assim, velha par cacete? Assim não dá! To ficando velho. Minhas banda s preferidas são VELHAS PRA CACETE! Porra. O que é isso? Anos 80? Ela deve ter nascido em 87 ou 88. Nirvana é coisa do século passado para ela. Imagine Sex Pistols, Clash, Cure, Smiths. Caralho! Smiths devem ser uma banda legal com um velho viado no vocal. Cure deve ser uma banda deprê com um cara com um corte de cabelo estranho.
A vida é assim. O tempo passa. Minhas amigas sofrem e divagam como é chegar nos 25. Vejo fitas de vídeos da época em que eu estava no Colegial, andando pelos buracos de Sampa atrás de Mercenárias, Ira!, Akira S, Fellini, Ratos, Inocentes, e elas estavam terminando o primário e começando a jogar vôlei. MEU DEUS! Preciso parar de ser Peter Pan. Acho que vou parar de comprar quadrinhos e passar a ouvir Jazz.
Jazz é aquela coisa que a gente ouve quando fica velho e sem vontade de procurar alguma coisa nova, que faça a gente berrar no carro, e pensar. Porra, isso é incrível. Como ninguém nunca fez isso antes? Quando cansamos disto vamos ouvir Jazz. Inovações da década de 50. Solos de contra-baixo acústico,. Trompetes. Eu até gosto de Miles Davis, de Fusion. Mas ainda tenho muito que descobrir. Deixa isso para quando os 70 anos chegar. Mas acho que ainda vou estar ouvindo Nevermind, Sgt Peppers, Never Mind The Bollocks, London Calling.
Bom deixa o Jazz de lado. Voltando a menina da Fnac, se eu tiver uma filha, não vai dar para fugir da fase este cara é uma gracinha, vai me conhecer e vamos casar. Mas pelo menos, se ela for como esta menina de óculos, sentada no chão da Fnac, que falava tão apaixonadamente de Rock and Roll, que gostava de Neil Young, Nirvana, Vines e Joy Division, que conhece a carta de Kurt Cobain e ama o som das guitarras, eu vou estar feliz. Mesmo ela me chamando de velho.

Sepultura
O que é Bullet The Blue Sky no Cd do Sepultura. Porrada. Porrada na Boca do estômago. O Cd está muito bom. Parece que na crise é que e gente cresce. O Derrick está cantando pra cacete. 'Black Steel in the Hour of Chaos', do Public Enemy, que conta com a participação do Sabotage. Muito bom. E ainda tem Massivo Atack, Devo e Jane´s Addiction, Exodus. Sete músicas e mais uns rifs bônus sem enrolação. Barulho do bom.

Coldplay
A banda de Chris Martin continua a me perseguir. Uma das melhores perseguições do planeta. The Scientist é uma das músicas do ano, e o clip é lindo. Podem encher o saco. Mas Coldplay me emociona muito. Cada dia mais. A Rush Of Blood To The Head .

Comentários
Continuem mandando seus comentários. É muito legal ler o que se o que se passa do outro lado da tela. Não sei porque eles não estão aparecendo na tela de mensagem. Mas eu estou lendo e arquivando. Obrigado a todo mundo.

Parágrafo
Já valeu o livro:
¿UMA PESSOA NORMAL LARGA A MERDA E SEGUE EM FRENTE. ESQUECE. UMA PESSOA NORMAL SE ESQUECE DE TODAS AS MERDAS DA SUA VIDA. DAS QUE FIZERAM COM ELA E DAS QUE ELA FEZ COM OS OUTROS. DEIXA QUE ESTA MERDA TODA SEDIMENTE E SEQUE, E NÃO FEDA MAIS. MAS UM ARTISTA CONVERTE A MERDA EM MATÉRIA-PRIMA. MATERIAL DE CONSTRUÇÃO. FAZ ESCULTURAS, QUADROS, CANÇÕES ROMANCES, POEMAS, CONTOS. TUDO FEDENDO A MERDA FRESCA¿ O Animal Tropical, Pedro Juan Gutierrez.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 20h23
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Como um espiral dentro do tudo da TV
Perdido em cores e sons distorcidos
Eu só queria parar o mundo para ter você
Ontem


Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 20h02
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   Cd PLayer

I play a good game
but not as good as you
I can be a little cold
but you can be so cruel
I¿m not made of brick
I¿m not made of stone
but I had you fooled enough to take me on
if love was a war
it¿s you who has won
while I was confessing it
you held your tongue
now the damage is done

well there¿s blood in these veins
and I cry when in pain
I¿m only human on the inside
and if looks could deceive
make it hard to believe
I¿m only human on the inside

I thought you¿d come trough
I thought you¿d come clean
you were the best thing
I should never have seen
but you go to extremes
you push me too far
then you keep going till you break my heart
yeah, you break my heart

see I bleed and I bruise
oh, but what¿s it to you
I¿m only human on the inside
and if looks could deceive
make it hard to believe
I¿m only human on the inside
I crash and I burn
maybe someday you¿ll learn
I¿m only human on the inside
I stumble I fall
baby, under it all
I¿m only human on the inside

And the damage is done
well there¿s blood in these veins
and I cry when in pain
I¿m only human on the inside
and if looks could deceive
make it hard to believe
I¿m only human on the inside
I crash and I burn
maybe someday you¿ll learn
I¿m only human on the inside
I stumble I fall
baby, I do it all
I¿m only human on the inside

(¿Human¿, Pretenders)

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 19h50
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   Os dias passam

Oi
Sumido, de folga, já de barba a cabelo cortados. Transformações. Em uma semana de folga, chuva. Muita chuva. Em o ¿Animal Tropical¿, Juan esta na Suécia, aproveitando o largo verão de 21 graus. Nestas noites de leitura, voltei a Península Escandinava, a minha viagem com o Fé e a Brenda. A lembrança veio com a compra do Luau MTvdo Los Hermanos. Eu sei que tem um monte de gente que acha que eu superestimo os garotos cariocas. Mas eu gosto da atitude e principalmente das inovações musicais. Continuo achando ¿Bloco do eu sozinho¿ um dos maiores discos de Rock feito no Brasil.
Mas qual o elo de ligação entre Gutierez, Los Hermanos e Suécia? Simples, quando viajei, um dos cds que mais ouvi, no meio daqueles bosques verdes, no fim da tarde, lá pelas nove da noite, quando a temperatura de verão caía para quinze graus era Los Hermanos. ¿Casa Pré Fabricada¿, uma das minhas preferidas. Ligações estranhas, talvez fáceis de se explicar, quando os cariocas transformaram um sol tropical, em um brilho de outono. E quando a gente está longe, com saudade. O calor é muito bom, mas tem horas que assar um pouco de frio, faz a gente crescer.

Cássia e malandragem
Dia 10 d dezembro foi aniversário da Cássia Eller. Numa das coincidências, peguei o Cd Acústico da MTv na minha coleção para ouvir, sem me ligar na data. Lógico que pulei a faixa 2, Malandragem. Sinceramente, não agüento mais ouvir Malandragem com a Cássia Eller. O disco é muito bom, tem composições do Renato, Do Gil, tem Chico, Nação Zumbi, Xis, mas as rádios continuam tocando Malandragem. Não dá. Eu só peço a Deus, que as rádios descubram outras composições. Músicas com Relicário, Luz dos Olhos, e a boa versão de Sgt. Pepper¿s Lonely Heats Club Band.
Já gostei muito da Cássia. Muito mesmo. Achei o primeiro acústico dela bem4 legal. Só três violões. Mas depois ela meio que me encheu o saco. Só achei do caralho o disco Segundo Sol, quando o Nando produziu. Pena que metade da população mundial vai ser privada de boas músicas e vai se referir a Cássia como aquela sapatão que morreu de overdose e que canta Malandragem.

Cariocas não gostam de dias nublados
Só para citar mais uma sapatão. Já que estamos falando de cantoras nacionais. O rio continua cinza. Cinza eu gosto de São Paulo. Do cinza que me fez crescer e está no meu código genético. O Rio cinza é muito chato, muda o astral d cidade. Nós, paulistas, não nos afetamos por coisa pequenas como esta. Mas quando você está do lado da praia, de folga, só pode achar que a chuva é uma grande sacanagem de Deus. Mas tranqüilo, ainda estou conseguindo pedalar. Mesmo não ficando com aquele bronzeado mouro. É a vida, não se pode ter tudo. O sol deve voltar no fim de semana, quando a praia fica super cheia. Mas tranqüilo. Não tem problema. O de folga, não trabalho neste finde. Acho melhor separar a capa.

Mestre
Escrevo de casa, coisa rara, olho por cima da tela e vejo o velho Miró na parede. O primeiro quadro desta casa. Traços que libertam, que deixam o dia mais colorido. Mestre Miró, que me fez viajar em Barcelona por horas. Que ainda me faz viajar. De olhos fechados. Pintores. Estou pensando muito sério em tatuar ¿O Grito¿ de Munch.
Munch e Oslo Galeria Nacional, troca da guarda. Sei lá, acho que é só mais uma idéia perdida. Mas acho que Munch fica marcado na pele. Como Miró. Que enfeita a minha parede e me faz viajar. Vou mesmo é tatuar uma lata de Sopa Campbell, ouvir Velvet em Nova York e depois conhecer Berlim.

Parabéns Pai
Dia 10 foi aniversário do meu Pai. Parabéns velhão. Prepare a pizza que eu vou chegar em Sampa com muita fome.

Cds
Alguém pode me informar quem é Shania Twain. Estava escrevendo este pequeno texto, quando um e-mail me avisou que o Cd duplo da famosa Shania estava em super oferta. Ok, eu compro muitos Cds. Ok, a Fnac me ama e vai colocar um busto meu entre suas estantes. OK, compro quase tudo que cai na minha mão. Ok, meus amigos não se atrevem a me dar Cds de barba a cabelo cortados. Transformações. Em uma semana de folga, chuva. Muita chuva. Em o ¿Animal Tropical¿, Juan esta na Suécia, aproveitando o largo verão de 21 graus. Nestas noites de leitura, voltei a Península Escandinava, a minha viagem com o Fé e a Brenda. A lembrança veio com a compra do Luau MTvdo Los Hermanos. Eu sei que tem um monte de gente que acha que eu superestimo os garotos cariocas. Mas eu gosto da atitude e principalmente das inovações musicais. Continuo achando ¿Bloco do eu sozinho¿ um dos maiores discos de Rock feito no Brasil.
Mas qual o elo de ligação entre Gutierez, Los Hermanos e Suécia? Simples, quando viajei, um dos cds que mais ouvi, no meio daqueles bosques verdes, no fim da tarde, lá pelas nove da noite, quando a temperatura de verão caía para quinze graus era Los Hermanos. ¿Casa Pré Fabricada¿, uma das minhas preferidas. Ligações estranhas, talvez fáceis de se explicar, quando os cariocas transformaram um sol tropical, em um brilho de outono. E quando a gente está longe, com saudade. O calor é muito bom, mas tem horas que assar um pouco de frio, faz a gente crescer.

Cássia e malandragem
Dia 10 d dezembro foi aniversário da Cássia Eller. Numa das coincidências, peguei o Cd Acústico da MTv na minha coleção para ouvir, sem me ligar na data. Lógico que pulei a faixa 2, Malandragem. Sinceramente, não agüento mais ouvir Malandragem com a Cássia Eller. O disco é muito bom, tem composições do Renato, Do Gil, tem Chico, Nação Zumbi, Xis, mas as rádios continuam tocando Malandragem. Não dá. Eu só peço a Deus, que as rádios descubram outras composições. Músicas com Relicário, Luz dos Olhos, e a boa versão de Sgt. Pepper¿s Lonely Heats Club Band.
Já gostei muito da Cássia. Muito mesmo. Achei o primeiro acústico dela bem4 legal. Só três violões. Mas depois ela meio que me encheu o saco. Só achei do caralho o disco Segundo Sol, quando o Nando produziu. Pena que metade da população mundial vai ser privada de boas músicas e vai se referir a Cássia como aquela sapatão que morreu de overdose e que canta Malandragem.

Cariocas não gostam de dias nublados
Só para citar mais uma sapatão. Já que estamos falando de cantoras nacionais. O rio continua cinza. Cinza eu gosto de São Paulo. Do cinza que me fez crescer e está no meu código genético. O Rio cinza é muito chato, muda o astral d cidade. Nós, paulistas, não nos afetamos por coisa pequenas como esta. Mas quando você está do lado da praia, de folga, só pode achar que a chuva é uma grande sacanagem de Deus. Mas tranqüilo, ainda estou conseguindo pedalar. Mesmo não ficando com aquele bronzeado mouro. e aniversário ou natal porque a chance de dar um Cd repetido é grande. Mas será que eu compraria um Cd da Shania Twain? Sei lá. Só sei que ontem , em um surto psicótico, arrumei meus cds, em ordem de preferência é lógico. 5 horas de muito prazer. Caralho, tô precisando beijar na boca logo. Dá para fazer um pouco de sol?

Barril
O inais de fumaça apóia o ¿Premio Barril 2002¿, as categorias são: Cd nacional, Cd internacional, Música nacional e internacional, Show Nacional e Internacional, Revelação nacional e inter, Personagem do ano Brasil e inter, Perda do ano, Festa do ano, melhor DJ, melhor balada, o melhor e o piro da TV, o filme, o livro e a peça do ano, o beijo, o melhor líquido o momento 2002, o mico, a aquisição e quem deveria ser eliminado do planeta. O resultado semana que vem.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 15h28
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   Arquivo

Senhores, peço permissão de publicar este velho texto, que está no www.cofi.blogger.com.br.

Anos 80
Meninos, se vocês estão nesta lista deste e-mail é porque conhecem um pouco do que significa a palavra Rock e o que significou a Geração 80, a maioria viveu plenamente, uns em Sampa, outros no Rio - com visões diferentes de sonoridades, com certeza criadas pela diferença entre o concreto e a maresia - o resto foi influenciado e sabe o que significa isso.
Antes de mais nada, Marica, seja bem vinda mulher!!!
Ontem morreu o guitarrista dos Titãs Marcelo Fromer. Tá certo que o cara não tocava muito, que tinha umas opiniões estranhas sobre futebol, mas a morte do Fromer marcar outra perda na Geração 80, da geração em que eu cresci.
Os Titãs eram um grupo alegrinho no início da carreira, com músicas como sonífera ilha, mas já no segundo disco, Televisão, os caras mostraram a cara que fariam deles uma banda respeitável... lembrem-se que neste disco estava "Massacre", vomitada pelo Branco, na época em que ele ainda não sofria do coração... Mas foi no Cabeça que os caras chegaram ao máximo./ Na minha opinião, o melhor disco do Rock Nacional./ A gravadora escolheu AA UU para música de trabalho, mas quando eu comprei este disco - sim, eu sou da era do disco - encontrei músicas nascidas de crises como a prisão do Tony e do Arnaldo e pérolas como Polícia, Porrada, Tô Cansado, Estado Violência, entre outras... resumir o disco? Escute "A face do destruidor" - 34 segundos de porrada... além do clássico Bichos Escrotos, censurado pelo vão se foder.
Neste LP, os caras tinham a sujeira dos Inocentes, Cólera, Ratos, mas soavam moderno, Pop, comercial ao mesmo tempo... neste disco os Titãs escreveram o nome na história. Depois, tive a oportunidade de ver o show de lançamento de Jesus no Hollywood Rock. Mais uma vez - e olha que eu já tinha visto 2 shows do Cabeça - eles foram impressionantes. Porrada atrás de Porrada... outro disco clássico, um dos dez melhores já feitos no país. Ai vieram o Go Back, o ÓBlesq Blom - eu achei uma merda - ainda bem que os caras voltaram com Tudo ao mesmo Tempo e Titanomaquia - de novo Porrada, guitarras e som - não vendeu, os tempos eram outros, mas não existiriam os Raimundos - que aliás acabou - sem estes discos e sem o Cabeça.
Adorei o primeiro acústico, fui na gravação e adorei quando o o Sérgio deu um esporro no Nando, porque uns dois caras atrás de mim ficavam gritando Rock & Roll... cara Titãs são, ou eram, Rock & Roll... tá certo que os caras gravaram aquele disco horrível, As dez mais, mas todos cometemos erros.
Mas a perda do Marcelo marca o fim da Santa Trindade da nossa Geração. Tudo bem que o Cazuza morreu antes, mas, sinceramente, ele não representava muito para mim, achava ele desafinado e chato, meio over, as letras não me representavam muito. Meus amigos cariocas com certeza têm uma outra visão, mas acho que em São Paulo, o concreto nunca deixou Cazuza aparecer. Ao contrário do Renato, criado em Brasília, no meio do concreto rachado pelo Aborto... este sim a maior perda da Geração, o cara que escreveu tudo que eu queria escrever, o cara que mostrou como ninguém que poesia e música pop podiam existir juntas e ter valor.
Quando o Renato morreu eu fiquei mal, me senti triste, tinha perdido uma referência, o meu primeiro ídolo que tinha partido, uma espécie de Jonh Lennon dos 80 - comparação meio idiota - mas sabe, o sonho acabou? Nunca mais vou poder ver o cara ao vivo... isso soou forte.. não dá para esquecer os 3 shows que eu ví dos caras.. não dá para esquecer Renato mandando acender a luz do Ibirapuera... das rodas e do clima de comunhão do show do Palestra, das rodas, as escalas na arquibancada - a Dô deve ser a única que lembra disso - eu tava em comunhão e Legião é isso. Não dá para falar de músicas, Legião é simplesmente sentimento.
Quando o Hebert sofreu o acidente, nós bebemos a sua memória... o cara não vai mais voltar, não dá, pelo menos eu não consigo ver mais isso, embora torça para estar na primeira fila da volta do homem... mas vai ficar na memória o ato gentil do Hebert, liberando a passagem de som para os manés, eu, Ricardo Patricio e mais uma dúzia de loucos que chegaram 6 horas antes do show, e depois convidando a gente para assistir da área VIP. Eu vi uns 30 shows do Paralamas, no palco os melhores, tive a oportunidade de conversar com o Hebert duas vezes - fica aqui o agradecimento ao Cazobe pela segunda vez - e sinceramente, escrever de amor como ele escreveu não existe.. pegue o labo B do Bora Bora, composto para a Paula, cara dava pra sofrer de amor... e como eu sofri, eu tenho os três solos do cara e mesmo com as meninas do Leblon não olhando para mim, ainda, por mais que eu insista, eu, ao contrário do Hebert, continuo usando Óculos. Que ele volte.
Narizão de cera, né? Não é não.. gente queria só compartilhar a perda de algumas referências. Por mais que o Rappa fale de protesto, que o Skank venda, que exista Planet e outras bandas dos 90, a gente ouve pro resto da vida aquilo que chegou aos nossos ouvidos dos 14 aos 18... e sem dúvida, estas três bandas são as mais importantes deste período da minha vida.
A que eu mais gosto ainda é o Ira! do mestre Edgard, mas não chega perto da importância destas 3 bandas para a estranha e curta história do Rock Nacional. Na boa, adoro Chic Science, mas ele nunca bateu forte como Paralamas, Titãs e Legião... os Cds deles vão estar sempre no topo da lista, e quem conhece minha coleção de Cds, sabe o que isso significa.
Meninos, se um dia os rabiscos saírem da gaveta, você vão poder entender um pouco mais do que foi crescer ouvindo três acordes em português.
Beijos a todos, e até o próximo Domingo

PS- Uma do Renato e do Hebert, do primeiro disco do Paralamas - Cinema Mudo ¿ para mim esta música esquecida é linda.
Não importa o castigo
preço desta confissão
se você não me esquecer
eu me rendo ao perigo
de tua doce invasão
o que mais acontecer
nem mistério, nem destino
é somente amor
ser feliz estar contigo
ô, ô, ô, ô,
eu não aprendi nos livros
nem nos filmes de paixão
o que faço por você
ser feliz é estar contigo
mesmo que esta sensação
não me deixe perceber
nem mistério, nem destino
é somente amor
ser feliz estar contigo
ô, ô, ô, ô

E para fechar

Eu não vou falar de amor
E nem vou falar do tempo
Eu não vou dizer nada
Além do que estou dizendo
Eu não vou dizer
O que realmente penso
Até mesmo porque
Não tenho nada a dizer
Eu não vou dizer
O que realmente sinto
Até mesmo porque
Não é o que eu quero fazer
Eu não vou falar de culpa
E nem de arrependimento
Mas só do que eu digo agora
E aqui neste momento
Eu não vou falar
De novo o que eu falei
Eu não vou falar
De mim nem de ninguém
Eu não vou falar
De coisas que eu não sei
E nem vou falar
Do que eu conheço bem
Eu não vou contar uma história
E nem vou dar explicação
Eu não vou falar de flores
E nem da televisão
Eu não vou falar de nada
Eu não vou falar de nada
E isso é só o que basta
Pra fazer esta canção

Resposta ao Digão

Fala digos, feriadão e nós aqui, quem mandou virar jornalista!!!
Brigado pelo texto, o teu também é phoda Kamarada... aliás, você é a minha versão miniatura, né?
Cara, já escrevi muitas cartas, gravei muitas fitas, e tentei pegar muitas mulheres - ainda tô tentando - com estas músicas. A última durou 8 anos... valeu a pena, né?
Quase um segundo é clássica... Toco meio mal, mas ainda dá pra brincar, as vezes, em casa, ela volta pros dedos... ela e Nada por mim - não faz assim, não faça nada por mim, não vai pensando que sou seu, - tenho esta porra com o Hebert e o Renato cantando, é do CARALHO!!!
Pra que 4 notas, A, D, E.. precisa de mais? Uma menina me ensinou... eu tentei fugir... e tantas ou

Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 01h54
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   Homens-ratos

Sabe aquela afirmação da mulherada que todo homem é um rato? Ou aquela dúvida se você é um homem ou um rato?
Bem, esta pergunta já foi respondida. Cientista ingleses - só poderia ser na chuvosa Inglaterra, onde os caras preferem ficar olhando um microscópio a tentar a reprodução fora do vidro - decifraram o seqüenciamento do genoma do camundongo e descobriram que 99% dos genes dos ratos são semelhantes aos do homem.
Sim, Homens e camundongos são mais parecidos do que se poderia imaginar. E não estamos falando de Paulo Maluf, Anthony Garotinho, Erasmo Dias, Fernando Collor. Estamos falando de todos nós.
Um ano após a publicação do genoma humano, um consórcio internacional de cientistas publicou o seqüenciamento do genoma do camundongo. A descoberta, por apenas 1%, mínimos 1%, você não nasceu um rato, filho de uma ratazana. Por apenas 1%, você não se alimenta de lixo, vive em esgotos, não come coisa podre, não tem um rabo, não transmite doenças, não come queijo. Será? Pensando bem, em alguns casos, esta margem é muito menor.
O trabalho realizado pelo Projeto Genoma Humano mostrou que homens e roedores têm cerca de 30 mil genes e compartilham 99% deles. Segundo os pesquisadores, apenas 300 genes são únicos de cada espécie. Sim 300 genes justificam certas diferenças de comportamento. Poucas é bem verdade. Por míseros 300 genes, você não vai achar a Mine uma garota maneira, e nem vai sair para beber com o Ligeirinho.
Os camundongos compartilham células e sistemas de órgãos compatíveis com os dos humanos e, assim como muitos de nós, eles se reproduzem rapidamente.
E tem mais, as duas espécies compartilharam um ancestral em comum, que teria sido do tamanho de uma pequeno rato e teria vivido há cerca de 75 milhões e 125 milhões de anos.
Isso mesmo, seu avô distante já foi um rato. Você poderia até achar que nós descendemos dos macacos, que nós viemos de um sopro divino, mas não! Viemos dos camundongos, somos parentes do Jerry, do Bernardo, da Bianca, do Mickey, do Don Raton.
Por isso amigos, vamos curtir a nossa vida de roedores, vamos comemorar com queijos e vinhos. Afinal, está cientificamente comprovado, que somos homens e ratos.

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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 22h17
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Ta na hora de falar sobre mim...

...

... deixa isso para mais tarde, agora tô com sono e vou dormir.

Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 00h28
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   Prêmio Barril 2002

O "Sinais de Fumaça" está apoiando o "PRÊMIO BARRIL 2002". O resultado desta votação, você encontra aqui, no dia 14 de dezembro de 2002.

Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 00h22
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   No Cdplayer

Se existe um Cd este ano que me fez chorar este Cd foi "A Rush Of Blood To The Head" do Coldplay. Chris Martin conseguiu superar Parachutes e fez o mais belo Cd do começo do novo milênio. Doce, forte, emocionante. Não foram poucas as vezes que me encontrei em casa, no chuveiro, no carro, pedalando, berrando forte as belas " In my place", "The Scientist", "Green Eyes".
E pensar que torci o nariz para "Yellow" nas primeira vezes que ouvi, só fui mudar de opinião, depois da interferência da Ana, que me cobrou uma atenção maior a banda.
"A Rush Of Blood To The Head" com certeza é o cd que mais ouvi este ano. Quase todo dia durmo ouvindo esta obra prima. Martin deve realmente ter sofrido muito para fazer este disco, quem acompanhou o processo de composição pela rede lembra das crises do vocalista na composição das faixas. Ainda bem que foi assim.
Tem disco que resumem uma parte da sua vida. Tem discos que marcam um momento da sua existência. "A Rush Of Blood To The Head" com certeza tem ligações profundas com a minha alma. "A Rush Of Blood To The Head" com certeza vai deixar cicatrizes em minha existência. Com certeza vou ouvir este disco por muito tempo, e, com certeza, vou me emocionar com cada nota, cada verso, cada acorde, cada segundo de execução.

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start


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Escrito por SINAIS DE FUMAÇA às 00h20
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