Sinais de Fumaça
   Valeu cada segundo

Ontem, até as quatro da tarde, eu tinha um ingresso para ver a final do atletismo no Ninho do Pássaro. Mas tudo muda. Neste momento, o Emanuel me ofereceu um ingresso para ver o Dream team, mas eu deveria optar por um dos dois.

Que dúvida. O time americano de basquete ou Yelena Isinbayeva? Pensei muito até optar pelo time americano, poderia ser a única chance de ver os caras aqui em Pequim, mas alguma coisa me dizia para não abrir mão da Isinbayeva. Alguma coisa me dizia que eu estaria abrindo mão de um momento mágico dos Jogos.

Cinco minutos antes de sair para o Cubo Dourado (o maravilhoso ginásio de basquete) minhas dúvidas acabaram. Pintou mais um ingresso para o atletismo e, agora, eu poderia ver os dois. Assim começou a melhor noite dos Jogos.

Partir no ônibus e consegui ver todo o aquecimento do Dream Team e os dois primeiros quartos do passeio contra a Alemanha. Os caras são uns monstros. Tinha alguma esperança que a Argentina pudesse dar trabalho aos americanos, mas sem chance nenhuma. Os caras estão jogando com fogo nos olhos, com uma vontade que dá pena aos outros times. Ontem, a Alemanha não viu a cor da bola. Lebron James é um Godzila. O cara parece ter uns 4 metros. Marca pra cacete, fala pra caralho e joga demais. Ele engole todo mundo.

Já o Kobe dá show. Que talento, o cara em quadra parece fazer tudo fácil. E o pior para quem for enfrentar os caras, eles estão se divertindo. Risos, sorriso, brincadeiras, os caras estão em quadra felizes e relaxados, jogando sério, mas prontos para dar show. Parece que rola um clima de camaradagem entre eles. Impressionante. Valeu cada minuto lá. 

Fim de primeiro tempo hora de voltar para o Ninho do Pássaro. Relógio contra, motorista lerdo, tensão, Lufi controlando a prova por telefone pra mim e ainda bem que sumiram com a vara da Fabiana, só por isso consegui chegar ao ninho para ver Isinbayeva.

Meu ingresso era quase do lado da tocha, mas eu nem apareci lá, fiquei de pé, ao lado do colchão, na curva dos 200m esperando uma brecha para sentar e acompanhar a russa. Esta brecha veio, uma família de chineses se levantou, foi embora e eu logo me apoderei do lugar. 8 fileiras da pista, 20 metros do técnico dela. Impressionante!!!

Para meu desespero, a máquina estava sem bateria. Tentei até pedir a bateria emprestada para um chinês, mas não deu. Me restou acompanhar a quebra de recorde Olímpico ali, do ladinho da pista, observando Isinbayeva com sua técnica, com sua beleza, com seu carisma. A russa comanda o espetáculo, ela é o centro das atenções. Não tem para nenhuma prova de pista, para mais nenhum atleta. O Estádio Olímpico todo estava voltado para Isinbayeva.

Acompanhei bem de perto cada detalhe da preparação da russa. As marcas, o treinamento dos passos, a marcação, o ensaio, a conversa com o técnico, com a vara. Cada expressão de frustração pela marca não alcançada, cada sorriso e vibração pelo salto perfeito.

E, depois de passar fácil 4m95 e registrar o novo recorde olímpico, a russa mandou subiu a marca para 5,05, o que seria o novo recorde mundial. Eu simplesmente não acreditei. Eu sabia que veria a conquista do recorde mundial. Tinha absoluta certeza que ela conseguiria.

O primeiro salto não deu, no segundo também não. No terceiro, quando o nada mais acontecia no estádio, quando todos estavam ali para ver este momento, Isinbayeva se posicionou na sua marca, se preparou e correu. Foi perfeito. Parecia um gol, a vibração de um gol. Ela caiu sorrindo, chegou ao colchão em êxtase, levantou e deu um mortal. Veio até bem perto de onde eu estava, pegou a bandeira da Rússia e saiu para a festa.

Só abandonei meu lugar quando Isinbayeva deixou a pista. Depois da festa, da foto ao lado do placar, quando o estádio já estava vazio, caminhei até o IBC feliz, realizado. Que dia!  Dream Team e Isinbayeva no mesmo dia! Valeu cada segundo de aporrinhação no Sportv, cada cobrança, cada dia que deixei a Itaperu puto. Foi do Caralho! E o melhor, ainda encontrei um maluco brasileiro vai me mandar às fotos de ontem. Perfeito!

 



 Escrito por Sinais de Fumaça às 23h44
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   Até Breve!

Este blog está mudando hoje para Pequim. Se der, atuliazo de lá! Beijos!!!



 Escrito por Sinais de Fumaça às 14h55
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   shuffle songs

Fernanda canta o Rei na versão de Nara. Meu cabelo está comprido e com alguns caracóis. Também tenho vontade de ficar mais um instante. Caralho!!! Faltam apenas 5 dias. É logo ali, na sexta. 5 dias! To tenso, nervoso, pilhado, estressado e feliz! Feliz pra caralho!



 Escrito por Sinais de Fumaça às 18h22
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   Encontro de Titãs



 Escrito por Sinais de Fumaça às 20h30
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   Uma tarde em Madrid

Estava lá. O terror da guerras, os corpos esquartejados, a dor, a agonia, o olhar perdido sem esperança, o lado mais terrível e escuro da alma humana. Tudo estava alí, retratado em preto e branco, em traços tortos, duros, mas belos, feitos por Pablo Picasso, em 1937, para representar o massacre de um pequeno vilarejo espanhol pela força aérea alemã em apoio a Franco.

A história conta que "Guernica" foi produzida, originalmente, em razão da morte de um amigo de Picasso, o toureiro Joselito, mas o pintor teria renomeado o quadro, diante de encomenda recente de algum quadro para a Exposição Universal de Paris, de 1937. Picasso, então, sabendo do recém-ocorrido bombardeio da cidade de Guernica pelos nazistas, renomeou o quadro, acreditando encontrar na tela elementos que justificassem fazê-lo, e enviou-o à Exposição, onde fez muito sucesso e se tornou conhecido pelo nome de "Guernica", e famoso como representativo do ataque nazista à cidade espanhola.

Naquela tela de 3,50 por 7,82m, Picasso retrata pessoas, animais e edifícios destruídos pelo intenso bombardeio da Luftwaffe, a força aérea nazista. Analisando criticamente, a composição desta obra retrata as figuras ao estilo dos frisos dos templos gregos, através de um enquadramento triangular das mesmas. O posicionamento diagonal da cabeça feminina, olhando para a esquerda, remete o observador a dirigir também seu olhar da direita para a esquerda, até o lampião trazido ainda aceso sobre um braço decepado e, finalmente, à representação de uma bomba explodindo.

Vendo pelo lado passional, o encontro com "Guernica", no Reina Sofia foi muito especial. Na sala, crianças ouviam o professor contara história daquele quadro, a história daquele lugarejo, daquele país, das transformações vividas por aquele povo. Do preto e branco da era Franco, da ausência de cor, de liberdade, da possibilidade de sonhar de sentir, de viver plenamente, para aquela quarta-feira cheia de cor, de vida, de calor. Ali, ao lado daquele grupo, eu fiquei quieto, absorvendo o espanhol, me deixando levar, como aquelas crianças, para um plano, me deixando levar pelos traços, pela dor, pela emoção de uma obra prima.



 Escrito por Sinais de Fumaça às 13h42
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   Momento EMotivo

Foi um sábado sensível.



 Escrito por Sinais de Fumaça às 17h24
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   Portaria

Aquela mulher azul parecia estar nua. Durante as madrugadas frias ela era a sua única companhia. Era com ela que compartilhava os segredos e fofocas do condomínio. Com ela ele reclamava da má educação do pessoal do 502, ou da vida complicada do pessoal do 203. da falta de dinheiro do 101, dos problemas de drogas do 402, das visitas estranhas que o 603 recebia e da filha do 703 que foi pega com o menino do 503 na escada de serviço.

Com aquela mulher esvoaçante ele se dava a liberdade de sonhar. Para ela, ele confessava seus segredos, seus sonhos, a vontade de largar aquela portaria, de deixar o prédio aquele cubico de 2X3 ao lado do motor do elevador. Não agüentava mais aquela vida, já estava lá há 20 anos, e sempre com ela ao seu lado. Não entendi porque ela se chamava Matisse, achava estranho aquele nome, ainda mais para uma mulher azul, e imaginava que, se tivesse uma filha, se algum dia alguma mulher se apaixonasse por ele, casasse com ele e engravidasse dele, gerando uma menina, esta menina seria Matisse.

Durante 20 anos, naquela portaria, esta paixão não veio e os dentes, os dedos, os pelos do bigode, o papel da pintura, seu coração foram ficando amarelos, como as putas que ele encontrava na praia, como as fotos das playboys que ele recolhia do lixo do 401, como os vidros do mosaico do hall de entrada. Mas apesar da sujeira, do tempo, das rugas, das traças, do bolor no teto, da infiltrações no piso, da imitação de madeira de fórmica descolando das paredes, do tempo perdido entre o passar da portaria, a esperança existia, em forma de um quadro, de sua única companhia, que despia azul.



 Escrito por Sinais de Fumaça às 19h30
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   Não foi um Maracanazo

Para muita gente o que aconteceu ontem no Maracanã foi mais um "Maracanazo". Eu não concordo. A distância da derrota brasileira em 1950, na final da Copa, em casa, fez com que qualquer derrota de um time seja comparada àquele fato.

Ontem, uma um só torcida chorou no Maracanã, em 1950, quem chorou foi um país. Ontem eram 90 mil, em 1950, mais que o dobro. O Fluminense vai ser recuperar em no máximo um mês desta derrota, em 1950, precisamos de 8 anos para perder o "complexo de vira-latas".

Lembro quando criança de ouvir meu tio Pepe contar a história da final de 1950. Ele contava a saga de quem deixou São Paulo, de carro, pegou a Dutra, ainda em mão única e foi para Rio ver a Seleção. Meu tio esteve no Pacaembu naquela Copa para ver o empate da Seleção contra a Suíça e, nem aquele jogo, tirou a fé de que o título era nossa. Ele contava que ficou hospedado em Copacabana, a uns 3 quarteirões da praia e contava que na manhã seguinte a chegada, olhou para a rua e viu que algo aconteceu de estranho com o carro. Ele disse que parecia que tinham cortado o carro em dois. Quando desceu viu que tinham lavado só metade do carro e que um 'flanelinha" (que já existiam naquela época) se aproximou oferecendo para lavar a outra metade por um trocado.

Os casos do Tio Pepe eram detalhados. ele falava da praia, da ida ao Maracanã, do mar de gente que rodeava o estádio, do clima da torcida antes do jogo, de como ele quase viu a partida de lado de tanta gente que estava no Maraca, da festa do gol do Brasil, da festa mesmo depois do empate e do drama após o gol de Ghiggia. Dos minutos que se seguiram até o apito do juiz, da total apatia da torcida, do desespero sem forças para o incentivo final. Meu tio falava do drama, do silêncio, do choro, dos passos lentos nas rampas de acesso no Maracanã, como em um cortejo fúnebre. Dos 200 mil de olhares perdidos, de corpos sem vida, cheios de dor, compartilhando no mais absoluto silêncio e respeito aquela perda inexplicável.

Mas a imagem que mais eu guardo na memória da história do Maracanazo contada pelo meu tio aconteceu já no caminho de volta. Depois de deixar o Maracanã, meu tio pegou o carro, estacionado em uma rua da Tijuca e seguiu direto para São Paulo. Ele contava que pelas ruas do subúrbio do Rio, passando pela baixada fluminense, ele continua a encontrar, por quilômetros e quilômetros, aquele mesmo cortejo fúnebre, com pessoas sempre chorando acendendo velas nas janelas, iluminando a mais negra das noites. E esta cena continuou pelas cidades às margens da Via Dutra até a chegada ao Jabaquara, mais de 12 horas depois do fim daquela partida.

Esta é a imagem da final da Copa de 1950 pra mim, a imagem de um multidão entre o Rio e São Paulo, tentando iluminar com poucas e fracas velas, a escuridão da maior de nossas derrotas.

Ontem não! Ontem os tricolores choraram mas teve festa no Clipper, do lado de casa, e a festa foi até as três e meia da manhã. A derrota de ontem foi com requintes de crueldade mas esteve longe de um Maracanazo.



 Escrito por Sinais de Fumaça às 10h10
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   Tocam melhor que muita banda Emo



 Escrito por Sinais de Fumaça às 16h22
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Ouvindo Ringo hoje, perdido neste plantão, lembrei da espanhola que conheci em Abbey Road com uma foto narigudo nas mãos. Naquele pedaço de Londres estamos todos comungando de um sonho. Velhos, novos, gente que viveu os 60, gente que tem 17 agora, todos esperamos os carros passarem para cruzar a faixa de pedestre mais famosa da história. Uns com um cigarro nas mãos, outros descalços. ali, em inglês, espanhol, francês, alemão, português, somos todos comuns. Nos olhamos e nos identificamos, somos amigos mesmo sem saber de onde somos, porque ali chegamos movidos pelo mesmo desejo. Sabemos quais são as sensações que percorrem nossas mentes. Na esquina, no muro branco, nos poucos degraus da entrada do estúdio, ou em uma pequena invasão estúdio a dentro.

Todos temos nossos Beatles favoritos. Durante muito tempo o meu era John mas cada vez mais acho que Ringo é o cara. O mais econômico e talentoso baterista da história sempre esteve presente na vida dos outros três. Enquanto egos destruíam relações de infância, Ringo transitou pela vida pós quarteto de John, Paul e George como o mesmo amor dos tempos de moleque, quando ele era o melhor baterista de Liverpool e os Beatles morriam de vontade de ve-lo assumir as baquetas da banda. E o mais legal de Ringo é que, até hjoe, ele ainda faz o sinal da paz.



 Escrito por Sinais de Fumaça às 17h59
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   100 anos de imigração brasileira



 Escrito por Sinais de Fumaça às 16h44
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   22 anos

Tive que aguentar:

Magic, Isaih, Jordan, Olajuwon, Pippen, Robinson, Duncan, Shaq, Kobe, Billups, Wade, Ginobili, mas finalmente o décimo sétimo estandarte desceu. Massacre! Um time que jogou com a faca entre os dentes.

 



 Escrito por Sinais de Fumaça às 17h00
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   Tá ai o que você esperava

Depois de dois meses de espera, O cidade Negra anunciou seu novo vocalista, o o mineiro Alexandre Massau, ex-integrante do Berimbrown e do Preto Massa (alguém conhece essas bandas?).

Quando você acha que a coisa não pode piorar...

 



 Escrito por Sinais de Fumaça às 16h24
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   De volta

Se minha memória não me engana, no fim de 1985, a Folha de S. Paulo deu uma página dupla estampando Larry Bird e Magic Johnson e "apresentando" a NBA. Já gostava muito de basquete, mas em tempos pré Tv a cabo e internet, o máximo que se conseguia saber sobre basquete americano eram as excursões dos Globetrotters que enchiam o Ibirapuera.

A Band começou passar as finais da NBA aquele ano. A vitória foi dos Lakers, mas eu me apaixonei pela camisa verde, pelos tacos do Boston Garden e estilo de jogo de Larry Bird, o maior jogador branco da história do Basquete. Em 21 de fevereiro de 1994, quando morava em Vancouver, finalmente consegui ver um jogo dos Celtics ao vivo, não foi no Garden mas sim na Supersonics Arena, em Seattle. O jogo foi um massacre para os Sonics, mas isso não teve a menor importância. Daquele time de 1885, só Parish, pra lá de veterano, atuava, mas a emoção de ver as camisetas verdes mais importantes da história do esporte mundial foi sensacional, única. Saí de lá feliz.

Hoje, 23 anos depois do primeiro encontro e 21 anos depois da última final, os Celtics voltam a decidir um título da NBA. Quis o destino que esta decisão fosse contra as tradicionais camisetas amarelas que aprendi a "odiar" naquela página dupla amarela que ainda tenho guardada em um armário em São Paulo.



 Escrito por Sinais de Fumaça às 20h26
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   3 em 1

Ainda tinha um destes em casa quando ouvi pela primeira vez um disco de Bo Diddley. O que mais me chamou atenção nele foi a sua guitarra quadrada. Na época já era apaixonado por guitarras e a de Diddley me parecia tosca, básica, quase como feita em casa. Mas daquele pedaço tosco de madeira saía o melhor do Rock, a pegada de Bo, os riffs e os solos que ele produzia são reconhecidos imediatamente. O estilo único é influência para quase todo músico que se atreva a tocar rock com alma e lição básica para todos aqueles que querem aprender sobre desgastado estilo que me apaixona mais e mais a cada dia.

Outra aula que deve acontecer este ano são os shows de Chuck Berry aqui na terrinha.  Chuck é um dos últimos fundadores vivos sobre este planeta cada vez mais quente e nojento. Tive a honra de vê-lo acompanhado de Little Richard no Pacaembu e recomendo.

Hoje, em memória de Bo, ouvi o cd com o melhor daquela guitarra quadrada e me transportei para o começo de tudo, para o momento do Big Bang, quando os negros americanos ensinaram os moleques brancos, com Elvis, como se toca o bom e velho rhythm'n’ blues.

Separando o jornal que vai para o lixo me deparei com um quadro de Manabu Mabe, um dos maiores nomes do modernismo brasileiro. Um dos meus sonhos é ter um Mabe só pra mim.

Em Niterói, no Museu de Arte Contemporânea, tem alguns Mabes (se não me engano 3), mas um, pra mim, é especial. É todo em tons de verde e azul escuro, como se estivéssemos vendo o sol e o céu de dentro do mar, mas não estamos tranqüilos, observando, estamos lutando para não nos afogarmos, estamos tentando vencer esta visão para voltar a ver o mundo de outro meio e finalmente poder respirar.

Faz tempo que não visito este Mabe específico mas a sensação que a obra deste japonês que tinha sua casa ali do lado de casa, na Saúde, provoca em mim, até hoje, é muito forte. Ta na hora de cruzar a ponte e me deliciar com estes maravilhosos traços abstratos.

 

Para fechar, ta tudo muito tumultuado e cheio de transformações, por isso a distância momentânea, mas as coisas prometem entrar nos eixos em breve. Para isso, Flaming Lips voltaram para o Ipod. Nada como a as texturas de Wayne Coyne, para deixar o caos mais belo e colorido. Viva o caleidoscópio!



 Escrito por Sinais de Fumaça às 23h53
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